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Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

COLUNISTAS

Fernando Barbosa dos Santos

Sustentabilidade: a quinta Revolução Industrial

22/02/2024 15h49 | Atualizada em 22/02/2024 18h51 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Nos últimos séculos, a humanidade testemunhou uma série de revoluções industriais que moldaram o curso da nossa civilização, impulsionando o progresso e transformando radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos no meio social, econômico e ambiental. A ascensão da máquina a vapor, seguida pela eletrificação, a automação e a era da informação, todas essas revoluções deixaram uma marca indelével na história e do planeta Terra. No entanto, à medida que avançamos para o século XXI, surge uma nova revolução, uma que é fundamentalmente diferente de suas predecessoras - a Revolução Industrial da Sustentabilidade.

A Necessidade de Mudança

Se analisarmos as revoluções industriais anteriores foram caracterizadas por avanços tecnológicos que muitas vezes priorizavam a eficiência e o crescimento econômico, muitas vezes às custas do meio ambiente e dos recursos naturais e com um impacto social marcado por uma certa dualidade entre a redução das desigualdades e acúmulo de capital. No entanto, à medida que enfrentamos os desafios urgentes da mudança climática, da degradação ambiental e da escassez de recursos, tornou-se cada vez mais claro que esse modelo não é mais sustentável a longo prazo, chagando ao ponto de estabelecer de fato o conceito do Antropoceno, como vimos no artigo anterior.

Essa análise abordada aqui nesse artigo, a Revolução Industrial da Sustentabilidade vem como resposta a essa necessidade crescente de mudança. Ao contrário de suas precursoras, esta revolução não se trata apenas de avanços tecnológicos, mas sim de uma transformação fundamental na maneira como concebemos e operamos nossos sistemas econômicos e sociais. Ela reconhece a conexão entre prosperidade econômica, equidade social e saúde ambiental, buscando criar um modelo de desenvolvimento que seja regenerativo, inclusivo e resiliente não só para as gerações atuais, mas também as futuras gerações.

Princípios Fundamentais

A Revolução Industrial da Sustentabilidade é fundamentada em uma série de princípios-chave:

1. Circularidade

Em contraste com o modelo atual e todas as revoluções anteriores de "extrair, fabricar, descartar", ter como base uma economia voltada para o modelo circular buscando maximizar o valor dos recursos, mantendo-os em uso pelo maior tempo possível, recuperando e regenerando produtos, componentes e materiais no final de sua vida útil.

2. Descarbonização

Tratar com seriedade e planejamento o perigo das emissões de carbono para o clima global, a descarbonização tornou-se uma prioridade urgente a nível local, regional e global. Isso envolve a transição de sistemas de geração de energia e transporte de modo geral desde uso doméstico a de cargas para fontes renováveis e de baixo carbono, bem como a redução do desperdício e da emissão de gases de efeito estufa em todos os setores. A necessidade de tecnologias de capturas de carbono mais eficientes e a eliminação de gases como o metano.

3. Inovação e Tecnologia

O setor de tecnologia tem um papel fundamental nesse processo, a tecnologia desempenha um papel central na Revolução Industrial da Sustentabilidade, impulsionando a inovação em áreas como energia limpa, transporte sustentável, agricultura de precisão, materiais alternativos e eficiência energética.

4. Justiça Social

Uma abordagem verdadeiramente sustentável reconhece a interdependência entre equidade social, sustentabilidade ambiental e universalização econômica. Isso requer a promoção de sistemas econômicos inclusivos que respeitem os direitos humanos, combatam a desigualdade e garantam oportunidades equitativas para todas as pessoas, independentemente de sua origem ou condição socioeconômica.

5. Conservação Estratégica da Biodiversidade

A conservação da biodiversidade é essencial para a saúde dos ecossistemas e para o bem-estar humano. Portanto, ter como foco a conservação estratégica de biomas requer a proteção e restauração da diversidade de vida em todas as suas formas, incluindo espécies vegetais, animais e microbianas, assim visando continuidade e equilíbrio de serviços ecossistêmicos a curto, médio e longo prazo.

Impactos e Oportunidades

A Revolução Industrial da Sustentabilidade apresenta uma série de impactos significativos e oportunidades:

Competitividade e Crescimento Econômico: A busca pela sustentabilidade não apenas impulsiona a inovação e a eficiência, mas também promove a competitividade e o crescimento econômico. Empresas e governos que abraçam essa abordagem estão descobrindo novas oportunidades de negócios e desenvolvimento, obtendo vantagens significativas.

No contexto empresarial, a adoção de práticas sustentáveis não apenas reduz custos operacionais a longo prazo, mas também estimula a inovação, atraindo consumidores conscientes e investidores interessados em empresas com responsabilidade ambiental e social. Isso leva a um aumento da competitividade e à consolidação de uma posição sólida no mercado global.

