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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

A fraqueza do ocidente

26/02/2022 08h00 | Atualizada em 25/02/2022 14h15 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Essa semana foi difícil. Tensão no mundo todo com os conflitos na Ucrânia, a invasão de Putin e a expectativa pela reação dos países que representam o chamado “ocidente”. Na verdade, não é de hoje que a Rússia manifesta sua sanha imperialista em relação à Ucrânia e aos países do leste europeu. Desde sempre, o desejo de Vladimir Putin foi o de reviver o grande império de influência soviético, porém, com o território e a “cara” da atual Rússia. Não haviam grandes movimentações no mundo ocidental no sentido de impedir Putin de pôr em prática seus planos. Muito pelo contrário: há quem enxergue no líder russo um certo “modelo” de estadista. Vou propor uma explicação para esse fenômeno.

Primeiramente, é lógico que iniciada a guerra, algum tipo de represália deverá vir dos países ligados ao ocidente (nem que sejam as famigeradas “sanções”). É o que se espera. Mas, acompanhando o desenrolar da crise, senti falta de alguma ação mais incisiva dos países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos.

Bem, ante o exposto, prossigo com o artigo pontuando, de que esse conflito diz muito sobre a relação Rússia-Ucrânia, e diz mais ainda sobre a situação do ocidente. Trazendo a explicação do que foi exposto acima, muitas pessoas admiram Putin por verem nele atributos que são cada vez mais raros nos líderes ocidentais: força, inteligência, conhecimento geopolítico e patriotismo. O ex-chefe da KGB representa, no entanto, um tipo de liderança incompatível com valores liberais e democráticos.

 

O mundo ocidental emergiu através de algumas bases sólidas, como a democracia e as liberdades individuais. Outro valor inegociável é o princípio de que todos são iguais perante a lei, e claro, o capitalismo como modelo econômico. Essas bases permitiram o desenvolvimento e crescimento dos países identificados com essas ideologias e ajudou a torná-los exemplos para o mundo, seja do ponto de vista econômico, social ou político.

Contudo, a prosperidade material tornou os países do ocidente deslocados da realidade da maior parte do mundo: guerras, pobreza, fome e ditaduras. Esse deslocamento fez com que a sociedade ocidental como um todo não estivesse mais preparada para lidar com questões tão complexas, como uma invasão de países, que pode culminar em um conflito mundial. Basta olhar a pauta de discussões políticas em geral, tanto na América do Norte, quanto na União Europeia. Grandes questões estruturantes para o futuro desses países dificilmente são colocadas em pauta. Um exemplo recente é o Canadá, o país praticamente quase parou por causa de discussões acerca de passaporte vacinal.

Além do distanciamento de assuntos que evidenciam a realidade mundial, dificilmente você encontra em países do ocidente pessoas patriotas, que conheçam a história, que entendam como tudo chegou até ali. Poucas pessoas conhecem suas origens e as glórias de suas nações. O resultado final é uma sociedade sensível, guiada por líderes frágeis e que assistiram (ou foram cúmplices?) durante vários anos as ameaças, intimidações, e por fim, uma invasão russa à Ucrânia, e agora precisam dar uma resposta...

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