SCTODODIA - Ligados em tudo

Escolha a sua região:

Invista no posicionamento digital da sua empresa com o Estúdio SContime!CLIQUE AQUI
Quarta-feira, 25 de maio de 2022

COLUNISTAS

Lara Silva

O papel da imprensa e dos jornalistas em uma tragédia

11/05/2022 19h14 | Atualizada em 11/05/2022 22h21 | Por: Lara Silva
Foto: Marcus Vinícius/Rádio Cidade Tubarão

Hoje, quando o relógio se aproximar das 23h, faz uma semana que o Rio Tubarão começou a transbordar. Lembro que já estávamos em Plantão, na Rádio Cidade, mas apenas acompanhando a situação das chuvas e os trabalhos que iam sendo suspensos. Íamos encerrar a transmissão exatamente no horário que fomos informados, através das autoridades, que o nível da água estava subindo. Lembro que tive que me organizar para não entrar em pânico, embora eu tenha ficado bastante preocupada, afinal não é todo dia (graças a Deus, claro) que uma enchente começa.

Bom, a partir disso entramos em uma transmissão que durou mais de 36 horas. E eu, particularmente, levei isso tudo como um desafio e como um aprendizado. Quando a pandemia da Covid-19 iniciou, eu trabalhava no Porto de Imbituba, como estagiária do setor de Comunicação. Esse foi meu exemplo mais próximo de uma tragédia. Foi um trabalho intenso de notas explicativas, desmentindo fake news, de orientações e informações úteis à sociedade e à comunidade portuária. Mas algo assim, desse tamanho, como foi em Tubarão, é a primeira vez. 

Lara Silva

Amou-os até o fim

15/04/2022 10h44 | Atualizada em 15/04/2022 14h13 | Por: Lara Silva
Imagem: Filme ‘A Paixão de Cristo’

Dia de silêncio, de meditação. Para os cristãos, dia de recordar o sacrifício, a maior prova de amor. Inocente e livre de qualquer pecado, Jesus se entregou em uma terrível morte: foi crucificado.

De maneira resumida, após ser preso, foi conduzido a Anás e a Caifás; negado por Pedro e entregue à morte. Depois de estar frente a frente com Pilatos e Herodes, começa Sua flagelação. A recompensa por tanto amor foram horas sendo chicoteado, carregando o peso da Cruz, que, sobre seus carinhosos ombros, guardavam nossos pecados. Foi insultado, levou cusparadas, teve mãos e pés perfurados por gigantes pregos; em sua cabeça, uma afiada coroa de espinhos. Mesmo suando sangue, ouvia pessoas duvidando de quem Ele era. 

"Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim". Como bem citou o padre Willian - antigo vigário da Catedral de Tubarão e, agora, pároco em Treze de Maio - não é só amor. É amor até o fim. Quando todos permanecem ou decidem ir embora; quando é aceito pelo sim ou traído pelo não. Amor que escuta o coração, que beija as misérias dos pés. Jesus nos amou (e continua nos amando, apesar de qualquer coisa) por completo. Não é só amor, mas amor até o fim.

Lara Silva

A morte de Olavo de Carvalho

25/01/2022 09h40 | Atualizada em 25/01/2022 13h12 | Por: Lara Silva
Foto: Reprodução

Eu não pretendo, de maneira alguma, fazer palco em cima da morte de alguém, principalmente de alguém tão amado por muitos e com uma longa história de vida. Meu desejo, natural e genuíno, é que ele descanse em paz e a família seja carinhosamente confortada. Escritor, Olavo se autoproclamava filósofo e era considerado o 'guru bolsonarista'. Segundo o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, ele foi "um dos maiores do país". 

No dia 16 de janeiro, Olavo foi diagnosticado com Covid-19 e, apesar da causa da morte ainda não ter sido divulgada, minha coluna, hoje, é sobre isso. Uma de suas filhas, Heloisa de Carvalho, que não mantinha boas relações com o pai desde 2017, alegou que o motivo da morte foi mesmo a doença. Inclusive, em seu perfil no Twitter, pediu que "Deus perdoe ele de todas as maldades que cometeu", mas, claro, criticou as pessoas que estão fazendo pouco caso de seu falecimento. 

Bom, dito isto... Olavo foi um dos maiores negacionistas do Brasil. Se morreu de Covid ou não, influenciou muita gente a não se cuidar nem tomar a vacina e, principalmente, não levar a pandemia a sério. Não sou eu quem falo isso. É ele mesmo, diversas vezes, em suas redes sociais. Ainda em 2020, ele escreveu: "Essa campanha para nos "proteger da pandemia" é o mais vasto e mais sórdido crime já cometido contra a espécie humana inteira".

