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Terça, 17 de maio de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

O meio social molda o homem?

16/05/2022 08h00 | Atualizada em 15/05/2022 23h41 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Nos últimos meses (ou anos), muito foi comentado sobre um fenômeno que sempre existiu, mas ganhou certa relevância com as redes sociais, que são as famosas “bolhas” – basicamente, grupos de pessoas que se reúnem em fóruns compostos quase que totalmente por indivíduos de opiniões e gostos semelhantes, havendo pouco espaço para debate e para o contraditório, estimulando ainda mais o viés da confirmação de cada cidadão presente em cada grupo, tornando-os quase irredutíveis em suas crenças, mantendo-os presos às mesmas ideias, como se de fato, estivessem dentro de uma “bolha” que os protege do mundo lá fora.

Esse cenário, nas redes sociais, contribui para o crescimento de ideias extremistas de todos os lados e para a disseminação de acusações e notícias falsas (que são mais fáceis de serem compartilhadas quando confirmam ideologias ou pré-conceitos de alguém). No entanto, nesse caso, a internet apenas reproduz algo que sempre foi presente na sociedade, que é a necessidade do ser humano de se agrupar em determinados nichos.

De acordo com o filósofo britânico John Locke (1632-1704), a mente dos seres humanos é uma “tábula rasa”, que vai sendo preenchida conforme as experiências de cada indivíduo. O conhecimento surgiria, dessa forma, através de um processo de tentativa e erro, onde através de nossas experiências de vida, vamos desenvolvendo nossa personalidade.

Quando aplicamos esse conceito no mundo real, observamos que muito do nosso conhecimento é passado de acordo com nosso convívio social. Começa com hábitos, costumes e tradições familiares, que herdamos ainda na infância de nossos pais, passando pelo convívio escolar e pelo convívio comunitário. É através de nosso meio social que adquirimos hábitos culturais e formamos nossa mentalidade.

 

Eduardo Mota Pereira

A tragédia que nos espera no futuro

30/04/2022 08h00 | Atualizada em 29/04/2022 18h40 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels.

Imagino que o caro leitor, ao abrir a coluna e se deparar com esse título, deve estar pensando algo muito ruim, principalmente dentro do contexto mundial atual. Uma guerra nuclear, um desastre ambiental, o choque de algum asteroide, algo que realmente venha para acabar de vez com a humanidade... Você está quase certo! É quase tão trágico quanto, mas não sei se o suficiente para dar um fim à humanidade. Me refiro ao trânsito.

Sim, caríssimo leitor, a coluna de hoje abordará o trânsito nas cidades brasileiras, ou a própria organização urbana delas como um todo (além de, claro, fazer uma menção honrosa à nossa tão amada “TubaCity”). E por que falar disso? Porque eu noto, como uma pessoa que convive diariamente com o trânsito, por meio de transporte coletivo, que aparentemente, a maioria das cidades brasileiras apresentam problemas semelhantes no trânsito - cada uma dentro de sua realidade -. E o pior, esses problemas parecem ser oriundos de uma causa comum: a rodoviarização.

E o que significa esse termo? Podemos defini-lo como um excesso de valorização do transporte individual motorizado, como carros e motos, em detrimento do transporte coletivo, das bicicletas e de outros meios alternativos de locomoção, como andar a pé.

A grande questão a ser colocada é: até onde nossas cidades suportam esse modelo? É compreensível que o carro traz mais conforto, é mais rápido e mais seguro, de certa forma. Contudo, a maioria das pessoas acabam utilizando esse meio de transporte buscando seus benefícios individuais, sem sequer perceberem que o excesso de carros conduz a outros problemas coletivos.

 

Eduardo Mota Pereira

Cultura do cancelamento

13/04/2022 10h17 | Atualizada em 13/04/2022 13h20 | Por: Eduardo Mota Pereira

Esse ano de 2022 começou frenético do que diz respeito ao famigerado cancelamento, com inúmeras personalidades, sejam políticas ou do entretenimento sendo “canceladas” ou julgadas por coisas erradas que eventualmente tenham feito, ao menos no ponto de vista dos “canceladores”.

