Segunda-feira, 17 de junho de 2024

COLUNISTAS

Fernando Barbosa dos Santos

Vozes da Sociedade: Explorando o Equilíbrio entre Liberdade e Responsabilidade.

02/05/2024 11h10 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Na coluna de hoje vamos tratar de um assunto muito importante atualmente, o bem-estar individual e coletivo. Indica que o equilíbrio entre esses aspectos que é crucia para uma sociedade saudável e sustentável, sugerindo que priorizar apenas o bem-estar individual pode prejudicar o bem-estar coletivo geral.

Os tópicos relacionados ao bem-estar individual incluem fatores como saúde física e mental, qualidade de vida, realização pessoal, segurança e liberdade. Por outro lado, o bem-estar coletivo aborda questões como igualdade, justiça social, acesso a recursos básicos, coesão comunitária e sustentabilidade ambiental.

A evolução desse equilíbrio ocorre através do desenvolvimento de políticas públicas que promovem tanto o bem-estar individual quanto o coletivo, considerando as necessidades e os direitos de todos os membros da sociedade. Isso poderia envolver investimentos em sistemas saúde, educação, segurança social, infraestrutura, além de políticas que garantam direitos humanos fundamentais, como liberdade de expressão. Essa situação pode variar de acordo com o contexto político, econômico e social de cada país ou comunidade. Pontos de debate incluem a distribuição de recursos, o acesso a serviços básicos, a desigualdade econômica, a inclusão social, o impacto das políticas governamentais nas condições de vida das pessoas e a capacidade de resposta e desafios emergentes, como pandemias ou crises ambientais.

A questão de liberdade de expressão também desempenha um papel fundamental nesse debate. Garantir a liberdade de expressão é essencial para promover um ambiente onde as pessoas possam compartilhar ideias, expressar opiniões e participar ativamente na formação da sociedade. No entanto, é importante equilibrar essa liberdade com a proteção contra discursos de ódio, desinformação e outros tipos de abusos que possam prejudicar o bem-estar coletivo.  Tendo em vista que a liberdade de expressão é um direito fundamental que permite às pessoas expressarem suas opiniões, ideias e perspectivas sem medo de retaliação ou censura. Mas essa liberdade tem que ser balanceada e sempre moderada no sistema democrático, para seu bom funcionamento, pois essa liberdade funcionando de forma saudável promove diversidade de pensamentos, debate público e a responsabilidade das autoridades.

Esse limite é essencial, especialmente quando entra em conflito com outros direitos fundamentais ou quando é usada para promover discursos de ódio, incitar à violência ou disseminar desinformação todas em níveis prejudiciais. 

Em relação ao bem-estar coletivo, a liberdade de expressão desempenha um papel crucial na garantia da transparência, na denuncia de injustiças e na defesa dos direitos humanos. Permitindo que as comunidades expressem suas preocupações, demandas e necessidades, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais inclusivas e responsivas. 

Fernando Barbosa dos Santos

ODS 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico

12/04/2024 10h06 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Olá, na coluna de hoje vamos refletir um pouco sobre o ODS 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico, a Agenda 2030, através do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, tem como missão promover o crescimento econômico justo, equitativo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos. 

Em Santa Catarina, esses desafios se manifestam fortemente nas questões de desemprego, subemprego e migração laboral.

Desemprego e Subemprego

Santa Catarina, apesar de sua força econômica e indicadores caminhando para o adequado, enfrenta um problema significativo de desemprego, subemprego e trabalho informal. Muitas pessoas, com habilidades e competências, encontram-se numa situação em que estão trabalhando menos horas do que gostariam ou estão empregadas em trabalhos que não utilizam plenamente suas habilidades. Este subaproveitamento não apenas afeta a vida desses trabalhadores, mas também limita o crescimento econômico do estado.

Para reverter esta situação, é necessário um esforço conjunto para criar mais oportunidades de emprego. Mas não basta apenas criar empregos. É fundamental que essas oportunidades sejam de alta qualidade, oferecendo salários justos, segurança no trabalho e a possibilidade de progresso na carreira.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina registrou uma taxa de desemprego de 6,2% no segundo trimestre de 2021, a menor do país. No entanto, apesar dessa baixa taxa de desemprego, o estado ainda enfrenta problemas de subemprego e precarização do trabalho. Estima-se que aproximadamente 10% dos trabalhadores estejam em situação de subemprego, ou seja, trabalhando menos horas do que gostariam ou em empregos que não utilizam plenamente suas habilidades. Além disso, muitos trabalhadores estão empregados em condições precárias, sem contratos formais ou benefícios trabalhistas. Ter uma condição adequada e planejamento a curto, médio e longo prazo, nos mais variados ecossistemas de empregabilidade é vital para um crescimento econômico sustentável e robusto, pois consequentemente terá se constituído uma força de trabalho especializada e eficiente.

Migração Laboral

A migração laboral é outra questão relevante em Santa Catarina. O estado, conhecido por suas oportunidades, atrai pessoas de diferentes regiões em busca de uma vida melhor. No entanto, esses migrantes muitas vezes enfrentam dificuldades e acarretam problemas tanto para quem procura uma nova oportunidade e melhores condições de trabalho quanto para o estado e sua infraestrutura social, culminando muitas vezes esses trabalhadores podendo acabar em empregos precários ou subempregados.

Políticas Públicas

A implementação de políticas públicas eficazes é fundamental para combater o desemprego e o subemprego em Santa Catarina. Essas políticas devem não só estimular a criação de empregos, mas garantir que estes sejam de qualidade, com salários justos, segurança no trabalho e oportunidades de progresso na carreira.

É importante que essas políticas considerem as particularidades e necessidades do estado, abordando setores estratégicos e promovendo a formação e capacitação dos trabalhadores. Ações como treinamento profissional, incentivos fiscais para empresas que oferecem bons empregos e regulamentação das condições de trabalho podem ser estratégias eficazes.

