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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

Em defesa do mundo ocidental – parte 2

02/04/2022 08h00 | Atualizada em 02/04/2022 13h12 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Eu observo uma quantidade relevante de progressistas, e pessoas de esquerda em geral, fazerem coro às práticas russas, defendendo a Rússia na guerra como se estivessem combatendo o “imperialismo ocidental”, que a guerra na Ucrânia iniciou como uma provocação dos ucranianos, que queriam se aproximar da Otan e da União Europeia.

Antes de nos estendermos no assunto Rússia e Ucrânia, é importante lembrar quais são as principais pautas da esquerda progressista nos Estados Unidos, na Europa e demais países influenciados pela cultura ocidental: a defesa dos direitos de pessoas LGBTQI+, a igualdade entre homens e mulheres, direitos para minorias étnicas, além de maiores investimentos sociais por parte dos estados.

Essas pautas são amplamente discutidas em sociedades como a norte-americana e a europeia. É costumeiro observar protestos de grandes dimensões em favor dessas agendas, que geralmente trazem um número consideravelmente alto de pessoas favoráveis aos assuntos.

Pois bem, esses debates ocorrem em larga escala na civilização ocidental em razão de um princípio bastante ligado ao ocidente: a liberdade de expressão. É essa liberdade que permite o desenvolvimento dessas pautas (que são muito importantes e merecem cada vez mais relevância).

Ante o exposto, devo declarar que me causa estranheza essa demonização por parte dos progressistas em relação ao ocidente. Me causa ainda mais estranheza a defesa dos mesmos progressistas de países onde a discussão de agendas que são primordiais a eles é de certa reprimida. É aí que entra a questão russa.

 

 

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia escancarou uma questão entre os russos que sobreviveram, desde a Guerra Fria, que é o antagonismo a certos valores ocidentais, expresso sobretudo na postura de Vladimir Putin, e do governo como um todo. A guerra da vez não é entre sistemas econômicos, mas sim, sistemas culturais e sociais, como foi exposto na parte 1 deste artigo, já publicado nesta coluna, no Portal SC Todo Dia.

No modelo de sociedade russa da Era Putin, a liberdade de expressão, um dos pilares do mundo ocidental, é restringida. Críticas ao regime são censuradas e opositores ferrenhos são perseguidos. O público LGBTQI+ também é perseguido. Muitas pautas defendidas pela esquerda em países como os Estados Unidos, por exemplo, não são sequer discutidas em países como Rússia, China e Oriente Médio.

Sendo assim, apesar da civilização ocidental não ser perfeita e ter muitos problemas de inclusão (por isso a importância da discussão das pautas supracitadas), a defesa irracional de outros modelos de sociedade, apenas por oposição ao ocidente, me parece um tiro no pé, principalmente porque nessas outras sociedades, a liberdade de expressão e o debate são severamente restritas, tornando quase impossível o avanço de discussões saudáveis sobre diversos assuntos. Não é querendo colocar determinada civilização acima de outra, mas sim, reconhecer as diferenças existentes, e entender que certas pautas só são possíveis de serem debatidas atualmente no mundo ocidental, ou em civilizações onde há liberdade que permita isso.

É por essa razão que eu faço coro em defesa dos valores da civilização ocidental, que por mais que ela guarde muitos problemas, ainda nos permite ter a liberdade de apontar esses erros e buscar a evolução.

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