Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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Fabrício Attanásio

Inovação e sustentabilidade em um mundo em constante transformação

25/07/2023 15h43 | Por: Fabrício Attanásio

Nesta terça-feira (25), estreio neste importante canal de comunicação em Santa Catarina e no Brasil, o Portal SCTodoDia. Gratidão pelo convite, será uma honra poder contribuir!

Desde a invenção da roda, da máquina a vapor, eletricidade, a internet, inteligência artificial até os dias atuais, representadas também pelas quatro Revoluções Industriais, viemos presenciando várias invenções e inovações que têm impactado as nossas vidas, as organizações que trabalhamos ou lideramos e o mundo. A velocidade destas inovações à medida que a humanidade vem evoluindo, estão a cada dia mais velozes, ao ponto de afirmarmos que hoje vivemos num mundo em constante transformação.

O primeiro presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab afirmou que "estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”, gosto muito desta frase porque ela nos convida a refletir, o ano era 2016, quando lembramos que ainda não havíamos passado pela pandemia do Covid-19, que acelerou ainda mais as inovações transformações em diversas áreas das nossas vidas, a reflexão ainda é maior. 

Atualmente, temos várias gerações convivendo ao mesmo tempo, com formas de pensar e agir diferentes, resultando em novos comportamentos e práticas de consumos, que se modificam também pela influência destas inovações. Por exemplo, o Brasil ocupa a segunda posição mundial com mais usuários do WhatsApp com 108,4 milhões usuários ativos por mês, ficando atrás apenas na Índia (Business Insider, 2022), mas porque o Brasil está à frente de muitos países com população maior? Seria por causa da sua cultura? Comportamento de consumo? Necessidade de uso profissional? O que você acha?

Quando consideramos os impactos no planeta, lembramos que os recursos naturais não são finitos, diferente do entendimento que tínhamos no século passado. Tragédias como Mariana, Brumadinho e tantos outros desastres naturais ou não, nos chocam. Em relação ao consumo, alguns estudos apontam que se a população mundial tivesse o mesmo comportamento de consumo dos EUA por exemplo, precisaríamos de 5 planetas terra para suprir as necessidades da humanidade.

Neste contexto, surge a necessidade das empresas de inovarem de forma sustentável e responsável para atenderem as novas necessidades e exigências de seus clientes, do mercado e do planeta, seja por uma questão de sobrevivência ou de posicionamento para aumentarem sua competitividade e vantagens competitivas, mas se preocupando com os impactos negativos e positivos que seu negócio gera para sociedade. Já os órgãos públicos, seja de forma proativa ou pressionados pela população, também estão em constante mudança e aperfeiçoamento para atenderem melhor as exigências de nós cidadãos, buscando inovar também de forma sustentável os seus serviços públicos, para oferecerem mais qualidade e eficiência. Ainda temos organizações do terceiro setor, que cumprem um papel importante na sociedade, inovando e suprindo algumas lacunas não atendidas.

Mas, quando falamos de Inovação, o que vem em sua mente? Com certeza surgem exemplos tecnológicos, como a própria internet, computador, celulares, iPhone, WhatsApp, inteligência artificial, dentre outros. Mas isso é um equívoco!

Daniel Leipnitz, presidente do conselho da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), afirmou em uma entrevista que “Temos de destruir essa imagem que construímos da inovação estar muito associada à tecnologia. A forma como vendemos a inovação foi muito exclusiva e muito elitista”, eu concordo plenamente com ele, precisamos compreender que o conceito de inovação vai muito além, a inovação tecnológica é importante, mas a inovação não é apenas tecnológica, e, não pode ser tratada dentro de uma bolha, onde poucos privilegiados tem acesso. A inovação pode ser uma mudança que agregue valor em um processo, serviço ou produto, uma forma mais eficiente de gestão, quando empreendemos e resolvemos problemas que melhorem a vida das pessoas dentro de uma organização ou na sociedade, porém, desde que tenha aceitação de seu público/mercado e seja sustentável. Portanto, todos nós podemos inovar, ou melhor, com certeza já inovamos e praticamos a sustentabilidade e nem nos damos conta disso.

Para um entendimento ainda mais completo, apresento um conceito de inovação definido no Brasil na Lei nº 13.243 de 2016, onde “Inovação é a introdução de novidades ou aperfeiçoamentos no ambiente produtivo e social que resultem em novos produtos, serviços ou processos, ou que compreendam a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto, serviço ou processo, já existentes, que possa resultar em melhorias e em efetivo ganho de qualidade ou desempenho”.

Neste contexto, deparamo-nos também com conceitos de inovação radical e disruptiva, com modelos de negócios inovadores que revolucionam ou criam novos mercados, como empresas de transporte como Uber, 99, que operam com uma grande frota de veículos, sem precisar adquiri-los, como Airbnb que oferece um grande número de hospedagens, sem ser donos das propriedades ou a Netflix pioneira em filmes via streamings, dentre outros. 

Agora vamos entender o que a sustentabilidade tem a ver com a inovação. O termo sustentabilidade está muito associado apenas ao meio ambiente, mas também é um equívoco!  O conceito de sustentabilidade pode ser entendido pelo Tripple Bottom Line (tripé da sustentabilidade), que significa: Social, Ambiental e Economico-financeira. Foi um marco para as empresas, pois a partir desse momento passou-se a discutir formas de ajudar a preservar o mundo para as próximas gerações. O termo foi cunhado por John Elkington, em 1994, dando início, assim, ao conceito de Sustentabilidade Corporativa.

Os desafios atuais e futuros do século XXI apontam o agravamento de muitos problemas econômicos e socioambientais, ficando evidente de que não podemos manter as práticas do passado, ou seja, fazer mais do mesmo, não é mais o melhor caminho, precisamos nos reinventar e inovar nos caminhos existentes, e principalmente, criar outros.  Assim, criar e desenvolver inovações considerando as dimensões do tripé da sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável de atender às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades, nos desafiam a ir além, na perspectiva de gerar prosperidade, riquezas e renda, mas, de forma consciente e responsável para melhorar as desigualdades sociais e os impactos ambientais.  

Desta forma, neste mundo em constante transformação, será que conseguimos efetivamente praticar a sustentabilidade, nas dimensões econômica, social e ambiental sem inovação? Está surgindo um novo modelo de capitalismo, na nova economia as pessoas, as empresas e os governos, estão cada vez mais preocupados em serem melhores para o mundo, para as pessoas e para a natureza, no entanto, acredito que para que isso aconteça de forma sustentável efetivamente precisamos inovar.

É apenas o início, nas próximas postagens aprofundarei esses e outros assuntos, com conceitos, exemplos práticos e reflexões para navegarmos juntos neste mundo em constante transformação. Para interagir com o novo colunista, os leitores poderão entrar em contato por meio do WhatsApp, no número (48) 98827.8246, ou acompanhar meu perfil no Instagram, ao clicar neste link: 

 

Fabrício Attanásio

Inovação & Sustentabilidade

Administrador, professor universitário, palestrante e consultor com experiência de mais de 20 anos em organizações nacionais e internacionais. Idealizador e CEO da i-KOA Inovação & Transformação. É cofundador e coordenador-geral do Comitê ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) de Tubarão e região da Amurel do Movimento Nacional ODS de Santa Catarina.

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

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