Fernando Barbosa dos Santos

ODS 7 Energia Acessível e Limpa: Transição Energética Rumo a um Futuro Sustentável

21/03/2024 22h31 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Hoje na coluna iremos analisar o cenário referente a energia renovável e a transição energética, em um mundo onde a energia é o motor do desenvolvimento, estamos diante de um desafio gigantesco, garantir que essa energia seja limpa, acessível e sustentável para todos. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7 (ODS 7) da Agenda 2030 das Nações Unidas estabelece uma bússola para essa jornada: energia limpa e acessível e fundamental para impulsionar a transição energética global.

O Desafio da Transição Energética:

Nosso planeta está enfrentando uma crise climática sem precedentes, e grande parte dessa crise está enraizada em nossa dependência contínua de combustíveis fósseis, um dos pontos mais impactantes do Antropoceno. Essa dependência não só contribui para as alterações climáticas, mas também perpetua desigualdades sociais e econômicas, com mais de um bilhão de pessoas hoje sem acesso à eletricidade.

Por que a Transição Energética é Crucial no combate as Alterações Climáticas?

Mitigação e combate as Alterações Climáticas: É necessário buscar meios na área energética para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono, caminhando assim para uma matriz mais renovável e limpa, e buscando novas tecnologias para o aperfeiçoamento dessas matrizes.
Melhoria da Saúde Pública: A transição para energia limpa pode reduzir a poluição do ar, melhorando a saúde das comunidades e reduzindo os custos associados aos cuidados de saúde.

Estímulo ao Desenvolvimento Econômico: Investimentos em energia limpa têm o potencial de criar empregos e impulsionar o crescimento econômico e tecnológico, especialmente em setores como energia solar e eólica.

Acesso Universal à Energia: Garantir o acesso confiável e acessível à eletricidade é essencial para reduzir a pobreza energética e promover a inclusão social.

Fernando Barbosa dos Santos

ODS 6 Água Potável e Saneamento: Entre Desafios e Oportunidades

14/03/2024 17h46 | Por: Fernando Barbosa dos Santos
Foto: Divulgação

Na coluna de hoje, vamos abordar sobre um tema complexo e crucial na busca por áreas urbanas e rurais mais sustentáveis, O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) 6 Água Potável e Saneamento que visa garantir a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos até 2030. No Brasil, ainda há desafios significativos nesse aspecto, com muitas áreas, incluindo o estado de Santa Catarina, que vem enfrentando dificuldades para atingir essas metas. Mais de 70% dos catarinenses não têm acesso à coleta de esgoto, um número que reflete a necessidade urgente de investimento e desenvolvimento na área de saneamento básico.

A região sul de Santa Catarina, onde cidades como Araranguá, Criciúma, Laguna e Tubarão se localizam, o acesso à água potável e saneamento adequado é fundamental para a saúde pública e o desenvolvimento econômico. A falta de saneamento básico tem impactos diretos na qualidade de vida, saúde e bem-estar da população, além de afetar negativamente aspectos como educação, emprego e renda. O Novo Marco Legal do Saneamento Básico, sancionado em 2020, estabelece metas ambiciosas para o Brasil, incluindo Santa Catarina, com o objetivo de alcançar a universalização do acesso à água potável e ao tratamento e coleta de esgoto até 2033.

A realidade do acesso à água potável no sul de Santa Catarina reflete a situação de muitas outras regiões do Brasil. Embora haja progressos em algumas áreas, ainda existem barreiras significativas a serem superadas. A universalização do saneamento básico é uma meta urgente que demanda atenção e ação imediata, sendo fundamental para o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e a saúde pública. A colaboração entre os diversos setores da sociedade é essencial para transformar essa realidade e garantir que o acesso à água e saneamento seja uma realidade para todos.Caro leitor(a) alguns exemplos de que a falta de saneamento básico pode gerar uma série de problemas:

  1. Saúde pública comprometida: A ausência de saneamento adequado aumenta o risco de contaminação por doenças transmitidas pela água, como cólera, diarreia, febre tifoide e hepatite A.
  2. Impacto na qualidade de vida: A falta de acesso a água limpa e saneamento básico afeta negativamente a qualidade de vida das pessoas, causando desconforto e estresse relacionado à busca por água potável e à exposição a condições insalubres.
  3. Propagação de doenças: A água contaminada proveniente da ausência de tratamento de esgoto pode levar à propagação de doenças infecciosas, afetando não apenas indivíduos, mas também comunidades inteiras.
  4. Impacto socioeconômico: A falta de saneamento básico pode prejudicar o desenvolvimento econômico de uma região, devido à perda de produtividade causada por doenças, além de gerar custos adicionais com tratamento médico e perda de dias de trabalho.

  5. Degradação ambiental: O despejo inadequado de esgoto e resíduos sólidos no meio ambiente pode causar poluição da água e do solo, afetando a biodiversidade e contribuindo para problemas ambientais como a eutrofização e a degradação dos ecossistemas aquáticos.

    Para alcançar o ODS 6, é crucial um esforço conjunto entre governos, empresas e a sociedade civil. 

Fernando Barbosa dos Santos

Mulheres na Sociedade e o ODS 5: Igualdade de Gênero

08/03/2024 09h07 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Na coluna de hoje, vamos abordar um tema importante em nossa sociedade, a luta pela igualdade de gênero que é um dos pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar global. No âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o ODS 5 - Igualdade de Gênero, destaca a importância de garantir direitos e oportunidades iguais para mulheres e meninas em todas as esferas da vida.

