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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

O isolacionismo russo

05/03/2022 08h00 | Atualizada em 04/03/2022 13h32 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

Durante essa semana o mundo acompanhou atentamente o desenrolar da guerra na Ucrânia. Para contextualizar, o conflito iniciou com a invasão da Rússia e bombardeio em algumas cidades ucranianas. As movimentações na região atraíram a atenção da comunidade internacional, que logo tratou de se posicionar contrária às ações de Vladimir Putin.

Sanções foram aplicadas e a Rússia foi atingida por vários lados, como na economia, na política, e até mesmo no campo esportivo, com atletas e equipes ao redor do mundo se recusando a enfrentá-los. Inclusive, a Fifa chegou a cancelar a participação da seleção russa na Copa do Mundo, no Catar, que está prevista para acontecer no fim do ano.

Essa guerra não é do povo russo, que inclusive vem protestando nas ruas de Moscou contra as loucuras de Vladimir Putin. Esse conflito serve apenas para alimentar a sanha imperialista do ditador, que já foi chefe da KGB, e até o momento nada trouxe de vantagens ou benefícios aos russos, que apenas vêm acumulando o ônus das sanções sofridas e da rejeição internacional. A Rússia perdeu essa guerra a partir do momento em que o primeiro tanque ultrapassou a fronteira e entrou em solo ucraniano.

 

Contudo, mesmo diante de todas essas condenações, há certos países que ainda sustentam apoio ao seu regime, como Belarus, Cuba, Nicarágua, Irã, Síria e Venezuela. Cabe ressaltar que todos esses países são governados por ditaduras que se alinham com os interesses russos. Entretanto, a maior parte das organizações internacionais condenaram claramente a invasão, e se Putin quiser evitar problemas internos, causados por algumas das sanções e do isolamento, deverá considerar alguma negociação. Só nos resta aguardar.

Agora, para finalizar esse breve artigo, não podemos deixar de ressaltar as posições ambíguas, e um tanto confusas, do governo brasileiro. Ao mesmo tempo em que o Brasil votou a favor de uma resolução da ONU, que condena a Rússia pelos ataques à Ucrânia, o chefe de estado brasileiro mantém silêncio sobre o assunto e, em visita à Moscou nas vésperas do conflito, se encontrou com Vladimir Putin e prestou solidariedade à Rússia. É fato notório a neutralidade como tradição diplomática brasileira, porém, esse hábito havia se perdido nos últimos anos com os governos petistas, e depois com Bolsonaro, sendo esse último alinhado com os Estados Unidos. No momento em que um adversário dos americanos está sendo isolado pela comunidade internacional, não ver uma posição firme de Bolsonaro contra o regime de Putin é, de certa forma, surpreendente.

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