Não é, em hipótese alguma, minha intenção aqui defender qualquer pessoa que tenha sido “cancelada”. Não é esse o meu papel. Quero apenas nessa brevíssima coluna propor uma reflexão de caráter filosófico ao distinto leitor. Você mesmo, que acompanha as páginas de fofoca, mal pode esperar um “deslize” de alguma celebridade que sequer sabe que você existe para ir militar em rede social e que gosta de apontar o dedo na cara dos outros. Você aí... você é perfeito? Como é sua vida pessoal? É limpinha e sem nada de negativo? Você nunca errou?

Como já mencionei acima, não vou defender nenhum “cancelado”. Vou apenas fazer uma reflexão sobre o que pode motivar essa “cultura” que cresceu muito com as redes sociais e a forte exposição a que muitas pessoas, especialmente famosas, estão sujeitas.

Eduardo Mota Pereira

Em defesa do mundo ocidental – parte 2

02/04/2022 08h00 | Atualizada em 02/04/2022 13h12 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Eu observo uma quantidade relevante de progressistas, e pessoas de esquerda em geral, fazerem coro às práticas russas, defendendo a Rússia na guerra como se estivessem combatendo o “imperialismo ocidental”, que a guerra na Ucrânia iniciou como uma provocação dos ucranianos, que queriam se aproximar da Otan e da União Europeia.

Antes de nos estendermos no assunto Rússia e Ucrânia, é importante lembrar quais são as principais pautas da esquerda progressista nos Estados Unidos, na Europa e demais países influenciados pela cultura ocidental: a defesa dos direitos de pessoas LGBTQI+, a igualdade entre homens e mulheres, direitos para minorias étnicas, além de maiores investimentos sociais por parte dos estados.

Essas pautas são amplamente discutidas em sociedades como a norte-americana e a europeia. É costumeiro observar protestos de grandes dimensões em favor dessas agendas, que geralmente trazem um número consideravelmente alto de pessoas favoráveis aos assuntos.

Pois bem, esses debates ocorrem em larga escala na civilização ocidental em razão de um princípio bastante ligado ao ocidente: a liberdade de expressão. É essa liberdade que permite o desenvolvimento dessas pautas (que são muito importantes e merecem cada vez mais relevância).

Ante o exposto, devo declarar que me causa estranheza essa demonização por parte dos progressistas em relação ao ocidente. Me causa ainda mais estranheza a defesa dos mesmos progressistas de países onde a discussão de agendas que são primordiais a eles é de certa reprimida. É aí que entra a questão russa.

 

 

Eduardo Mota Pereira

Em defesa do mundo ocidental – parte 1

26/03/2022 08h00 | Atualizada em 26/03/2022 10h54 | Por: Eduardo Mota Pereira

Com o desenrolar da guerra na Ucrânia, tenho observado que muitas das razões desse conflito são resquícios ainda existentes da Guerra Fria. Não, o mundo não será dividido novamente entre dois modelos econômicos rivais entre si (capitalista e socialista). Não se trata de um conflito dessa natureza. Os resquícios os quais menciono envolvem a noção de que existe um modelo de sociedade presente na América do Norte, na Europa e em países de suas esferas de influência caracterizado como “ocidental”, tendo como princípios econômicos a propriedade privada e o mercado, princípios filosóficos como a tolerância e liberdade e princípios políticos como a democracia e igualdade de todos perante a lei.

 

Eduardo Mota Pereira

O filme, a censura e a farsa

19/03/2022 08h00 | Atualizada em 18/03/2022 18h58 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Nesta semana, aparentemente, muitos brasileiros se deram conta da existência de um filme chamado “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”. O longa foi produzido pelo comediante Danilo Gentili, baseado em seu livro homônimo, aborda a reta final do ensino fundamental de dois jovens estudantes, cansados das obrigações e responsabilidades escolares. No decorrer da trama, um dos rapazes, por acaso, encontra um livro escrito por um ex-aluno da mesma instituição de ensino, que explica o passo a passo para ser o “o pior aluno da escola”. Em seguida, os garotos vão atrás desse ex-aluno (interpretado por Danilo Gentili), que relata seus truques para que os jovens possam fazer todo tipo de atrocidades no ambiente escolar, e escaparem ilesos. O filme, bem por cima, é basicamente isso.