As mulheres desempenham um papel vital em todos os aspectos da sociedade, desde o ambiente familiar até os setores econômico, político e social. Suas contribuições são indispensáveis para o progresso e a prosperidade de comunidades. No entanto, muitas vezes enfrentam desafios e barreiras que limitam seu pleno potencial.  A promoção da igualdade de gênero não se trata apenas de justiça social, mas também de uma questão de eficácia e eficiência. Estudos mostram que sociedades mais igualitárias tendem a ser mais prósperas e resilientes, com melhore resultado em áreas como saúde, educação e desenvolvimento econômico.

Ao avançarmos em direção à realização do ODS 5, é crucial reconhecer e valorizar o papel das mulheres em todas as suas diversidades. Isso envolve garantir o acesso igualitário a oportunidades educacionais, econômicas e políticas, bem como combater a discriminação e a violência de gênero em todas as suas formas e níveis. Além disso, é fundamental promover uma cultura de respeito, inclusão e empoderamento, onde as mulheres sintam-se capacitadas a exercerem plenamente seus direitos e contribuírem para o progresso coletivo comunitário.

Contribuição Econômica: As mulheres desempenham um papel significativo na economia, seja como trabalhadoras remuneradas, empreendedoras ou cuidadoras não remuneradas. No entanto, enfrentam disparidades salariais, acesso desigual a oportunidades de emprego e obstáculos ao empreendedorismo, é necessário políticas públicas que dão suporte e incentivem de fato as mulheres.

Participação Política: A representação das mulheres na política é uma virada para garantir que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades sejam atendidas. No entanto em sociedades como a nossa a representatividade feminina no legislativo, executivo e judiciário ainda é pequena.

Educação e Capacitação: O acesso igualitário à educação e à capacitação é essencial para capacitar as mulheres a alcançarem seu pleno potencial. Investir na educação de meninas e mulheres não só melhora suas vidas individualmente, mas também beneficia suas famílias e comunidades.

Saúde e Bem-Estar: A promoção da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, bem como o acesso a serviços de saúde de qualidade, são componentes essenciais da igualdade de gênero. Isso inclui o acesso a contraceptivos, cuidados pré-natais e maternais adequados, e prevenção e tratamento de doenças relacionadas ao gênero.

Combate à Violência de Gênero: A violência contra mulheres e meninas é uma violação dos direitos humanos e um obstáculo significativo para a igualdade de gênero. É fundamental implementar políticas e programas que previnam e combatam todas as formas de violência baseada em gênero.

Criação de Políticas Inclusivas: As políticas públicas devem ser desenvolvidas levando em consideração as diferentes realidades e necessidades das mulheres, promovendo a inclusão e a igualdade de oportunidades em todos os aspectos da vida.

Buscar pela igualdade de gênero não é apenas um objetivo moralmente correto, mas também uma necessidade urgente para construir um mundo mais justo, equitativo e sustentável para todos. 

Fernando Barbosa dos Santos

ODS 4 como Ferramenta de Combate às Alterações Climáticas e Inserção Social

29/02/2024 18h29 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Olá, caro, leitor e leitora, as alterações climáticas representam uma das maiores ameaças enfrentadas por nós no século XXI. Com consequências que abrangem desde o aumento das temperaturas até eventos climáticos extremos, a crise climática requer uma abordagem de conscientização e colaborativa para mitigar seus impactos. Partindo desse contexto, o ODS 4 Educação de Qualidade vem como uma poderosa ferramenta não apenas para aumentar a conscientização sobre as alterações climáticas, mas também para capacitar indivíduos a se tornarem agentes de mudança e promover a inclusão social.

Conscientização e Educação Ambiental

A educação representada pelo ODS 4, desempenha um papel fundamental na conscientização sobre as alterações climáticas e na promoção de práticas sustentáveis. Através de currículos escolares adaptados e programas educacionais específicos, as escolas podem ensinar às crianças e jovens não apenas os princípios básicos da ciência climática, mas também as consequências das atividades humanas no meio ambiente. Isso permite que as gerações futuras compreendam a urgência dessa crise climática e adotem comportamentos mais sustentáveis desde cedo.

Capacitação e Ação

Além da conscientização, a educação oferece as habilidades e conhecimentos necessários para enfrentar as alterações climáticas. Isso inclui não apenas entender os conceitos científicos, mas também desenvolver habilidades práticas, como técnicas de conservação de energia, gestão de resíduos e agricultura sustentável. Programas educacionais formais e informais, como workshops, cursos, iniciativas comunitárias e de organizações da sociedade civil, capacitam os indivíduos a implementarem soluções em suas vidas cotidianas e nas comunidades.

Advocacia

O ODS 4 também desempenha um papel crucial no engajamento cívico e na advocacia por políticas públicas mais robustas. Ao compreenderem os impactos das alterações climáticas em nível local, a necessidade de ferramentas de Estado na construção de uma sociedade mais justa, equitativa e democrática, os cidadãos estão mais inclinados a se envolverem em atividades de defesa, como protestos pacíficos, petições e lobby político. Além disso, a educação proporciona as habilidades de comunicação necessárias para transmitir eficazmente a urgência da crise climática e mobilizar outras ações referente ao desenvolvimento sustentável.
 

Fernando Barbosa dos Santos

Sustentabilidade: a quinta Revolução Industrial

22/02/2024 15h49 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Nos últimos séculos, a humanidade testemunhou uma série de revoluções industriais que moldaram o curso da nossa civilização, impulsionando o progresso e transformando radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos no meio social, econômico e ambiental. A ascensão da máquina a vapor, seguida pela eletrificação, a automação e a era da informação, todas essas revoluções deixaram uma marca indelével na história e do planeta Terra. No entanto, à medida que avançamos para o século XXI, surge uma nova revolução, uma que é fundamentalmente diferente de suas predecessoras - a Revolução Industrial da Sustentabilidade.