Para os governos, investir em políticas e programas sustentáveis não só impulsiona o desenvolvimento local, mas também melhora o bem-estar social e a qualidade de vida dos cidadãos. Isso pode incluir incentivos para energias renováveis, transporte público eficiente, políticas de reciclagem e proteção ambiental, que não apenas geram empregos e estimulam a economia, mas também promovem uma comunidade mais saudável e sustentável.

Resiliência Ambiental: A promoção da resiliência ambiental é fundamental para lidar com os desafios das mudanças climáticas e outras crises ambientais. Ao reduzir sua pegada ecológica e promover a conservação dos recursos naturais, as sociedades podem fortalecer sua capacidade de se adaptar e responder de forma eficaz a esses eventos.

Ao adotar práticas sustentáveis, como a redução do consumo de energia, a minimização do desperdício e a proteção dos ecossistemas naturais, as comunidades podem mitigar os impactos adversos das mudanças climáticas, como eventos climáticos extremos e aumento do nível do mar. A conservação dos recursos naturais, como água e biodiversidade, contribui para a estabilidade dos ecossistemas e a saúde dos sistemas naturais, tornando as sociedades mais resilientes a choques ambientais.

Equidade Social: Uma abordagem sustentável pode ajudar a reduzir a pobreza, promover a igualdade de gênero e garantir que todos os membros da sociedade tenham acesso a condições de vida dignas e oportunidades significativas.

Conclusão

A Revolução Industrial da Sustentabilidade representa um ponto de virada crucial na história, uma transição para um modelo de desenvolvimento que é ambientalmente consciente, socialmente inclusivo e economicamente viável. Para que essa visão se torne realidade, é necessário um compromisso coletivo e coordenado de governos, empresas, sociedade civil e cidadãos individuais em todo o mundo. Somente através de uma colaboração global e uma ação decisiva podemos enfrentar os desafios do século XXI e criar um futuro sustentável para as gerações vindouras.

Fernando Barbosa dos Santos

Antropoceno: Implicações Sociais, Econômicas, Institucionais e Ambientais

15/02/2024 17h42 | Atualizada em 15/02/2024 20h42 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Olá, novamente caros leitores e leitoras, hoje iremos explorar e compreender um pouco mais sobre o Antropoceno. Este artigo se propõe a realizar uma análise abrangente e de forma robusta das implicações na perspectiva das dimensões Social, Econômica, Institucional e Ambiental, desse conceito que vem ganhando cada vez mais destaque na atualidade.

Afinal o que é o Antropoceno?

O conceito de Antropoceno, propõe a identificação de uma nova era geológica moldada de maneira significativa pelas atividades humanas ao longo de nossa existência, e tem suscitado um debate abrangente e um crescente interesse de toda a comunidade. Esse termo emerge como uma crescente conscientização e preocupação sobre a profunda influência que as atividades de nossa sociedade têm exercido na condição do planeta e como tem nos impactado. 

O Antropoceno transcende o paradigma tradicional de interações entre a humanidade e o ambiente. À medida que a civilização floresceu, suas implicações no geo-espaço e na biodiversidade se expandiram de maneira inegável. Desde a erosão acelerada do solo até a amplificação das emissões de gases de efeito estufa, o Antropoceno incorpora uma confluência de transformação conduzidas pela humanidade. 

A discussão subsequente transcende as divisões temporais convencionais, desvendando um ponto de convergência onde a condição humana se mescla com o progresso e a sustentabilidade, dando luz a uma época repleta de promessas e desafios.

Contexto Geológico 

Um esforço meticuloso é o direcionamento na busca de evidências solidas que permitem a diferenciação inequívoca do Antropoceno em relação às eras geológicas anteriores. Nesse contexto, uma série de indicadores e situações distintas se destacam como elemento-chave na identificação dessa nova fase.

Uma das evidências mais reveladoras reside na descoberta de plástico fossilizados em camadas sedimentares e a formação similar a rocha do mesmo material em algumas partes do globo. A expansão desenfreada e sem manejo do plástico é uma característica marcante das atividades recente de nossa sociedade, e sua presença incorporada na geologia e biosfera ressalta a influência direta da sociedade moderna sobre o ambiente. Além disso, a detecção de produtos químicos sintéticos exclusivos da era industrial, muitos dos quais ausentes em épocas geológicas anteriores, serve como indicativo da alteração do perfil químico da Terra sob nossa influência. 

