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Terça, 24 de maio de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

Cultura do cancelamento

13/04/2022 10h17 | Atualizada em 13/04/2022 13h20 | Por: Eduardo Mota Pereira

Esse ano de 2022 começou frenético do que diz respeito ao famigerado cancelamento, com inúmeras personalidades, sejam políticas ou do entretenimento sendo “canceladas” ou julgadas por coisas erradas que eventualmente tenham feito, ao menos no ponto de vista dos “canceladores”.

Não é, em hipótese alguma, minha intenção aqui defender qualquer pessoa que tenha sido “cancelada”. Não é esse o meu papel. Quero apenas nessa brevíssima coluna propor uma reflexão de caráter filosófico ao distinto leitor. Você mesmo, que acompanha as páginas de fofoca, mal pode esperar um “deslize” de alguma celebridade que sequer sabe que você existe para ir militar em rede social e que gosta de apontar o dedo na cara dos outros. Você aí... você é perfeito? Como é sua vida pessoal? É limpinha e sem nada de negativo? Você nunca errou?

Como já mencionei acima, não vou defender nenhum “cancelado”. Vou apenas fazer uma reflexão sobre o que pode motivar essa “cultura” que cresceu muito com as redes sociais e a forte exposição a que muitas pessoas, especialmente famosas, estão sujeitas.

 

Antes de iniciar meu argumento, devo mencionar que compreendo que pessoas públicas ou que possuem muitos seguidores têm que ser vigilantes quanto às coisas que falam ou fazem, até porque muitas são influenciadoras e precisam ter responsabilidade no conteúdo que transmitem. Posto isso, acredito que um cancelamento, na magnitude que alcança atualmente, muitas vezes é desproporcional e transforma a vida dos cancelados em um inferno.

Diante disso, creio que esse movimento de “cancelamento” nada mais é do que uma tentativa de certas pessoas de sinalizarem o quanto são “virtuosas” e, supostamente, “sem defeitos”. E enxergo essa condição principalmente em pessoas famosas e influenciadores conhecidos que gostam de mostrar como são “perfeitos” e que aproveitam polêmicas que envolvam outras pessoas (principalmente se também forem famosas) para apontarem o dedo, julgarem e crescerem em cima disso. Contudo, a grande verdade é a seguinte: não existe essa de “pessoa boazinha”, “pessoa perfeitinha”, absolutamente todos os seres humanos são falhos, têm seus defeitos e agem muitas vezes conforme interesse próprio. Não que seja algo bom ou ruim, mas é parte de nossa natureza.

Portanto, ante o que foi argumentado, afirmo que esses cancelamentos são uma grande baboseira de gente estúpida que pensa que vive em um arco-íris onde todo mundo é perfeito e que têm carta branca para apontar o dedo, julgar, condenar, até eles descobrirem que também são seres erráticos e acabarem sendo os alvos dos tribunais virtuais da vida. Peço ao leitor que reflita sobre isso. Não existe pessoa perfeita nesse mundo e todos agem quase sempre conforme seus próprios interesses.

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