A Necessidade de Mudança

Se analisarmos as revoluções industriais anteriores foram caracterizadas por avanços tecnológicos que muitas vezes priorizavam a eficiência e o crescimento econômico, muitas vezes às custas do meio ambiente e dos recursos naturais e com um impacto social marcado por uma certa dualidade entre a redução das desigualdades e acúmulo de capital. No entanto, à medida que enfrentamos os desafios urgentes da mudança climática, da degradação ambiental e da escassez de recursos, tornou-se cada vez mais claro que esse modelo não é mais sustentável a longo prazo, chagando ao ponto de estabelecer de fato o conceito do Antropoceno, como vimos no artigo anterior.

Essa análise abordada aqui nesse artigo, a Revolução Industrial da Sustentabilidade vem como resposta a essa necessidade crescente de mudança. Ao contrário de suas precursoras, esta revolução não se trata apenas de avanços tecnológicos, mas sim de uma transformação fundamental na maneira como concebemos e operamos nossos sistemas econômicos e sociais. Ela reconhece a conexão entre prosperidade econômica, equidade social e saúde ambiental, buscando criar um modelo de desenvolvimento que seja regenerativo, inclusivo e resiliente não só para as gerações atuais, mas também as futuras gerações.

Princípios Fundamentais

A Revolução Industrial da Sustentabilidade é fundamentada em uma série de princípios-chave:

1. Circularidade

Em contraste com o modelo atual e todas as revoluções anteriores de "extrair, fabricar, descartar", ter como base uma economia voltada para o modelo circular buscando maximizar o valor dos recursos, mantendo-os em uso pelo maior tempo possível, recuperando e regenerando produtos, componentes e materiais no final de sua vida útil.

2. Descarbonização

Tratar com seriedade e planejamento o perigo das emissões de carbono para o clima global, a descarbonização tornou-se uma prioridade urgente a nível local, regional e global. Isso envolve a transição de sistemas de geração de energia e transporte de modo geral desde uso doméstico a de cargas para fontes renováveis e de baixo carbono, bem como a redução do desperdício e da emissão de gases de efeito estufa em todos os setores. A necessidade de tecnologias de capturas de carbono mais eficientes e a eliminação de gases como o metano.

3. Inovação e Tecnologia

O setor de tecnologia tem um papel fundamental nesse processo, a tecnologia desempenha um papel central na Revolução Industrial da Sustentabilidade, impulsionando a inovação em áreas como energia limpa, transporte sustentável, agricultura de precisão, materiais alternativos e eficiência energética.

4. Justiça Social

Uma abordagem verdadeiramente sustentável reconhece a interdependência entre equidade social, sustentabilidade ambiental e universalização econômica. Isso requer a promoção de sistemas econômicos inclusivos que respeitem os direitos humanos, combatam a desigualdade e garantam oportunidades equitativas para todas as pessoas, independentemente de sua origem ou condição socioeconômica.

5. Conservação Estratégica da Biodiversidade

A conservação da biodiversidade é essencial para a saúde dos ecossistemas e para o bem-estar humano. Portanto, ter como foco a conservação estratégica de biomas requer a proteção e restauração da diversidade de vida em todas as suas formas, incluindo espécies vegetais, animais e microbianas, assim visando continuidade e equilíbrio de serviços ecossistêmicos a curto, médio e longo prazo.

Impactos e Oportunidades

A Revolução Industrial da Sustentabilidade apresenta uma série de impactos significativos e oportunidades:

Competitividade e Crescimento Econômico: A busca pela sustentabilidade não apenas impulsiona a inovação e a eficiência, mas também promove a competitividade e o crescimento econômico. Empresas e governos que abraçam essa abordagem estão descobrindo novas oportunidades de negócios e desenvolvimento, obtendo vantagens significativas.

No contexto empresarial, a adoção de práticas sustentáveis não apenas reduz custos operacionais a longo prazo, mas também estimula a inovação, atraindo consumidores conscientes e investidores interessados em empresas com responsabilidade ambiental e social. Isso leva a um aumento da competitividade e à consolidação de uma posição sólida no mercado global.

Para os governos, investir em políticas e programas sustentáveis não só impulsiona o desenvolvimento local, mas também melhora o bem-estar social e a qualidade de vida dos cidadãos. Isso pode incluir incentivos para energias renováveis, transporte público eficiente, políticas de reciclagem e proteção ambiental, que não apenas geram empregos e estimulam a economia, mas também promovem uma comunidade mais saudável e sustentável.

Resiliência Ambiental: A promoção da resiliência ambiental é fundamental para lidar com os desafios das mudanças climáticas e outras crises ambientais. Ao reduzir sua pegada ecológica e promover a conservação dos recursos naturais, as sociedades podem fortalecer sua capacidade de se adaptar e responder de forma eficaz a esses eventos.

Ao adotar práticas sustentáveis, como a redução do consumo de energia, a minimização do desperdício e a proteção dos ecossistemas naturais, as comunidades podem mitigar os impactos adversos das mudanças climáticas, como eventos climáticos extremos e aumento do nível do mar. A conservação dos recursos naturais, como água e biodiversidade, contribui para a estabilidade dos ecossistemas e a saúde dos sistemas naturais, tornando as sociedades mais resilientes a choques ambientais.

Equidade Social: Uma abordagem sustentável pode ajudar a reduzir a pobreza, promover a igualdade de gênero e garantir que todos os membros da sociedade tenham acesso a condições de vida dignas e oportunidades significativas.

Conclusão

A Revolução Industrial da Sustentabilidade representa um ponto de virada crucial na história, uma transição para um modelo de desenvolvimento que é ambientalmente consciente, socialmente inclusivo e economicamente viável. Para que essa visão se torne realidade, é necessário um compromisso coletivo e coordenado de governos, empresas, sociedade civil e cidadãos individuais em todo o mundo. Somente através de uma colaboração global e uma ação decisiva podemos enfrentar os desafios do século XXI e criar um futuro sustentável para as gerações vindouras.

