Sexta-feira, 24 de maio de 2024
Bem-estar

Vida sem carne: um novo estilo de vida

Um fato, principalmente no prato do brasileiro, é a diminuição do consumo de carne no período de pandemia por causa do preço em alta. Mas além disso há o aumento de vegetarianos, veganos, flexíveis que são alguns dos vários nomes para definir um estilo de vida que busca atenuar o consumo de carne. 

Santa Catarina, 19/02/2023 19h00 | Por: Redação
Foto: Getty Images

Um fato, principalmente no prato do brasileiro, é a diminuição do consumo de carne no período de pandemia por causa do preço em alta. Mas além disso há o aumento de vegetarianos, veganos, flexíveis que são alguns dos vários nomes para definir um estilo de vida que busca atenuar o consumo de carne. 

Os motivos, abrangem causa ambiental, em que o alvo são indústrias que impactam negativamente o meio ambiente, crueldade animal e além disso, a busca por uma melhor saúde. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, históricas e religiosas. 

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A proteína bovina, é apontada como o alimento que mais contribui para emissões de gases do efeito estufa, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, ONU. A própria Organização Mundial da Saúde, há quase dois anos, fez um alerta de que, em excesso, o que significa comer todo santo dia, a carne vermelha está, sim, associada ao câncer e aos problemas cardiovasculares. 

Esses são alguns fatores que influenciaram o crescimento do mercado de produtos vegetarianos que foi em torno 25% em 2017. O movimento “Segunda sem Carne” também tem seu crédito, por ter trazido a consciência sobre a indústria da carne e suas implicações. Isso traz uma conexão, com a pesquisa do IPEC, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira. Nela foi indicado que de 2 mil entrevistados, 46% deixam a carne de fora do prato por vontade própria pelo menos 1 vez na semana. 

Na saúde, há uma discussão extensa dos prós e contras. Envolve artigos, vídeos, posts, entrevistas e comparações de dados. Num artigo publicado em 2010 no site da Sociedade Vegana Brasileira, George Guimarães mostra alguns dados que relaciona a ingestão de carne ao câncer, “uma dieta rica em carne é mais rica em gordura saturada, o que favorece um aumento na produção do hormônio estrogênio pelo organismo, cujo excesso está diretamente relacionado à incidência do câncer de mama, por exemplo. Além disso, a cocção da carne forma um composto chamado amina heterocíclica que está relacionado ao desenvolvimento do câncer. As carnes processadas contêm ainda compostos nitrosos que já demonstraram ter o mesmo efeito de promoção do câncer” explica. 

Num estudo Sueco publicado em 2005, evidencia a relação entre o câncer de ovário e o consumo de laticínios. Para cada 13 gramas de lactose consumida (equivalente a um copo de leite), o risco de desenvolver câncer de ovário aumentava em 13%. 

Do outro lado, houve um estudo feito pela King’s College London com duração de 12 semanas, que envolvia dois irmãos, gêmeos Hugo e Ross Turner. Eles ingeriam a mesma quantidade de calorias todos os dias e realizavam o mesmo padrão de exercícios, porém um com a dieta vegana e o outro continuou ingerindo: carne, laticínios e peixe. 

Depois de 12 semanas, os irmãos Turner foram informados de que houve poucas diferenças nos resultados. Mas elas foram significativas. Os níveis de colesterol de Hugo caíram, ele perdeu peso e aumentou sua resistência ao diabetes tipo 2. Sua dieta o levou a níveis de açúcar no sangue e de energia mais estáveis, enquanto a dieta carnívora de Ross resultou em picos e quedas mais severos de energia. 

Um dado que chamou a atenção dos pesquisadores: a diversidade de bactérias intestinais caiu na dieta vegana de Hugo e permaneceu estável na de Ross. Teoricamente, portanto, Hugo estaria mais suscetível a doenças do que seu irmão. Apesar da genética idêntica, o corpo reage de formas diferentes a certos alimentos.  

Se há o interesse de mudar a alimentação ou não, deve ser avaliado pela pessoa e se possível, médicos, nutricionista e profissionais da área para avaliar qual o estilo de vida se encaixa melhor nas necessidades, rotina e ideais. 

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