Não é preciso ir muito longe para enxergar que uma produção artística com essa temática causaria uma certa polêmica. No ano de lançamento, em 2017, muitas pessoas reclamaram que o filme seria “mau exemplo” para os jovens ou que as piadas contidas na trama não eram de bom gosto. Apesar disso, o longa estreou, muitas pessoas assistiram, muitos criticaram, muitos elogiaram e está tudo certo... até 2022.

Cinco anos depois da estreia de “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, uma enxurrada de ataques e acusações de apologia à pedofilia começaram a recair sobre o filme, sobretudo contra Fábio Porchat (comediante, que na trama interpretou um vilão) e Danilo Gentili. O contexto é o seguinte: em determinado momento da trama, os dois protagonistas vão procurar o ex-aluno que escreveu o livro “ensinando” a ser o pior da escola. Porém, por engano, acabam encontrando esse vilão, interpretado por Fábio, que acaba assediando os garotos, que fogem dele. Por se tratar de dois personagens adolescentes, muitas pessoas consideraram uma apologia à pedofilia.

O ressurgimento da polêmica envolvendo o filme se deve ao fato de que, recentemente, o secretário da Cultura Mário Frias compartilhou a cena do personagem de Fábio Porchat com os dois jovens, o que motivou inúmeras críticas, sobretudo de simpatizantes do governo. A repercussão foi tamanha que o ministério da Justiça e da Segurança Pública determinou a retirada do filme de todos os serviços de streaming.

 

Eduardo Mota Pereira

Rússia e Ucrânia: a origem de tudo

12/03/2022 08h00 | Atualizada em 12/03/2022 03h50 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Mais uma semana passa e o assunto predominante é a guerra na Ucrânia. O mundo assiste, calmamente, o desenrolar da invasão russa e os inúmeros registros de bombardeios, de ataques e de cidades que resistem até o fim de serem dominadas. Mas afinal de contas, o que quer Vladimir Putin? Porque a obsessão do ditador com a Ucrânia, em querer dominá-la?

Para entender esse conflito, é importante conhecermos a história da origem tanto do povo russo quanto do povo ucraniano. Tudo começou quando uma etnia, chamada Rus (ancestral comum dos russos, ucranianos e bielorrussos), criou o primeiro estado eslavo, cuja capital era Kiev. O território do reino Rus correspondia à própria Rússia, à Ucrânia, à Bielorrússia e ia até o Mar Báltico. A religião era a católica ortodoxa e as línguas faladas nesse reino deram origem ao russo, ao ucraniano e ao bielorrusso modernos.

Ou seja, os russos e ucranianos são povos que compartilham uma origem comum, mas que com o desenrolar da história, foram tomando rumos diferentes. Essa separação iniciou com a invasão mongol, que dominou todo o reino Rus. Após o enfraquecimento dos mongóis, o território foi dividido entre o Grão-Principado de Moscou e o Grão-Ducado da Lituânia, sendo que esse último se uniria à Polônia. A Ucrânia ficou, então, entre duas esferas de influência: a dos russos na parte leste e europeia ocidental em sua parte oeste, na época, dominada pelos lituanos e poloneses.

Eduardo Mota Pereira

O isolacionismo russo

05/03/2022 08h00 | Atualizada em 04/03/2022 13h32 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Durante essa semana o mundo acompanhou atentamente o desenrolar da guerra na Ucrânia. Para contextualizar, o conflito iniciou com a invasão da Rússia e bombardeio em algumas cidades ucranianas. As movimentações na região atraíram a atenção da comunidade internacional, que logo tratou de se posicionar contrária às ações de Vladimir Putin.