Fernando Barbosa dos Santos

Antropoceno: Implicações Sociais, Econômicas, Institucionais e Ambientais

15/02/2024 17h42 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Olá, novamente caros leitores e leitoras, hoje iremos explorar e compreender um pouco mais sobre o Antropoceno. Este artigo se propõe a realizar uma análise abrangente e de forma robusta das implicações na perspectiva das dimensões Social, Econômica, Institucional e Ambiental, desse conceito que vem ganhando cada vez mais destaque na atualidade.

Afinal o que é o Antropoceno?

O conceito de Antropoceno, propõe a identificação de uma nova era geológica moldada de maneira significativa pelas atividades humanas ao longo de nossa existência, e tem suscitado um debate abrangente e um crescente interesse de toda a comunidade. Esse termo emerge como uma crescente conscientização e preocupação sobre a profunda influência que as atividades de nossa sociedade têm exercido na condição do planeta e como tem nos impactado. 

O Antropoceno transcende o paradigma tradicional de interações entre a humanidade e o ambiente. À medida que a civilização floresceu, suas implicações no geo-espaço e na biodiversidade se expandiram de maneira inegável. Desde a erosão acelerada do solo até a amplificação das emissões de gases de efeito estufa, o Antropoceno incorpora uma confluência de transformação conduzidas pela humanidade. 

A discussão subsequente transcende as divisões temporais convencionais, desvendando um ponto de convergência onde a condição humana se mescla com o progresso e a sustentabilidade, dando luz a uma época repleta de promessas e desafios.

Contexto Geológico 

Um esforço meticuloso é o direcionamento na busca de evidências solidas que permitem a diferenciação inequívoca do Antropoceno em relação às eras geológicas anteriores. Nesse contexto, uma série de indicadores e situações distintas se destacam como elemento-chave na identificação dessa nova fase.

Uma das evidências mais reveladoras reside na descoberta de plástico fossilizados em camadas sedimentares e a formação similar a rocha do mesmo material em algumas partes do globo. A expansão desenfreada e sem manejo do plástico é uma característica marcante das atividades recente de nossa sociedade, e sua presença incorporada na geologia e biosfera ressalta a influência direta da sociedade moderna sobre o ambiente. Além disso, a detecção de produtos químicos sintéticos exclusivos da era industrial, muitos dos quais ausentes em épocas geológicas anteriores, serve como indicativo da alteração do perfil químico da Terra sob nossa influência. 

Formação de rochas de plástico:

https://umsoplaneta.globo.com/energia/noticia/2023/02/22/formacao-de-rochas-de-plastico-no-ambiente-marinho-e-mais-uma-prova-da-acao-do-homem-no-planeta.ghtml

Microplástico na corrente sanguínea: 

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2022/03/24/cientistas-encontram-microplasticos-em-sangue-humano-pela-primeira-vez.htm

A análise de isótopos radioativos provenientes de testes nucleares também se revela crucial para datar e identificar o Antropoceno. A disseminação global desses isótopos após as explosões nucleares do século XX (20) deixou uma pegada inconfundível nas camadas sedimentares, marcando mais uma vez uma mudança substancial no perfil químico da Terra. Essa presença de isótopos radioativos é uma evidência clara da nossa capacidade de causar transformações profundas em escala planetária.

Impacto Climático

A crescente elevação das concentrações de gases de efeito estufa, resultante da combustão exorbitante de combustíveis fósseis, tem desencadeado uma série de transformações climáticas de magnitude expressiva. A intricada dança de elementos atmosféricos se desloca para um ritmo alarmante, tangenciando um quadro de alterações climáticas que transcende as dimensões meteorológicas, resultando em um impacto profundo em todas as dimensões abordadas nesse artigo, Social, Econômica, Institucional e Ambiental.

O termômetro global se eleva de forma inexorável, desencadeando um cataclismo de efeitos globais. A elevação térmica dos oceanos, somada ao derretimento acelerado das extensas mantas de gelo, induz um fenômeno marcante e alarmante: o aumento eminente do nível do mar. As comunidades costeiras, estabelecidas durante a história, enfrentam uma realidade ameaçadora à medida que as águas avençam sem restrições, expondo as populações em risco crescente e atenuando as desigualdades sociais, refletindo também a nível econômico e institucional.

Tuvalu faz acordo com Austrália: 

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2023/11/10/podendo-sumir-com-aumento-do-nivel-do-mar-tuvalu-faz-acordo-com-a-australia-para-migrar-sua-populacao.ghtml

As geleiras até então imponentes, agora cedem sob o calor. O derretimento glacial não apenas alimenta o aumento do nível do mar, mas também impacta ecossistemas frágeis e sistema fluviais que dependem do fluxo sazonal da água das geleiras. A fauna e a flora adaptadas a essas condições agora enfrentam uma mudança abrupta de ambiente, desafiando a sustentabilidade de suas populações e interações.

Colapso da corrente do Atlântico: 

https://olhardigital.com.br/2024/02/14/ciencia-e-espaco/colapso-de-corrente-oceanica-do-atlantico-pode-acontecer-antes-do-previsto/

Além disso, os padrões climáticos se tornam voláteis e inconstantes, com eventos extremos se tornando um constante preocupante. Chuvas torrenciais, secas prolongadas e fenômenos climáticos extremos ganham terreno, comprometendo a previsibilidade em que muitas comunidades confiavam, aumentando as crises referente em comunidades com vulnerabilidade social, principalmente em áreas de risco e a alimentar com a mudança da cultura agrícola.

Nesse panorama de mudanças climáticas proveniente do Antropoceno, as implicações transcenderam o meramente meteorológico, ampliando-se para a esfera da sustentabilidade e do bem-estar humano. A ação global torna-se uma necessidade urgente, demandando esforços coordenados para mitigar os impactos iminentes e promover um futuro resiliente às interações cada vez mais imprevisíveis.