Formação de rochas de plástico:

https://umsoplaneta.globo.com/energia/noticia/2023/02/22/formacao-de-rochas-de-plastico-no-ambiente-marinho-e-mais-uma-prova-da-acao-do-homem-no-planeta.ghtml

Microplástico na corrente sanguínea: 

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2022/03/24/cientistas-encontram-microplasticos-em-sangue-humano-pela-primeira-vez.htm

A análise de isótopos radioativos provenientes de testes nucleares também se revela crucial para datar e identificar o Antropoceno. A disseminação global desses isótopos após as explosões nucleares do século XX (20) deixou uma pegada inconfundível nas camadas sedimentares, marcando mais uma vez uma mudança substancial no perfil químico da Terra. Essa presença de isótopos radioativos é uma evidência clara da nossa capacidade de causar transformações profundas em escala planetária.

Impacto Climático

A crescente elevação das concentrações de gases de efeito estufa, resultante da combustão exorbitante de combustíveis fósseis, tem desencadeado uma série de transformações climáticas de magnitude expressiva. A intricada dança de elementos atmosféricos se desloca para um ritmo alarmante, tangenciando um quadro de alterações climáticas que transcende as dimensões meteorológicas, resultando em um impacto profundo em todas as dimensões abordadas nesse artigo, Social, Econômica, Institucional e Ambiental.

O termômetro global se eleva de forma inexorável, desencadeando um cataclismo de efeitos globais. A elevação térmica dos oceanos, somada ao derretimento acelerado das extensas mantas de gelo, induz um fenômeno marcante e alarmante: o aumento eminente do nível do mar. As comunidades costeiras, estabelecidas durante a história, enfrentam uma realidade ameaçadora à medida que as águas avençam sem restrições, expondo as populações em risco crescente e atenuando as desigualdades sociais, refletindo também a nível econômico e institucional.

Tuvalu faz acordo com Austrália: 

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2023/11/10/podendo-sumir-com-aumento-do-nivel-do-mar-tuvalu-faz-acordo-com-a-australia-para-migrar-sua-populacao.ghtml

As geleiras até então imponentes, agora cedem sob o calor. O derretimento glacial não apenas alimenta o aumento do nível do mar, mas também impacta ecossistemas frágeis e sistema fluviais que dependem do fluxo sazonal da água das geleiras. A fauna e a flora adaptadas a essas condições agora enfrentam uma mudança abrupta de ambiente, desafiando a sustentabilidade de suas populações e interações.

Colapso da corrente do Atlântico: 

https://olhardigital.com.br/2024/02/14/ciencia-e-espaco/colapso-de-corrente-oceanica-do-atlantico-pode-acontecer-antes-do-previsto/

Além disso, os padrões climáticos se tornam voláteis e inconstantes, com eventos extremos se tornando um constante preocupante. Chuvas torrenciais, secas prolongadas e fenômenos climáticos extremos ganham terreno, comprometendo a previsibilidade em que muitas comunidades confiavam, aumentando as crises referente em comunidades com vulnerabilidade social, principalmente em áreas de risco e a alimentar com a mudança da cultura agrícola.

Nesse panorama de mudanças climáticas proveniente do Antropoceno, as implicações transcenderam o meramente meteorológico, ampliando-se para a esfera da sustentabilidade e do bem-estar humano. A ação global torna-se uma necessidade urgente, demandando esforços coordenados para mitigar os impactos iminentes e promover um futuro resiliente às interações cada vez mais imprevisíveis.

Declínio da Biodiversidade

No Antropoceno assinala um capítulo sombrio na história da vida na Terra, caracterizando por um declínio dramático na diversidade biológica. Os resquícios da atividade humana, mascados pela degradação implacável de habitats naturais, a disseminação de poluentes, a introdução inadvertida implacável de espécies invasoras e outros impactos nefastos, têm culminado em uma vertiginosa taxa de extinção em massa.

À medida que habitats consolidados são transformados em paisagens urbanas de modo desenfreado ou suprimidos pela expansão agrícola, incontáveis espécies encontram seu refúgio natural comprometido. 

Poluição desenfreada lança sombras venenosas sobre ecossistemas outrora vividos, permeando solos, rios e oceanos com produtos químicos tóxicos. A delicada teia da vida, intricadamente interligada, é insidiosamente corroída por essa invasão, levando ao declínio de populações e à deterioração das cadeias alimentares.

O impacto combinado dessas atividades humanas desencadeia uma onda de extinção que transcende as taxas naturais, comprometendo a riqueza da biodiversidade, essa perda vai além da mera contagem de espécies; mina a resiliência dos ecossistemas e desencadeia um efeito cascata que reverbera por toda a teia da vida. Os serviços ecossistêmicos cruciais, das quais os seres humanos dependem, tornam-se cada vez mais frágeis, ameaçando a própria sustentabilidade de nossa existência.

