Sexta-feira, 21 de junho de 2024

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Katiane Vieira

A força e a fragilidade: redefinindo a fortaleza feminina 

10/01/2024 09h00 | Por: Katiane Vieira

Em um mundo que constantemente nos impulsiona para sermos melhores, mais fortes e mais resilientes, surge uma questão crucial, especialmente entre as mulheres: a necessidade de ser forte o tempo todo. Essa expectativa, enraizada profundamente em nossa cultura e sociedade, traz consigo uma série de desafios e questionamentos. 

Para muitas mulheres, especialmente na faixa etária dos 30 aos 45 anos, essa pressão se manifesta de maneiras variadas, moldando suas vidas profissionais e pessoais. Ser forte é visto como um requisito, não apenas uma qualidade. No entanto, é essencial questionar: essa constante busca pela força é realmente benéfica ou estamos negligenciando aspectos cruciais de nossa humanidade? 

Essa reflexão nos leva a ponderar sobre a verdadeira natureza da força. A sociedade tende a associar força à ausência de vulnerabilidade, mas será essa a definição mais acertada? O que realmente significa ser forte e como podemos equilibrar essa força com a aceitação de nossa própria vulnerabilidade? 

 

A ilusão da fortaleza constante 

A pressão para manter uma aparência de força ininterrupta é uma realidade para muitas mulheres. Elas se veem na obrigação de exibir resiliência inquebrantável, seja lidando com desafios no ambiente de trabalho ou equilibrando as demandas da vida familiar. Essa pressão se reflete em diferentes aspectos: a dificuldade de estabelecer limites e dizer "não", a sensação de estar sempre sobrecarregada e a luta constante contra o perfeccionismo. Tudo isso pode levar ao esgotamento físico e emocional, questionando a própria essência da força que se busca. 

 

A vulnerabilidade como força 

Redefinir força como a capacidade de aceitar e expressar vulnerabilidade é um passo essencial. A vulnerabilidade, longe de ser uma fraqueza, é uma demonstração de coragem. É reconhecer e compartilhar nossas emoções, inseguranças e medos, o que promove conexões mais profundas e genuínas com os outros e conosco mesmos. Ao abraçarmos nossa vulnerabilidade, nos permitimos experienciar a vida de forma mais plena, entendendo que a força não é a ausência de fraquezas, mas a capacidade de lidar com elas. 

 

Redefinindo a motivação 

A motivação para manter-se forte o tempo todo muitas vezes deriva de pressões externas. No entanto, a verdadeira motivação, aquela que é duradoura e gratificante, deve vir de dentro. Deve ser alinhada com nossos valores e desejos pessoais. As motivações intrínsecas, como a busca pelo crescimento pessoal e pela realização, são mais sustentáveis e gratificantes do que aquelas baseadas apenas na necessidade de apresentar uma imagem de força. 

 

O caminho para o equilíbrio 

Encontrar um equilíbrio entre força e vulnerabilidade é um desafio. Envolve permitir-se momentos de descanso, reconhecer que não precisamos estar no controle o tempo todo e aceitar a autenticidade e a autoaceitação. Este equilíbrio é fundamental para a saúde mental e emocional, permitindo que vivamos nossas vidas de maneira mais plena e significativa. 

 

A narrativa de que as mulheres precisam ser fortes o tempo todo é duplamente desafiadora. Ela inspira resiliência e determinação, mas pode também conduzir à exaustão emocional e física. Redefinir o conceito de força para incluir a vulnerabilidade permite uma compreensão mais holística e saudável de nós mesmos. Ao aceitarmos essa nova definição, as mulheres podem encontrar um meio-termo saudável, onde se sintam fortalecidas em sua totalidade. 

Este artigo é um convite para que as mulheres reconheçam que a verdadeira força vem da capacidade de ser resiliente e vulnerável. É sobre crescer, desfrutar de cada momento e deixar um legado positivo, criando um ciclo de felicidade e bem-estar, tanto para si mesmas quanto para aqueles ao seu redor. 

Katiane Vieira

Desenvolvimento 360º

Escritora, treinadora e palestrante com foco em mudança de comportamento. Graduada em marketing, mestre em gestão de negócios e gestão de pessoas, várias formações e especializações em ciência do comportamento como: psicologia positiva, mindfulness, liderança, autoconhecimento, inteligência emocional, programação neurolinguística (PNL), coaching e neurociência do comportamento. Autora de vários livros sobre desenvolvimento humano e fundadora do Método E.C - Expansão da Consciência.

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