Declínio da Biodiversidade

No Antropoceno assinala um capítulo sombrio na história da vida na Terra, caracterizando por um declínio dramático na diversidade biológica. Os resquícios da atividade humana, mascados pela degradação implacável de habitats naturais, a disseminação de poluentes, a introdução inadvertida implacável de espécies invasoras e outros impactos nefastos, têm culminado em uma vertiginosa taxa de extinção em massa.

À medida que habitats consolidados são transformados em paisagens urbanas de modo desenfreado ou suprimidos pela expansão agrícola, incontáveis espécies encontram seu refúgio natural comprometido. 

Poluição desenfreada lança sombras venenosas sobre ecossistemas outrora vividos, permeando solos, rios e oceanos com produtos químicos tóxicos. A delicada teia da vida, intricadamente interligada, é insidiosamente corroída por essa invasão, levando ao declínio de populações e à deterioração das cadeias alimentares.

O impacto combinado dessas atividades humanas desencadeia uma onda de extinção que transcende as taxas naturais, comprometendo a riqueza da biodiversidade, essa perda vai além da mera contagem de espécies; mina a resiliência dos ecossistemas e desencadeia um efeito cascata que reverbera por toda a teia da vida. Os serviços ecossistêmicos cruciais, das quais os seres humanos dependem, tornam-se cada vez mais frágeis, ameaçando a própria sustentabilidade de nossa existência.

Colapso da Amazônia:

https://www.dw.com/pt-br/amaz%C3%B4nia-pode-entrar-em-colapso-em-2050-diz-pesquisa-na-revista-nature/a-68255773

Mudanças Sociais e Geológicas 

O Antropoceno transcende os limites do clima e da biodiversidade, abarcando um espectro de transformação de natureza geológica e socioeconômica que remoldam o cenário terrestre. Nesse contexto, a exploração mineral por exemplo, a urbanização desenfreada e a utilização intensiva de recursos naturais emergem como protagonistas, imprimido uma nova dinâmica à paisagem geológica e social.

A exploração de recursos minerais, sustentáculo da expansão industrial, esculpe de forma vertiginosa a geologia de maneira sem precedentes. Minas profundas são incisivamente abertas para extrair minérios essenciais às tecnologias modernas. Esse processo modifica a dinâmica de aquíferos e da superfície, deixando marcas duradouras na composição química do solo.

Caso Maceió: 

https://www.metropoles.com/materias-especiais/afundamento-de-maceio-provoca-exodo-urbano-de-55-mil-pessoas

A urbanização vertiginosa, um reflexo forte da migração de populações em direção a centros urbanos, altera as condições da paisagem e ecossistemas locais de maneira dramática. Cidades que antes eram centros de comercio e cultura crescem exponencialmente, devorando extensas áreas de ecossistemas naturais. Os efeitos são tangíveis: o solo, compactado sob o peso do concreto e do asfalto, perde a capacidade de reter a água e sustentar a biodiversidade. A urbanização também molda a dinâmica socioeconômica, dando origem a desafios de infraestrutura, acessibilidade e coesão social.

A exploração incontida dos recursos naturais, fundamental para sustentar as demandas de uma população crescente, engendra uma dualidade no progresso e desgaste. Florestas centenárias cedem lugar a monoculturas, ecossistemas fragmentados para dar lugar as atividades de agropecuária e a extração mineral altera as propriedades do solo. A exploração voraz deixa um legado de degradação ambiental, repleto de implicações para a fertilidade do solo, a qualidade da água e a saúde local.

Desafios e Oportunidades

O reconhecimento do Antropoceno emerge como uma luz, trazendo consigo o desafio inescapável de repensar profundamente nossos sistemas econômicos, sociais e políticos. À medida que nos deparamos com as implicações das atividades humanas, é imperativo adotar uma abordagem para promover a sustentabilidade e salvaguardar os recursos naturais que sustentam nosso planeta e sociedade.

O reexame de nossos sistemas econômicos é uma faceta central dessa trajetória. Frequentemente fundada na exploração irrestrita de recursos, deve ceder espaço a uma nova mentalidade que reconhece a finitude dos recursos naturais e sua ligação com a prosperidade humana. 

No âmbito político, a agenda do Antropoceno impulsiona a formulação de políticas que enfrentam desafios locais, regionais, nacionais e globais de maneira coordenada. A Simbiose entre instituições torna-se imperativa para enfrentar os desafios compartilhados que transcendem barreiras.

A Simbiose Urbana, onde as cidades não são apenas um local de desafios nas dimensões Social, Econômica, Institucional e Ambiental, mas também catalizadoras de regeneração ambiental, emerge como um paradigma inovador. Estratégias de planejamento urbano voltadas para a resiliência e impacto em uma sociedade mais justa, prospera e equitativas.
 

Fernando Barbosa dos Santos

Vacinação, Negacionismo e o Compromisso com o ODS 3

08/02/2024 19h10 | Por: Fernando Barbosa dos Santos
Foto: Ilustrativa

Hoje em nossa coluna, caros leitores e leitoras, vamos explorar um tema bem interessante e complexo, caracterizado pelo desafio sem precedentes para a ciência e a saúde pública, a vacinação, que emerge como uma ferramenta indispensável na promoção da saúde e do bem-estar de forma coletiva. Vamos explorar a complexa relação entre vacinação, negacionismo e o ODS 3. Este ODS tem como missão assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as pessoas, estabelecendo diretrizes para alcançar saúde digna e equitativa para todos. Ao analisarmos essa interseção, compreenderemos não apenas a importância da vacinação como uma medida preventiva de saúde, mas também os desafios enfrentados devido à disseminação de informações falsas e ao questionamento das evidências científicas, o que compromete os esforços para alcançar uma sociedade mais saudável e equitativa.

