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Domingo, 24 de outubro de 2021

COLUNISTAS

Beatriz Formanski

Educação assertiva: sem palmada e sem castigo

20/10/2021 09h00 | Atualizada em 20/10/2021 13h58 | Por: Beatriz Formanski
Divulgação/Internet

Conversar sobre educação assertiva é de fato urgente. Durante anos fomos criados com uma violência normalizada e com diversos medos e restrições que ainda imperam sob os nossos comportamentos. Tudo isso com a melhor das intenções, com certeza. Não é a intenção que está em debate aqui, mas sim as consequências a médio e longo prazo de uma educação com palmadas e castigos. “Ao usar de violência com uma criança estamos dizendo a ela que para ser aceita e amada está tudo bem receber violência daqueles que ela ama”, explica a psicanalista Ananda Figueiredo.

Apesar da educação violenta as crianças sobrevivem. Sobreviver é importante, mas será que queremos só isso? Somente sobreviver? Gerar adultos com medos e frustrações que poderiam ser evitadas. Adultos que “deram certo” apesar de. Apesar de castigos, apesar de palmadas, apesar de palavras agressivas, apesar de. “Uma criança é capaz até de deixar de amar a si mesma para continuar amando seus pais”. Durante a nossa conversa, a Ananda compartilhou essa frase de um autor desconhecido que me marcou muito.

“Falar é fácil, quero ver agir de forma assertiva quando a criança tá fazendo birra na frente de todo mundo”. Talvez isso tenha passado pela sua cabeça durante essa leitura. Pois é, durante a conversa com a Ananda isso também passou pela minha e foi justamente a pergunta de uma ouvinte. Como ser assertivo na maternidade e paternidade real? Aquela verdade nua e crua. “Antes de sermos pais e mães somos seres humanos. Pessoas que precisam aprender a lidar com emoções e sentimentos como raiva, irritação e estresse. Saber respeitar os seus limites e realmente compartilhar isso com a criança”, completa.

Ananda Figueiredo é autora do livro “Nua: sob a capa de supermãe”, psicanalista e mãe da Luiza. A conversa na íntegra você confere aqui:

 

 

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Beatriz Formanski

Solitude como a apreciação da própria companhia

19/10/2021 09h49 | Atualizada em 19/10/2021 18h19 | Por: Beatriz Formanski
Divulgação/Internet

Você não gosta de ficar sozinho? Tem dó de ver alguém almoçando sozinho, por exemplo? Se a resposta foi positiva para as duas proposições, talvez isso revele mais sobre como você lida com a solidão. Segundo a psicanalista, mestre e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo, Vera Laconelli, a capacidade de lidar bem com a solidão é uma aquisição estrutural na existência humana. “A solitude é a competência de estar só com você mesmo e desfrutar dessa experiência de um jeito satisfatório", explica.

“É uma ilusão acreditar que o convívio com as pessoas possa minar a solidão estrutural que temos de nascer e morrer sozinhos”. Para isso, encarar a solidão e fazer laços de qualidade é o melhor caminho. Lidar com o silêncio, ausência de ruídos e demandas do outro só é prazeroso quando existe paz interior.

Infância determinante

Quem nunca ouviu ou viu pais que não aceitam deixar os filhos sozinhos. Adquirir a capacidade de lidar bem com a solidão, transformando-a em solitude, é um processo que se inicia na infância. Para Vera, os pais devem criar um espaço seguro para que a criança possa brincar, mas também proporcionar que as brincadeiras solo possam acontecer como forma de aprendizado e apreciação da própria companhia.

Você assiste abaixo o programa com a participação da Vera Laconelli em uma coreflexão sobre o assunto:

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Beatriz Formanski

Pobreza menstrual atinge 26% das mulheres no Brasil

06/10/2021 13h50 | Atualizada em 06/10/2021 18h51 | Por: Beatriz Formanski
Divulgação/Internet

Você já pensou sobre a pobreza menstrual? Uma pesquisa de 2018 da marca Sempre Livre apontou que 26% das adolescentes de 15 a 17 anos não têm acesso a produtos higiênicos adequados durante o período menstrual. A menstruação, que já é vista como um tabu, se torna ainda mais um sofrimento não visto (ou ignorado) no dia a dia de mulheres de baixa renda.

No ano passado entrevistei a Rafaella de Bona, designer e idealizadora do projeto Maria. Com o projeto de um absorvente interno feito da fibra da banana para mulheres em situação de rua, a profissional conquistou o prêmio alemão "iF Design Talent Award". O designer é o profissional que resolve os problemas, pensando em soluções viáveis. Rafaella percebeu a pobreza menstrual como um problema e criou uma alternativa social e ambiental para as milhares de mulheres que sofrem com isso.

Depois desse programa fiquei muito reflexiva. Em todos os meus ciclos menstruais eu tinha absorventes em casa e se faltasse era só ir no mercado ou na farmácia comprar. Com aba, sem aba, noturno, protetor diário. São tantas as opções que nós temos. Nós. Quem somos nós? Será que todas têm essas opções? Ou será que no alto da nossa soberba não conseguimos nem perceber outras realidades?

A deputada federal Tabata Amaral apresentou em 2020 um projeto de lei na Câmara dos Deputados que garante a distribuição gratuita de absorventes biodegradáveis em espaços públicos. Criticada por muitos, por conta do gasto público empregado a esse investimento, a parlamentar ressaltou que a medida tem sido adotada por vários países com o objetivo de diminuir o constrangimento, abstenção escolar ou de trabalho e também o uso de materiais inadequados, que podem prejudicar a saúde das mulheres.

Imaginar uma realidade de vulnerabilidade nas ruas já é difícil, dentro de presídios, então, nem se fala. Esse foi o assunto da minha conversa com a jornalista e autora do livro Presos que menstruam, Nana Queiroz. Isso mesmo. Não foi um erro de digitação. Presos que menstruam. Porque quando encarceradas as mulheres são tratadas como homens, sem seus direitos específicos assegurados.

Falta de estrutura física é o menor dos problemas dentro das prisões do país. A falta de atendimento básico de saúde é um dos fatores mais desumanos no cárcere brasileiro. “As mulheres usam como absorventes bolas de papel higiênico ou até mesmo pedaços de tecidos como tampão”, conta a pesquisadora que conheceu diversos presídios em todo território nacional durante quatro anos.

Você assiste abaixo o programa com a participação de Rafaella de Bona, em uma coreflexão sobre esse assunto urgente, e também a escritora Nana Queiroz, falando sobre presos que menstruam: 

 

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