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Segunda-feira, 04 de julho de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

Cidade de Santa Catarina adota método não destrutivo para obras de saneamento

19/02/2022 08h00 | Atualizada em 21/02/2022 18h42 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Nos últimos dias, tive conhecimento de um método interessante, que é aplicado em Joinville, no norte catarinense. É o Método Não Destrutivo. O presidente da Companhia Águas de Joinville, Giancarlo Schneider, gentilmente nos deu detalhes sobre o funcionamento desse método.

Ele explica que “o método funciona basicamente com a abertura de duas ‘chaminés’, que são buracos para inserir o guia e puxar a tubulação. De um lado é aberta uma pequena vala, onde será inserido um guia que irá passar por dentro da terra (como se fosse um tatu), até a próxima abertura feita, abrindo o caminho para a tubulação passar. Posteriormente, nesta segunda chaminé, é acoplada a tubulação e puxada pelo caminho feito pelo guia.”

Giancarlo ressalta que as vantagens são a eliminação da necessidade de abertura de grandes valas, reduzindo assim, interdições de trânsito, impactos à população, e também a redução do prazo das obras. Ele destaca que o método tradicional, de vala a céu aberto, envolve escavações ao longo de toda a via para colocação do tubo, para posterior reaterro, causando mais transtornos e paralisações.

O Método Não Destrutivo, por outro lado, abre dois pequenos buracos, normalmente com 80 a 100 metros de distância entre eles, e insere o tubo por essas aberturas, realizando uma obra mais limpa e reduzindo o tempo de intervenção na via.

 

O presidente da companhia ressalta que obras realizadas através deste método, além de levarem menos tempo, também não atrapalham o deslocamento das pessoas, pois muitas vezes, não é em toda a via que é necessária a interdição. A produtividade do Método Não Destrutivo chega a 150% do método tradicional. Giancarlo também comenta do custo da obra através do MND.

Ele explica que “o custo da obra por MND acaba, muitas vezes, sendo um pouco maior que o sistema convencional que, conforme foi informado anteriormente, dependerá do método escolhido e das características do projeto/região como: profundidade da rede, tipo de solo, tipo de pavimento, diâmetro da tubulação e interferências existentes. No entanto, o presidente da CAJ destaca que este custo a mais não leva em consideração os custos sociais e o ganho em produtividade para as obras que o MND traz.”

Mas afinal, o que eu quero com esse texto? Acredito que a questão do saneamento básico é o principal desafio não só de Tubarão, mas do Estado de Santa Catarina, e uma explicação para essa situação seria o tanto de transtornos que as obras de saneamento básico causam, desincentivando a sua realização. No entanto, temos no nosso Estado o exemplo de uma cidade que adota uma metodologia que permite a realização dessas obras de forma otimizada, reduzindo os impactos sociais. Fica aqui a sugestão para gestores da área de saneamento, tanto de Tubarão, quanto de qualquer outra cidade da região, para se possível, estudar a implementação desse ou de outros métodos inovadores.

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