Colapso da Amazônia:

https://www.dw.com/pt-br/amaz%C3%B4nia-pode-entrar-em-colapso-em-2050-diz-pesquisa-na-revista-nature/a-68255773

Mudanças Sociais e Geológicas 

O Antropoceno transcende os limites do clima e da biodiversidade, abarcando um espectro de transformação de natureza geológica e socioeconômica que remoldam o cenário terrestre. Nesse contexto, a exploração mineral por exemplo, a urbanização desenfreada e a utilização intensiva de recursos naturais emergem como protagonistas, imprimido uma nova dinâmica à paisagem geológica e social.

A exploração de recursos minerais, sustentáculo da expansão industrial, esculpe de forma vertiginosa a geologia de maneira sem precedentes. Minas profundas são incisivamente abertas para extrair minérios essenciais às tecnologias modernas. Esse processo modifica a dinâmica de aquíferos e da superfície, deixando marcas duradouras na composição química do solo.

Caso Maceió: 

https://www.metropoles.com/materias-especiais/afundamento-de-maceio-provoca-exodo-urbano-de-55-mil-pessoas

A urbanização vertiginosa, um reflexo forte da migração de populações em direção a centros urbanos, altera as condições da paisagem e ecossistemas locais de maneira dramática. Cidades que antes eram centros de comercio e cultura crescem exponencialmente, devorando extensas áreas de ecossistemas naturais. Os efeitos são tangíveis: o solo, compactado sob o peso do concreto e do asfalto, perde a capacidade de reter a água e sustentar a biodiversidade. A urbanização também molda a dinâmica socioeconômica, dando origem a desafios de infraestrutura, acessibilidade e coesão social.

A exploração incontida dos recursos naturais, fundamental para sustentar as demandas de uma população crescente, engendra uma dualidade no progresso e desgaste. Florestas centenárias cedem lugar a monoculturas, ecossistemas fragmentados para dar lugar as atividades de agropecuária e a extração mineral altera as propriedades do solo. A exploração voraz deixa um legado de degradação ambiental, repleto de implicações para a fertilidade do solo, a qualidade da água e a saúde local.

Desafios e Oportunidades

O reconhecimento do Antropoceno emerge como uma luz, trazendo consigo o desafio inescapável de repensar profundamente nossos sistemas econômicos, sociais e políticos. À medida que nos deparamos com as implicações das atividades humanas, é imperativo adotar uma abordagem para promover a sustentabilidade e salvaguardar os recursos naturais que sustentam nosso planeta e sociedade.

O reexame de nossos sistemas econômicos é uma faceta central dessa trajetória. Frequentemente fundada na exploração irrestrita de recursos, deve ceder espaço a uma nova mentalidade que reconhece a finitude dos recursos naturais e sua ligação com a prosperidade humana. 

No âmbito político, a agenda do Antropoceno impulsiona a formulação de políticas que enfrentam desafios locais, regionais, nacionais e globais de maneira coordenada. A Simbiose entre instituições torna-se imperativa para enfrentar os desafios compartilhados que transcendem barreiras.

A Simbiose Urbana, onde as cidades não são apenas um local de desafios nas dimensões Social, Econômica, Institucional e Ambiental, mas também catalizadoras de regeneração ambiental, emerge como um paradigma inovador. Estratégias de planejamento urbano voltadas para a resiliência e impacto em uma sociedade mais justa, prospera e equitativas.
 

Fernando Barbosa dos Santos

Vacinação, Negacionismo e o Compromisso com o ODS 3

08/02/2024 19h10 | Atualizada em 08/02/2024 22h05 | Por: Fernando Barbosa dos Santos
Foto: Ilustrativa

Hoje em nossa coluna, caros leitores e leitoras, vamos explorar um tema bem interessante e complexo, caracterizado pelo desafio sem precedentes para a ciência e a saúde pública, a vacinação, que emerge como uma ferramenta indispensável na promoção da saúde e do bem-estar de forma coletiva. Vamos explorar a complexa relação entre vacinação, negacionismo e o ODS 3. Este ODS tem como missão assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as pessoas, estabelecendo diretrizes para alcançar saúde digna e equitativa para todos. Ao analisarmos essa interseção, compreenderemos não apenas a importância da vacinação como uma medida preventiva de saúde, mas também os desafios enfrentados devido à disseminação de informações falsas e ao questionamento das evidências científicas, o que compromete os esforços para alcançar uma sociedade mais saudável e equitativa.

