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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Eduardo Mota Pereira

Um desastre à vista

12/02/2022 08h00 | Atualizada em 18/02/2022 18h14 | Por: Eduardo Mota Pereira
Imagem: Pexels

De todas as coisas ruins que podem acontecer na política de um país, ter que escolher entre um populismo de direita, ou um populismo de esquerda, é uma das piores. O pleito eleitoral de 2022 no Brasil é, sem dúvidas, um grande desastre que poucas pessoas ainda conseguem perceber. Mas, o que mais impressiona, é como o povo, em geral, se encanta com o discurso fácil de líderes carismáticos, que prometem sempre com muita ênfase e energia, acabarem com todos os problemas do mundo, mas sem explicar como farão isso. Ou melhor, como vão pagar por esses projetos.

Eu falo, claro, do nosso famigerado populismo econômico. Há alguns dias atrás, estive na Amurel para acompanhar o evento que colocava Tubarão como a primeira cidade Núcleo de Referência de Educação Financeira da CVM. Após a cerimônia, conversei brevemente com o diretor-presidente da Fundação Municipal de Educação e Cultura, Maurício da Silva, que relatou que o principal mérito do ensino financeiro nas escolas é possibilitar que as crianças tenham, sobretudo, conhecimento a respeito de orçamento público, e saibam de onde vem e para onde vai o dinheiro, evitando que caiam em discursos de populistas econômicos.

Bom, a falta de educação financeira nas escolas certamente contribui para que as pessoas caiam mais fácil na conversa mole de demagogos. Políticos que prometem mil coisas, e que, ao serem eleitos, não conseguem cumprir nem 10%. Ou, que tentam propor soluções simples para problemas demorados e complexos, para ganharem votos do eleitor médio, e descobrem que a política é muito mais do que mero palavrório bonito - ou nem tão bonito -.

 

Muito além da falta de educação em finanças do brasileiro, ou melhor dizendo, a falta de educação em qualquer área, na verdade, porque nosso sistema educacional é horrível, está o desespero de muitas pessoas por uma vida melhor, por terem a segurança de que vão comer três vezes ao dia, que vão amanhecer no outro dia empregadas, querem ter a certeza de que vão sair pra trabalhar e não serão mortas em um latrocínio, ou em uma bala perdida. No desespero, qualquer coisa serve.

Dessa forma, políticos populistas de qualquer espectro usam a ignorância e o sofrimento da população para divulgarem discursos fáceis, e prometem soluções milagrosas. Boa parte dos problemas enfrentados no país começam aí: o recurso é escasso, o dinheiro é finito, não tem como cumprir com todas as promessas.

Ao populista, restam duas opções: a primeira é simplesmente não cumprir e reconhecer de que não há como fazer o que prometeu - e consequentemente, perder eleitores, e eleições - ou tentar fazer mesmo sem dinheiro, afinal, a dívida sobrará para o sucessor e a conta, essa sempre cai no colo das pessoas, que não entendem porque o desemprego aumentou, porque os produtos estão caros, porque a inflação não dá trégua e porque os juros estão tão exorbitantes.

Ante o exposto, não consigo vislumbrar um cenário positivo de eleições, onde um possível segundo turno será decidido por dois populistas, que prometem mundos e fundos, em um país que passa por uma crise financeira e fiscal. Temos aí um desastre à vista!

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