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Segunda-feira, 15 de agosto de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

Cidade de Tubarão: nem entre as cidades médias?

11/07/2022 12h00 | Atualizada em 11/07/2022 00h52 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Recentemente saiu um ranking de uma pesquisa elaborada pela Austin Ratings indicando as melhores cidades para se viver no Brasil. De acordo com esse estudo, que levou em consideração cerca de 250 indicadores, a cidade de Joinville foi a campeã geral, estando em primeiro lugar no Brasil e também liderando entre as cidades consideradas grandes. O levantamento dividiu os municípios em três categorias: cidades grandes, médias e pequenas. Entre as cidades médias, Jaraguá do Sul ficou com a primeira colocação e Timbó, no vale do Itajaí, conquistou a medalha de ouro entre as pequenas.

Antes de dar prosseguimento ao texto, é importante ressaltar que essas pesquisas fazem uma mensuração de vários indicadores que podem se alterar de um ano para outro e que é difícil precisar com exatidão, apenas nos baseando em números. Contudo, esses dados são um importante instrumento para averiguar a eficiência das gestões municipais, ou seja, onde as cidades estão errando e acertando. Por isso, entendo como de suma importância tratar desse assunto para que possamos entender onde precisamos melhorar, como precisamos melhorar, o que devemos manter e por aí vai. Ante o exposto, vamos iniciar o efetivo debate sobre essa pesquisa com a seguinte colocação:

Tubarão não apareceu entre as cinquenta melhores cidades. “Ah, mas dentre o ranking que considera apenas as cidades médias, é bem possível que Tubarão tenha marcado presença.” Bem, não. Nem mesmo entre as 50 melhores cidades médias estávamos presentes. No que isso implica? Em muitas coisas. Primeiro de tudo, é sempre interessante lembrar que empresários e investidores avaliam rankings, estudos e pesquisas do gênero quando querem fazer novos negócios.

Eles se baseiam nesses dados para decidirem qual cidade está mais apta para receber recursos e investimentos, que posteriormente, geraram emprego e renda, criando um ciclo virtuoso onde a boa política e boa gestão pública são recompensadas devido ao posicionamentos dos municípios em estudos e avaliações, que medem qualidade de vida e governança, melhorando a imagem desses locais perante empreendedores, que investiram nesses lugares, pois enxergam potencial tanto nas cidades. quanto no desenvolvimento de seus negócios, criando ainda mais oportunidades para os moradores.

Diante do argumento apresentado, podemos deduzir que Tubarão sequer aparece nesse ranking, nem que seja para estar entre as cidades médias, é de certa forma problemático. Isso implica que não estamos sendo nem mesmo uma vitrine. O empresário ou investidor não vai ter a oportunidade de conhecer a cidade, ver se ela é boa para investir ou não.

 

Igualmente, um ranking que avalia 250 indicadores é um forte termômetro do resultado das políticas públicas aplicadas neste município. Nesse caso, é necessário, no meu ponto de vista, que gestores públicos, secretários e lideranças em geral avaliem o que está sendo feito na cidade. Essas políticas são eficientes? Os recursos estão sendo bem empregados? Como dá pra melhorar o que está ruim? E como podemos manter e melhorar ainda mais o que está bom?

Antes de encerrar, é importante deixar claro que não é a minha intenção falar mal ou criticar A ou B, mas sim, sugerir que nossos gestores tenham essa sensibilidade quanto ao tema, principalmente porque Tubarão tem condições de estar em uma colocação muito superior.

Eduardo Mota Pereira

Rádio Cidade Tubarão

Estudante de jornalismo aficionado em história e filosofia, temas que serão abordados nessa coluna.

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