ODS 3: Rumo à Saúde Global

O ODS 3 é muito mais do que um simples compromisso; ele representa o comprometimento global de priorizar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas, independentemente de sua origem, condição socioeconômica e localidade. Este objetivo estabelece metas, visando não apenas a redução da mortalidade infantil e o combate às epidemias, mas também a garantia de acesso universal aos cuidados de saúde de qualidade em todas as fases da vida. Além disso, o ODS 3 busca promover a qualidade da saúde mental, prevenir doenças não transmissíveis e fortalecer os sistemas de saúde pública para enfrentar desafios atuais e os que estão por se concretizar, como pandemias e surtos de doenças infecciosas. Ele serve como um guia para a construção de um mundo mais saudável, resiliente e equitativo, onde cada indivíduo tenha a oportunidade de viver uma vida plena e produtiva de qualidade e saudável. Ao nos comprometermos com o ODS 3, estamos investindo no futuro da humanidade e trabalhando juntos para alcançar uma sociedade onde a saúde seja verdadeiramente valorizada como um direito humano fundamental.

A Promessa da Vacinação

A vacinação representa de fato uma das maiores conquistas da medicina moderna, sendo reconhecida como uma poderosa ferramenta de prevenção e controle de doenças infecciosas. Seu impacto vai além da proteção individual, estendendo-se à saúde coletiva e à erradicação de epidemias e pandemias.
Ao estimular o sistema imunológico a desenvolver uma resposta protetora contra agentes infecciosos específicos, as vacinas proporcionam imunidade contra uma variedade de doenças potencialmente devastadoras tanto para o indivíduo quanto o coletivo. Essa imunidade não apenas protege os indivíduos vacinados, mas também contribui para interromper a cadeia de transmissão dos patógenos, reduzindo assim o número de casos e a disseminação das doenças na comunidade.
Um dos exemplos mais emblemáticos do poder da vacinação é a erradicação de doenças como a poliomielite e a varíola em muitas partes do mundo. Graças a campanhas de vacinação em massa e programas de imunização sistemáticos, essas doenças, que antes representavam uma ameaça significativa à saúde pública, foram controladas e, em alguns casos, eliminadas completamente. Isso demonstra claramente o impacto positivo e duradouro que as vacinas podem ter na redução da carga de doenças e na promoção da saúde.

Portanto, a vacinação não é apenas uma medida de proteção individual, mas também uma estratégia eficaz para alcançar objetivos de saúde pública mais amplos, como a redução da morbidade e mortalidade, o controle de epidemias e pandemias e a promoção do bem-estar coletivo. Investir em programas de imunização, garantir acesso equitativo às vacinas e combater a desinformação são passos essenciais para aproveitar todo o potencial da vacinação e construir um futuro mais saudável e seguro para todos.

A Importância da Vacinação na Saúde Pública

A vacinação como vimos é, incontestavelmente, uma das maiores conquistas da medicina e ciência moderna, com um impacto imensurável na saúde pública localmente e a nível global. Ao prevenir uma ampla gama de doenças infecciosas, desde sarampo e poliomielite até difteria e tuberculose, as vacinas desempenham um papel fundamental na redução da morbidade e mortalidade em escala populacional.
Além de proteger os indivíduos vacinados, as vacinas também contribuem para a erradicação de epidemias e o controle de doenças endêmicas. Exemplos notáveis incluem a erradicação global da varíola, alcançada em 1980 graças a uma campanha de vacinação em massa, e os esforços contínuos para eliminar a poliomielite em todo o mundo.

No entanto, apesar dos benefícios indiscutíveis da vacinação, a hesitação vacinal e o negacionismo representam obstáculos significativos para o alcance dos objetivos do ODS 3. A disseminação de informações falsas e enganosas sobre vacinas, alimentada por mitos infundados e teorias da conspiração surreais, tem levado a uma diminuição da confiança nas vacinas e nas instituições de saúde. Isso resulta em coberturas vacinais insuficientes, surtos de doenças preveníveis e um aumento do risco de morbidade e mortalidade evitáveis.

Portanto, combater a hesitação vacinal e o negacionismo é essencial para promover a saúde e o bem-estar de toda a população. Isso requer uma abordagem abrangente que envolva educação pública, comunicação eficaz de riscos e benefícios, transparência por parte das autoridades de saúde e a construção de confiança nas vacinas e no processo de imunização. Ao enfrentarmos esses desafios, podemos avançar em direção aos objetivos do ODS 3 e construir um futuro mais saudável e resiliente para todos.

Fernando Barbosa dos Santos

Reservas subterrâneas de água em perigo

01/02/2024 18h31 | Atualizada em 01/02/2024 21h31 | Por: Fernando Barbosa dos Santos
Imagem: internet

Uma pesquisa inédita, realizada pelo Programa de Estudos Ambientais da Universidade da California (EUA), em Santa Bárbara, publicado na revista Nature, no dia 24 de janeiro de 2024, que mediram o nível das águas subterrâneas em 170 mil poços em mais de 40 países, revela uma realidade alarmante: as reservas subterrâneas de água estão se esgotando rapidamente.