Sanções foram aplicadas e a Rússia foi atingida por vários lados, como na economia, na política, e até mesmo no campo esportivo, com atletas e equipes ao redor do mundo se recusando a enfrentá-los. Inclusive, a Fifa chegou a cancelar a participação da seleção russa na Copa do Mundo, no Catar, que está prevista para acontecer no fim do ano.

Essa guerra não é do povo russo, que inclusive vem protestando nas ruas de Moscou contra as loucuras de Vladimir Putin. Esse conflito serve apenas para alimentar a sanha imperialista do ditador, que já foi chefe da KGB, e até o momento nada trouxe de vantagens ou benefícios aos russos, que apenas vêm acumulando o ônus das sanções sofridas e da rejeição internacional. A Rússia perdeu essa guerra a partir do momento em que o primeiro tanque ultrapassou a fronteira e entrou em solo ucraniano.

Eduardo Mota Pereira

A fraqueza do ocidente

26/02/2022 08h00 | Atualizada em 25/02/2022 14h15 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Essa semana foi difícil. Tensão no mundo todo com os conflitos na Ucrânia, a invasão de Putin e a expectativa pela reação dos países que representam o chamado “ocidente”. Na verdade, não é de hoje que a Rússia manifesta sua sanha imperialista em relação à Ucrânia e aos países do leste europeu. Desde sempre, o desejo de Vladimir Putin foi o de reviver o grande império de influência soviético, porém, com o território e a “cara” da atual Rússia. Não haviam grandes movimentações no mundo ocidental no sentido de impedir Putin de pôr em prática seus planos. Muito pelo contrário: há quem enxergue no líder russo um certo “modelo” de estadista. Vou propor uma explicação para esse fenômeno.

Primeiramente, é lógico que iniciada a guerra, algum tipo de represália deverá vir dos países ligados ao ocidente (nem que sejam as famigeradas “sanções”). É o que se espera. Mas, acompanhando o desenrolar da crise, senti falta de alguma ação mais incisiva dos países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos.

Bem, ante o exposto, prossigo com o artigo pontuando, de que esse conflito diz muito sobre a relação Rússia-Ucrânia, e diz mais ainda sobre a situação do ocidente. Trazendo a explicação do que foi exposto acima, muitas pessoas admiram Putin por verem nele atributos que são cada vez mais raros nos líderes ocidentais: força, inteligência, conhecimento geopolítico e patriotismo. O ex-chefe da KGB representa, no entanto, um tipo de liderança incompatível com valores liberais e democráticos.

 

Eduardo Mota Pereira

Cidade de Santa Catarina adota método não destrutivo para obras de saneamento

19/02/2022 08h00 | Atualizada em 21/02/2022 18h42 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Nos últimos dias, tive conhecimento de um método interessante, que é aplicado em Joinville, no norte catarinense. É o Método Não Destrutivo. O presidente da Companhia Águas de Joinville, Giancarlo Schneider, gentilmente nos deu detalhes sobre o funcionamento desse método.

Ele explica que “o método funciona basicamente com a abertura de duas ‘chaminés’, que são buracos para inserir o guia e puxar a tubulação. De um lado é aberta uma pequena vala, onde será inserido um guia que irá passar por dentro da terra (como se fosse um tatu), até a próxima abertura feita, abrindo o caminho para a tubulação passar. Posteriormente, nesta segunda chaminé, é acoplada a tubulação e puxada pelo caminho feito pelo guia.”

Giancarlo ressalta que as vantagens são a eliminação da necessidade de abertura de grandes valas, reduzindo assim, interdições de trânsito, impactos à população, e também a redução do prazo das obras. Ele destaca que o método tradicional, de vala a céu aberto, envolve escavações ao longo de toda a via para colocação do tubo, para posterior reaterro, causando mais transtornos e paralisações.

O Método Não Destrutivo, por outro lado, abre dois pequenos buracos, normalmente com 80 a 100 metros de distância entre eles, e insere o tubo por essas aberturas, realizando uma obra mais limpa e reduzindo o tempo de intervenção na via.

 

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