ODS 3: Rumo à Saúde Global

O ODS 3 é muito mais do que um simples compromisso; ele representa o comprometimento global de priorizar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas, independentemente de sua origem, condição socioeconômica e localidade. Este objetivo estabelece metas, visando não apenas a redução da mortalidade infantil e o combate às epidemias, mas também a garantia de acesso universal aos cuidados de saúde de qualidade em todas as fases da vida. Além disso, o ODS 3 busca promover a qualidade da saúde mental, prevenir doenças não transmissíveis e fortalecer os sistemas de saúde pública para enfrentar desafios atuais e os que estão por se concretizar, como pandemias e surtos de doenças infecciosas. Ele serve como um guia para a construção de um mundo mais saudável, resiliente e equitativo, onde cada indivíduo tenha a oportunidade de viver uma vida plena e produtiva de qualidade e saudável. Ao nos comprometermos com o ODS 3, estamos investindo no futuro da humanidade e trabalhando juntos para alcançar uma sociedade onde a saúde seja verdadeiramente valorizada como um direito humano fundamental.

A Promessa da Vacinação

A vacinação representa de fato uma das maiores conquistas da medicina moderna, sendo reconhecida como uma poderosa ferramenta de prevenção e controle de doenças infecciosas. Seu impacto vai além da proteção individual, estendendo-se à saúde coletiva e à erradicação de epidemias e pandemias.
Ao estimular o sistema imunológico a desenvolver uma resposta protetora contra agentes infecciosos específicos, as vacinas proporcionam imunidade contra uma variedade de doenças potencialmente devastadoras tanto para o indivíduo quanto o coletivo. Essa imunidade não apenas protege os indivíduos vacinados, mas também contribui para interromper a cadeia de transmissão dos patógenos, reduzindo assim o número de casos e a disseminação das doenças na comunidade.
Um dos exemplos mais emblemáticos do poder da vacinação é a erradicação de doenças como a poliomielite e a varíola em muitas partes do mundo. Graças a campanhas de vacinação em massa e programas de imunização sistemáticos, essas doenças, que antes representavam uma ameaça significativa à saúde pública, foram controladas e, em alguns casos, eliminadas completamente. Isso demonstra claramente o impacto positivo e duradouro que as vacinas podem ter na redução da carga de doenças e na promoção da saúde.

Portanto, a vacinação não é apenas uma medida de proteção individual, mas também uma estratégia eficaz para alcançar objetivos de saúde pública mais amplos, como a redução da morbidade e mortalidade, o controle de epidemias e pandemias e a promoção do bem-estar coletivo. Investir em programas de imunização, garantir acesso equitativo às vacinas e combater a desinformação são passos essenciais para aproveitar todo o potencial da vacinação e construir um futuro mais saudável e seguro para todos.

A Importância da Vacinação na Saúde Pública

A vacinação como vimos é, incontestavelmente, uma das maiores conquistas da medicina e ciência moderna, com um impacto imensurável na saúde pública localmente e a nível global. Ao prevenir uma ampla gama de doenças infecciosas, desde sarampo e poliomielite até difteria e tuberculose, as vacinas desempenham um papel fundamental na redução da morbidade e mortalidade em escala populacional.
Além de proteger os indivíduos vacinados, as vacinas também contribuem para a erradicação de epidemias e o controle de doenças endêmicas. Exemplos notáveis incluem a erradicação global da varíola, alcançada em 1980 graças a uma campanha de vacinação em massa, e os esforços contínuos para eliminar a poliomielite em todo o mundo.

No entanto, apesar dos benefícios indiscutíveis da vacinação, a hesitação vacinal e o negacionismo representam obstáculos significativos para o alcance dos objetivos do ODS 3. A disseminação de informações falsas e enganosas sobre vacinas, alimentada por mitos infundados e teorias da conspiração surreais, tem levado a uma diminuição da confiança nas vacinas e nas instituições de saúde. Isso resulta em coberturas vacinais insuficientes, surtos de doenças preveníveis e um aumento do risco de morbidade e mortalidade evitáveis.

Portanto, combater a hesitação vacinal e o negacionismo é essencial para promover a saúde e o bem-estar de toda a população. Isso requer uma abordagem abrangente que envolva educação pública, comunicação eficaz de riscos e benefícios, transparência por parte das autoridades de saúde e a construção de confiança nas vacinas e no processo de imunização. Ao enfrentarmos esses desafios, podemos avançar em direção aos objetivos do ODS 3 e construir um futuro mais saudável e resiliente para todos.

Fernando Barbosa dos Santos

Reservas subterrâneas de água em perigo

01/02/2024 18h31 | Por: Fernando Barbosa dos Santos
Imagem: internet

Uma pesquisa inédita, realizada pelo Programa de Estudos Ambientais da Universidade da California (EUA), em Santa Bárbara, publicado na revista Nature, no dia 24 de janeiro de 2024, que mediram o nível das águas subterrâneas em 170 mil poços em mais de 40 países, revela uma realidade alarmante: as reservas subterrâneas de água estão se esgotando rapidamente.

Essas reservas, vitais para milhões de pessoas em todo o mundo, estão sendo exploradas para abastecimento de água potável, irrigação e diversos usos cotidianos, sem um manejo ou aperfeiçoamento de técnicas a situação será agravada exponencialmente.

Este estudo, o primeiro de sua magnitude, destaca a urgência de compreendermos o impacto humano nessas reservas subterrâneas. A iniciativa, ao analisar dados globais, fornece uma visão abrangente das mudanças nos níveis das águas subterrâneas, revelando uma tendência preocupante.

Consequências para o Brasil

A realidade brasileira não está imune a esse cenário crítico. O esgotamento acelerado das reservas subterrâneas e a falta de planejamento em uma política de segurança hídrica efetiva vem afetando diretamente à para que tenha esse cenário de esgotamento dos recursos hídricos, especialmente em regiões onde o acesso à água potável já é um desafio.