Essas reservas, vitais para milhões de pessoas em todo o mundo, estão sendo exploradas para abastecimento de água potável, irrigação e diversos usos cotidianos, sem um manejo ou aperfeiçoamento de técnicas a situação será agravada exponencialmente.

Este estudo, o primeiro de sua magnitude, destaca a urgência de compreendermos o impacto humano nessas reservas subterrâneas. A iniciativa, ao analisar dados globais, fornece uma visão abrangente das mudanças nos níveis das águas subterrâneas, revelando uma tendência preocupante.

Consequências para o Brasil

A realidade brasileira não está imune a esse cenário crítico. O esgotamento acelerado das reservas subterrâneas e a falta de planejamento em uma política de segurança hídrica efetiva vem afetando diretamente à para que tenha esse cenário de esgotamento dos recursos hídricos, especialmente em regiões onde o acesso à água potável já é um desafio.

No Sudeste, por exemplo, onde se encontra a maior parte da população do país, as reservas subterrâneas são vitais para garantir o fornecimento de água. Mas a realidade brasileira também enfrenta a ameaça das reservas subterrâneas em vista da poluição. Aquíferos cruciais, como o Guarani e o Alter do Chão, estão sob pressão não apenas pela exploração excessiva, mas também pela contaminação devido às atividades industriais, agrícolas e urbanas.

A poluição das águas subterrâneas no Brasil não apenas compromete o acesso a água potável, mas também impacta a produção agrícola e a saúde da população, criando desafios multifacetados que exigem soluções integradas, é imperativo que o não só a nível global e nacional, mas sim estadual e local intensifique esforços para preservar suas reservas subterrâneas e combater a poluição. Isso envolve o fortalecimento de regulamentações ambientais, investimentos em tecnologias de tratamento e gestão consciente dos recursos hídricos.

A nível local encontramos o cenário regional da Região Carbonífera, pois assim como muitas partes do mundo, a região vem observando uma crescente possibilidade de uma crise hídrica acentuada futuramente. É de conhecimento que a região possui uma rica história vinculada à mineração de carvão, uma atividade que, por décadas, desempenhou um papel fundamental na economia local, gerando emprego, prosperidade, desenvolvimento e redução das desigualdades em certo momento histórico.

No entanto, essa atividade, embora tenha contribuído para todos esses pontos positivos, também apresenta desafios significativos para as reservas hídricas na região.

Mas atualmente o setor de mineração vem implementando medidas para minimizar na medida do possível esses impactos no seu histórico, contudo a atividade industrial e agrícola na região pode contribuir para a poluição das águas subterrâneas, representando uma séria ameaça à qualidade desses recursos. A contaminação por substâncias químicas e resíduos pode comprometer não apenas o acesso à água potável, mas também impactar ecossistemas locais.

A ameaça representada pela escassez das reservas subterrâneas é fundamental para o progresso de uma sociedade em diversas dimensões, tais como a econômica, social, institucional e ambiental. Nesse contexto, torna-se crucial a avaliação e implementação de medidas sustentáveis que assegurem a disponibilidade a longo prazo desses recursos, sem comprometer ou prejudicar o desenvolvimento econômico.


Impactos Diretos na População:

Acesso à Água Potável: O declínio das reservas subterrâneas pode impactar diretamente o acesso à água potável para os residentes da região. Com a dependência dessas fontes para abastecimento, a sustentabilidade hídrica local está em jogo.
Agricultura e Economia Local: A agricultura, vital para a economia local, depende significativamente de recursos hídricos. A redução das reservas subterrâneas pode prejudicar a produção agrícola, afetando não apenas os agricultores, mas também a economia da região.

Impacto nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):

ODS 3 - Saúde e Bem-estar: As práticas passadas de mineração podem ter causado a contaminação de aquíferos e corpos d'água locais, afetando a disponibilidade de água potável. A poluição hídrica representa uma ameaça direta para a saúde pública, aumentando o risco de doenças relacionadas à água.

ODS 6 - Água Limpa e Saneamento: A contaminação das águas subterrâneas por poluentes compromete diretamente o ODS 6, que visa assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. No Brasil, onde a poluição é uma crescente preocupação, a qualidade da água subterrânea está sob ameaça, afetando comunidades que dependem dessas fontes.
ODS 13 - Ação contra a Mudança Global do Clima: A poluição das águas subterrâneas intensifica os impactos das mudanças climáticas, conectando-se ao ODS 13, que busca ação climática urgente. No Brasil, os efeitos combinados da exploração e poluição comprometem a resiliência do país diante dos desafios climáticos.

ODS 15 - Vida Terrestre: A contaminação dos aquíferos prejudica a biodiversidade e a qualidade dos solos, afetando diretamente o ODS 15. No Brasil, rios e aquíferos importantes para a diversidade biológica correm o risco de degradação devido à poluição, ameaçando ecossistemas terrestres.


