Segunda-feira, 17 de junho de 2024

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Gisele Victor Batista

COP28: o que esperar da reunião global sobre mudanças climáticas?

29/11/2023 10h00 | Por: Gisele Victor Batista

A COP28 (Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, em sua 28ª edição) começa esta semana e os desafios para reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas tomam a atenção do mundo.

Desde a sua adoção, o Acordo de Paris (COP21) impulsionou uma ação climática quase universal, estabelecendo objetivos e enviando sinais ao mundo sobre a urgência de responder à crise climática. O principal objetivo era manter o aumento da temperatura média global, neste século, bem abaixo dos 2ºC e conduzir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC, acima dos níveis pré-industriais.

Contudo, as Nações Unidas apelam para adoção de medidas urgentes para reduzir as emissões, pois poderemos atingir um aquecimento de quase 3°C das temperaturas globais, nas próximas décadas. São necessárias ações para aumentar tanto a ambição de mitigação dos compromissos dos países, assim como para implementar medidas efetivas para atingir essas metas.

Diante dessa urgência planetária, a COP28 apresenta uma expectativa para que os países desenvolvidos cumpram a promessa do Acordo de Paris, quando deveriam fornecer cerca de US$ 100 bilhões ao ano para o financiamento de projetos climáticos ao redor do mundo. Atualmente, apenas 30% do investimento anual são direcionados à mitigação do clima global, o que é pequeno se comparado às necessidades reais, e estes não são distribuídos de forma equitativa entre as regiões.

Por isso, os países ricos, que são os que mais poluem, devem continuar a assumir a liderança, estabelecendo metas absolutas de redução de emissões para toda a economia, mas, também, financiar os países em desenvolvimento, que têm sofrido com as sérias consequências do aquecimento global, muitos com impactos irreversíveis.

Neste pacote, está o financiamento de energias renováveis, em paralelo à eliminação progressiva do uso de todos os combustíveis fósseis, que são elementos indispensáveis de transições energéticas justas para emissões líquidas zero. Ainda, é fundamental reverter a desmatamento e a degradação ambiental, e melhorar as práticas agrícolas para reduzir as emissões e conservar e melhorar os sumidouros de carbono. 

O Brasil tem papel crucial nessas discussões, quando muitas organizações já adotaram uma agenda de sustentabilidade e assumiram uma postura mais responsável diante dos problemas do planeta.

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Gisele Victor Batista

Sustentabilidade em Pauta

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Diretora da Harpia Meio Ambiente
Coordenadora Adjunta de Mobilização do Movimento Nacional ODS SC
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