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Sábado, 02 de julho de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

O que é liberdade de expressão em tempos de fake news?

04/12/2021 08h00 | Atualizada em 03/12/2021 17h26 | Por: Eduardo Mota Pereira

O que é liberdade de expressão? Pela própria definição do termo, é a liberdade que uma pessoa tem em expressar seu ponto de vista e sua opinião sobre qualquer coisa. É, dos direitos universais, um dos mais “sagrados” e defendido por um grande número de pessoas. Não é para menos, certo? Imagina viver em uma sociedade sem podermos nos expressar, sem ter a liberdade de dizermos o que pensamos?

Contudo, há opiniões e opiniões. A liberdade de expressão irrestrita, em tempos de comunicação super avançada, onde a informação circula com uma velocidade enorme, quase sem controle, tem contribuído para a disseminação de notícias falsas e opiniões sem rigor científico. Essa grande circulação de informações falaciosas é essencialmente perigosa, principalmente em tempos de pandemia, onde muitas pessoas espalham uma série de mentiras sobre eficácia de vacinas, remédios e curas milagrosas, ou ainda, em épocas eleitorais, muitas campanhas políticas utilizam fake news e assassinatos de reputações como instrumento para chegar ao poder.

Diante desse cenário, algumas pessoas têm questionado a liberdade irrestrita de opinião, argumentando que a internet e as redes sociais deram voz a um grande número de cidadãos que não possuem qualificação o suficiente para estarem no debate. Esses indivíduos acabam disseminando “conhecimentos” que muitas vezes prejudicam a qualidade das discussões e expõe terceiros a riscos, por acreditarem nessas informações falsas. No entanto, essa visão que procura restringir, de certa forma, a liberdade de expressão, ou até mesmo opinião, não é tão válida. Até porque esbarra em diversos problemas: como isso seria feito? O que pode ser considerado um discurso verdadeiro e com embasamento e o que é uma fake news? Quem faria essa diferenciação?

 

Quando se fala nesse assunto, a primeira coisa que precisamos ter em mente é que a maioria das pessoas não são “experts” em temas complexos, e que muitas não são capazes de compreender discursos científicos rebuscados. E nem precisam ser. Os próprios especialistas estão aí para isso. A discussão central para o combate às fake news deve focar em como levar conhecimento de verdade para a maioria da população. É como se fosse um conflito de ideias, disputando a audiência do cidadão médio. O problema é que é muito mais fácil convencer alguém de uma informação falsa, usando de apelo a emoções como a raiva e medo, do que transmitir um argumento com dados e embasamento.

É papel de quem detém o conhecimento, portanto, encontrar meios para transmiti-lo de uma forma inteligível para uma grande parte do povo. Aproveitar as facilidades da comunicação do século XXI para o bem, não restringir ainda mais o acesso ao conhecimento, como muitas vezes temos observado, seja na mídia tradicional, que limita acessos às suas matérias, seja em alguns segmentos na comunidade científica, que se fecham em suas bolhas e não observam o mundo real.

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