Soluções Necessárias:

Monitoramento e Gestão Sustentável: É crucial implementar sistemas eficazes de monitoramento do nível das águas subterrâneas na região. A gestão sustentável desses recursos deve ser priorizada, considerando as demandas locais e a necessidade de preservação.

Transição para Atividades Sustentáveis: Promover uma transição gradual para atividades econômicas mais sustentáveis, reduzindo a dependência contínua das reservas subterrâneas para atender às necessidades locais.
Conscientização e Envolvimento Comunitário: Incentivar a conscientização sobre o uso responsável da água e os impactos da poluição é fundamental. Engajar a comunidade na preservação desses recursos é uma peça-chave para enfrentar os desafios locais.

Frente a esse cenário desafiador, é imperativo que se intensifique esforços para preservar suas reservas subterrâneas e combater a poluição. Isso envolve o fortalecimento de regulamentações ambientais, investimentos em tecnologias de tratamento e gestão consciente dos recursos hídricos.

Globalmente, a cooperação internacional se torna crucial para enfrentar a poluição transfronteiriça das águas subterrâneas, garantindo que a ação seja coordenada e abrangente.

Ao enfrentar esses desafios, não apenas resguardamos a água como um recurso vital, mas também protegemos ecossistemas, promovemos a saúde pública e garantimos um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras. A água, fundamental para a vida, merece nosso compromisso conjunto na busca por soluções duradouras e eficazes.
 

Fernando Barbosa dos Santos

A prosperidade sustentável começa quando reconhecemos que todos merecem não apenas sobreviver, mas prosperar

25/01/2024 11h18 | Atualizada em 25/01/2024 14h19 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Hoje a pobreza, principalmente a extrema e a fome são as problemáticas mais desafiadoras tanto local quanto globalmente, nesse horizonte onde buscamos uma sociedade mais justa, é de extrema importância vislumbrarmos os objetivos 1 e 2, ODS 1 erradicação da pobreza em todas as suas formas e o ODS 2 Eliminação da Fome. Traçar um caminho para a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e um futuro sustentável passa por esses objetivos inegociáveis em literalmente assegurar que ninguém será deixado para trás, na busca pela prosperidade.

ODS 1 Erradicação da Pobreza: Um compromisso fundamental, o primeiro ODS tem como princípio e busca, a erradicação da pobreza como pedra fundamental no desenvolvimento sustentável, pois como vimos anteriormente, o conceito de desenvolvimento sustentável, estabelece as dimensões Social, Econômica, Ambiental e Institucional. Reconhecendo que a situação de pobreza é um entrave para o progresso em todas as suas formas, este objetivo visa não só apenas reduzir, mas eliminar a privação e desigualdades. A abordagem vai além de números, indicadores e estatísticas; trata-se de devolver a dignidade às vidas humanas.

Alcançar a erradicação da pobreza requer não apenas ações imediatas, mas também uma abordagem estrutural para conhecer as raízes do problema. Emponderar as comunidades, criar oportunidades econômicas inclusivas e promover acesso igualitário aos recursos são elementos essenciais desta jornada.

ODS2 Eliminação da Fome: Nenhum Ser Humano Deve Passar Fome, o segundo ODS estabelece como imperativo moral a eliminação da fome. Reconhecendo que a fome não é apenas um problema de escassez de alimentos, mas muitas vezes um resultado de desigualdades estruturais, este objetivo propõe uma transformação radical nos sistemas alimentares e na produção.

A busca pela eliminação da fome envolve não apenas o aumento da produção de alimentos, mas também a promoção da agricultura sustentável e familiar, o acesso equitativo a recursos agrícolas e a criação de sistemas de distribuição mais eficientes e sustentáveis. Garantir que cada pessoa tenha acesso a uma nutrição adequada, uma cesta básica completa e atualizada é um compromisso que transcende fronteiras e exige a cooperação de todos os atores da sociedade.
 

Fernando Barbosa dos Santos

O que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)?

18/01/2024 11h21 | Atualizada em 18/01/2024 14h22 | Por: Fernando Barbosa dos Santos
Foto: Reprodução

Na coluna anterior, abordou-se a sustentabilidade e sua importância, uma vez que vivemos em um momento no qual os desafios, tanto locais quanto globais, demandam respostas ousadas e colaborativas. No cerne da nossa busca por um futuro mais sustentável, uma iniciativa crucial foi lançada em 2015 durante a 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU): a Agenda 2030. Nesse documento, apresentam-se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), um roteiro global elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela sociedade civil organizada, apontando o caminho para um mundo mais justo, equitativo e harmonioso até 2030."

