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Segunda-feira, 04 de julho de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

O homem moderno – animal antissocial

30/05/2022 08h00 | Atualizada em 30/05/2022 13h00 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Recentemente, em minha função como repórter, tive a oportunidade de conversar com uma conhecida psicóloga da região sobre um tema muito interessante: a incapacidade dos seres humanos em viverem de maneira solitária e a necessidade, quase de sobrevivência, que as pessoas têm por interação social. Desde a entrevista, eu venho refletindo sobre o tema que será abordado hoje, na presente coluna, que é basicamente o homem, suas interações e como elas resultam em países, nações, até chegar no estado em geral e em como ela está se perdendo.

Sempre que penso neste assunto, lembro-me do livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, do escritor israelense Yuval Harari. Nesse livro, ele discorre em determinado capítulo a respeito de como eram as sociedades, ainda na época dos primeiros seres humanos, sua organização social, estrutura, dentre outros assuntos relacionados.

Harari menciona que o que permitiu à espécie humana se desenvolver foi a revolução cognitiva, ou seja, a capacidade de se comunicar. A comunicação entre humanos deu início à histórias e contos em geral, que desenvolveram os mitos e as religiões, que acabaram culminando em culturas, hábitos e tradições, e assim, geraram povos, e por consequência, civilizações.

 

Algo que é sempre ressaltado por pesquisadores e cientistas é o fato de que muito do nosso comportamento atual é herdado dos nossos antepassados, que viveram esses períodos remotos. Nossos medos, nossas crenças, nossa necessidade de se agrupar e ter interações sociais, é fruto do que os primeiros seres humanos passaram. As precárias condições de vida os forçaram a serem incluídos em grupos, clãs e famílias em geral, que pudessem oferecer proteção e segurança. Por isso nos assombra a ideia de ficarmos sozinhos ou de sermos solitários.

A nossa socialização começa naquilo que é básico, como a família, escola, comunidade, trabalho, amigos e afins. A partir daí, ela evolui para situações mais complexas e de cotidiano, como se comunicar com algum prestador de serviço, com pessoas no mercado ou padaria. Esse conceito eu aprendi nesta entrevista realizada com a psicóloga e é em cima dele que eu quero me debruçar.

Nos tempos atuais, vivemos um predomínio enorme das tecnologias, onde cada indivíduo cria seu universo pessoal em seus celulares, computadores, aparelhos televisivos e outros dispositivos voltados ao entretenimento, mas que acabaram se tornando itens de necessidade “básica”.

Essa condição contribui para a formação de uma “bolha”, onde as pessoas não têm mais aquela comunicação básica com família, amigos, parentes e outros. A falta desse tipo de contato ajuda no adoecimento geral da sociedade, presa em armadilhas tecnológicas, mas carente de interação humana. Afinal, foi a comunicação e interação que garantiu nossa sobrevivência enquanto espécie até aqui, e que foi crucial para nosso desenvolvimento.

Eduardo Mota Pereira

Rádio Cidade Tubarão

Estudante de jornalismo aficionado em história e filosofia, temas que serão abordados nessa coluna.

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