No Sudeste, por exemplo, onde se encontra a maior parte da população do país, as reservas subterrâneas são vitais para garantir o fornecimento de água. Mas a realidade brasileira também enfrenta a ameaça das reservas subterrâneas em vista da poluição. Aquíferos cruciais, como o Guarani e o Alter do Chão, estão sob pressão não apenas pela exploração excessiva, mas também pela contaminação devido às atividades industriais, agrícolas e urbanas.

A poluição das águas subterrâneas no Brasil não apenas compromete o acesso a água potável, mas também impacta a produção agrícola e a saúde da população, criando desafios multifacetados que exigem soluções integradas, é imperativo que o não só a nível global e nacional, mas sim estadual e local intensifique esforços para preservar suas reservas subterrâneas e combater a poluição. Isso envolve o fortalecimento de regulamentações ambientais, investimentos em tecnologias de tratamento e gestão consciente dos recursos hídricos.

A nível local encontramos o cenário regional da Região Carbonífera, pois assim como muitas partes do mundo, a região vem observando uma crescente possibilidade de uma crise hídrica acentuada futuramente. É de conhecimento que a região possui uma rica história vinculada à mineração de carvão, uma atividade que, por décadas, desempenhou um papel fundamental na economia local, gerando emprego, prosperidade, desenvolvimento e redução das desigualdades em certo momento histórico.

No entanto, essa atividade, embora tenha contribuído para todos esses pontos positivos, também apresenta desafios significativos para as reservas hídricas na região.

Mas atualmente o setor de mineração vem implementando medidas para minimizar na medida do possível esses impactos no seu histórico, contudo a atividade industrial e agrícola na região pode contribuir para a poluição das águas subterrâneas, representando uma séria ameaça à qualidade desses recursos. A contaminação por substâncias químicas e resíduos pode comprometer não apenas o acesso à água potável, mas também impactar ecossistemas locais.

A ameaça representada pela escassez das reservas subterrâneas é fundamental para o progresso de uma sociedade em diversas dimensões, tais como a econômica, social, institucional e ambiental. Nesse contexto, torna-se crucial a avaliação e implementação de medidas sustentáveis que assegurem a disponibilidade a longo prazo desses recursos, sem comprometer ou prejudicar o desenvolvimento econômico.


Impactos Diretos na População:

Acesso à Água Potável: O declínio das reservas subterrâneas pode impactar diretamente o acesso à água potável para os residentes da região. Com a dependência dessas fontes para abastecimento, a sustentabilidade hídrica local está em jogo.
Agricultura e Economia Local: A agricultura, vital para a economia local, depende significativamente de recursos hídricos. A redução das reservas subterrâneas pode prejudicar a produção agrícola, afetando não apenas os agricultores, mas também a economia da região.

Impacto nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):

ODS 3 - Saúde e Bem-estar: As práticas passadas de mineração podem ter causado a contaminação de aquíferos e corpos d'água locais, afetando a disponibilidade de água potável. A poluição hídrica representa uma ameaça direta para a saúde pública, aumentando o risco de doenças relacionadas à água.

ODS 6 - Água Limpa e Saneamento: A contaminação das águas subterrâneas por poluentes compromete diretamente o ODS 6, que visa assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. No Brasil, onde a poluição é uma crescente preocupação, a qualidade da água subterrânea está sob ameaça, afetando comunidades que dependem dessas fontes.
ODS 13 - Ação contra a Mudança Global do Clima: A poluição das águas subterrâneas intensifica os impactos das mudanças climáticas, conectando-se ao ODS 13, que busca ação climática urgente. No Brasil, os efeitos combinados da exploração e poluição comprometem a resiliência do país diante dos desafios climáticos.

ODS 15 - Vida Terrestre: A contaminação dos aquíferos prejudica a biodiversidade e a qualidade dos solos, afetando diretamente o ODS 15. No Brasil, rios e aquíferos importantes para a diversidade biológica correm o risco de degradação devido à poluição, ameaçando ecossistemas terrestres.


Soluções Necessárias:

Monitoramento e Gestão Sustentável: É crucial implementar sistemas eficazes de monitoramento do nível das águas subterrâneas na região. A gestão sustentável desses recursos deve ser priorizada, considerando as demandas locais e a necessidade de preservação.

Transição para Atividades Sustentáveis: Promover uma transição gradual para atividades econômicas mais sustentáveis, reduzindo a dependência contínua das reservas subterrâneas para atender às necessidades locais.
Conscientização e Envolvimento Comunitário: Incentivar a conscientização sobre o uso responsável da água e os impactos da poluição é fundamental. Engajar a comunidade na preservação desses recursos é uma peça-chave para enfrentar os desafios locais.

Frente a esse cenário desafiador, é imperativo que se intensifique esforços para preservar suas reservas subterrâneas e combater a poluição. Isso envolve o fortalecimento de regulamentações ambientais, investimentos em tecnologias de tratamento e gestão consciente dos recursos hídricos.

Globalmente, a cooperação internacional se torna crucial para enfrentar a poluição transfronteiriça das águas subterrâneas, garantindo que a ação seja coordenada e abrangente.

Ao enfrentar esses desafios, não apenas resguardamos a água como um recurso vital, mas também protegemos ecossistemas, promovemos a saúde pública e garantimos um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras. A água, fundamental para a vida, merece nosso compromisso conjunto na busca por soluções duradouras e eficazes.
 

Fernando Barbosa dos Santos

Fernando Barbosa dos Santos

Fernando Barbosa dos Santos é consultor em Desenvolvimento Sustentável, atuando como advocacy ODS/SDG, plano de desenvolvimento local. Realiza pesquisa na área de desenvolvimento sustentável das cidades, resultando na criação da Simbiose Urbana. Atualmente é coordenador geral do comitê ODS Criciúma que compreende AMREC e AMESC no Movimento Nacional ODS SC.

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

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