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) possuem 17 objetivos que abordam as dimensões Social, Econômica, Ambiental e Institucional, construindo assim um ambicioso roteiro que aborda uma variedade de questões e desafios interconectados. Este conjunto de metas não é apenas uma visão idealista; é, na verdade, um “contrato social” para enfrentar desafios críticos, que vão desde a erradicação da pobreza até a proteção do meio ambiente e a promoção da paz e justiça.

Erradicação da Pobreza (ODS 1): Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

Fome Zero e Agricultura Sustentável (ODS 2): Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.

Saúde e Bem-Estar (ODS 3): Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

Educação de Qualidade (ODS 4): Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizado ao longo da vida.

Igualdade de Gênero (ODS 5): Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Água Limpa e Saneamento (ODS 6): Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

Energia Limpa e Acessível (ODS 7): Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos.

Trabalho Decente e Crescimento Econômico (ODS 8): Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo para todos.
 

Fernando Barbosa dos Santos

Sustentabilidade, compreendendo e abraçando o futuro

11/01/2024 11h32 | Atualizada em 11/01/2024 14h32 | Por: Fernando Barbosa dos Santos

Vivemos em um período histórico em que a consciência é uma peça-chave na construção do nosso futuro coletivo. A sustentabilidade se destaca em crescente importância na sociedade moderna e reflete a compreensão que nossas ações no agora moldam irreversivelmente o amanhã. Desafios nas dimensões Sociais, Econômicas, Institucionais e Ambientais, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, pobreza, conflitos e desigualdades de todos os tipos, destacam-se como sinalizadores críticos de que medidas urgentes são necessárias.

A relação entre os sistemas naturais e a vida humana torna-se cada vez mais evidente a delicada e frágil interconexão, sendo necessário um debate e abordagem cuidadosa e equilibrada em relação a esse tema e o antropoceno. A poluição, o esgotamento dos recursos naturais, destruição dos habitats, mazelas sociais e abismos econômicos, não apenas ameaçam a biodiversidade, mas também a sustentabilidade dos modos de vida da sociedade humana.

Nesse panorama, a sustentabilidade emerge como uma resposta plausível e essencial. Não é mais suficiente apenas reconhecer os desafios; é vital agir de maneira proativa e coletiva para buscar a construção de uma sociedade economicamente equilibrada, socialmente mais justa, institucionalmente fortalecida e ambientalmente restaurada.

Preservando para as gerações futuras

No amago da sustentabilidade reside o compromisso e responsabilidade intrínseca de preservar o planeta para as futuras gerações. Este compromisso não é apenas uma escolha de cunho moral ou ético, mas sim uma necessidade para assegurar que o mundo no qual iremos deixar para trás seja tão vibrante e habitável quanto aquele que herdamos. Argumentar sobre a preservação para as futuras gerações é reconhecer que cada ação atual molda o legado que deixaremos.

A busca por práticas sustentáveis não é apenas uma resposta aos desafios do presente; mais sim um investimento no futuro.

Conclusão

Em um mundo onde os desafios sociais, econômicos, institucionais e ambientas se conectam e entrelaçam, o conceito de desenvolvimento sustentável vem como uma resposta essencial para garantir um futuro prospero, justo e equitativo. Nisso ao recapitular a importância da sustentabilidade nos aspectos econômicos, sociais, institucionais e ambientais, reconhecemos de forma clara que é necessária uma abordagem cada vez mais contundente e construtiva.

Contudo, a sustentabilidade não é apenas uma teoria ou uma ideia; é uma busca pela ação. Incentivando não apenas a reflexão individual, mas a ação coletiva para promover práticas sustentáveis. Cada escolha, por menor que seja, tem o potencial de criar ondas de mudança. Ao adotarmos uma abordagem consciente em nossas vidas diárias, contribuímos para a construção de um futuro mais sustentável. 

Assim, convidamos cada leitor a se envolver ativamente na busca por um futuro mais sustentável. Juntos, podemos moldar um mundo onde a prosperidade humana se entrelaça com a saúde do planeta, e onde cada ação reflete um compromisso coletivo com um futuro mais sustentável e resiliente para todos. A jornada em direção à sustentabilidade é uma responsabilidade compartilhada e uma oportunidade para criar um legado positivo para as futuras gerações.

Fernando Barbosa dos Santos

Fernando Barbosa dos Santos

Fernando Barbosa dos Santos é consultor em Desenvolvimento Sustentável, atuando como advocacy ODS/SDG, plano de desenvolvimento local. Realiza pesquisa na área de desenvolvimento sustentável das cidades, resultando na criação da Simbiose Urbana. Atualmente é coordenador geral do comitê ODS Criciúma que compreende AMREC e AMESC no Movimento Nacional ODS SC.

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