Lara Silva

Sai ano, entra ano, e o presidente continua igual

29/12/2021 09h52 | Atualizada em 04/01/2022 23h44 | Por: Lara Silva
Foto: Alan Santos/Fotos Públicas

O penúltimo ano do governo Bolsonaro está chegando ao fim, e uma das maiores polêmicas compradas pelo presidente é em relação à vacinação contra a Covid-19. Não é preciso muito esforço para lembrar todas as vezes que ele se posicionou contrário à imunização. As últimas discussões giram em torno da liberação da vacina para crianças entre cinco e 11 anos. No entanto, a briga é mais antiga que isso. Antes do início da campanha no Brasil, foram inúmeras as vezes que ele foi contra a obrigatoriedade da vacina, dizendo que não seria vacinado e que não tinha pressa para isso (haja paciência, realmente!). Claro que não posso esquecer de mencionar a insinuação de que vacinados virariam jacarés:

- Se você virar um chi ... virar um jacaré, é problema seu, pô. 

Apesar de tanto negacionismo e resistência do presidente, as vacinas chegaram e a população começou a ser imunizada em uma grande força-tarefa de todos os Estados. Mas, junto com Bolsonaro e seus ministros, existem muitos cidadãos que optaram por não serem vacinados. As justificativas são inúmeras - uma mais descabida que a outra. Ainda assim, o Brasil avançou consideravelmente na vacinação contra a doença e hoje apresenta bons números. Exemplo disso é Santa Catarina, que se tornou destaque pelos resultados positivos: cerca de 94% da população com mais de 12 anos está vacinada com a primeira dose e 83% deste público já com as duas.

Lara Silva

Eles fingem que fiscalizam e a gente finge que acredita

04/12/2021 10h19 | Atualizada em 06/12/2021 13h28 | Por: Lara Silva

Que os eventos não estão cumprindo (quase) nenhum regramento, isso é fato. Pedem comprovante de vacina e solicitam o uso de máscara na entrada... Grande coisa! Dentro da festa, todos fazem o que bem entendem e a vigilância "não tem como fiscalizar". Todo fim de semana, vejo stories de pessoas conhecidas em locais lotados, que parecem não ter espaço nem para se mexer direito (a senhora de 60 anos que habita em mim nunca gostou disso, ainda mais na pandemia...). 

Agora "proibiram" eventos de Réveillon, mas festas fechadas estão liberadas, desde que cumpram os protocolos do Evento Seguro. Quais protocolos? Quem respeita? Quem fiscaliza? É, no mínimo, ridículo cobrar de alguns se outros não cumprem as medidas exigidas. Não sei se para alguém isso faz sentido, mas qual o motivo de um evento na rua ser rigorosamente impactado, quando milhares de pessoas se espremem em locais sem ventilação, ou qualquer outra coisa que pareça ser mais "segura". 

Lara Silva

Carta para o meu cabelo

11/11/2021 18h06 | Atualizada em 11/11/2021 21h11 | Por: Lara Silva

Estou escrevendo isso para registrar esse processo que, mais que doloroso, é libertador. Quero voltar aqui, daqui algum tempo, para relembrar o porquê da minha decisão.

Quem me conhece sabe que eu nunca cuidei do meu cabelo natural. Nasceu liso, criou muitos cachinhos, cortaram, ficou ondulado e, sem hidratação, perdeu qualquer definição que pudesse ter. Confesso que, na pré-adolescência (aposto que é a pior fase de qualquer ser humano), não gostava dele e, então, alisei. Aos 10 ou 11 anos, não me lembro ao certo. 

Foi com meu cabelo liso que eu me apaixonei pela primeira vez. Ele estava comigo nas minhas formaturas, na apresentação do TCC e na entrevista para o primeiro emprego. Foi com ele que eu viajei, conheci pessoas novas, fiz amizades, me mudei. Ele permaneceu comigo por mais de dez anos.

Mas, apesar disso, ele não acompanhou grandes fases da minha vida. Ele não me viu nascer, não estava comigo nos primeiros passos ou nas primeiras palavras. Não foi ele que recebeu o primeiro lacinho nem a primeira xuxinha. Ele não me viu chorar por não gostar de alguma comida ou porque minha mãe brigou comigo quando fiquei emburrada em público.

Lara Silva

Marília e a urgência da vida

06/11/2021 11h46 | Atualizada em 06/11/2021 16h50 | Por: Lara Silva

Quando Marília saiu de casa hoje, para fazer um show que mais de oito mil pessoas aguardavam, ninguém sabia que ela não voltaria nunca mais. Você já parou para pensar nisso? Ela não deve nem ter se despedido direito do filho ou dado um abraço forte na mãe.

Sério, você já pensou que quando alguém que você ama sair pela porta pode nunca mais voltar?

O marido que vai cedo para o trabalho, os filhos que vão para a escola, a mãe quando vai ao mercado do outro lado da rua. Pode ser que eles voltem em poucas horas, como é o esperado. Mas pode ser que não.

Como estava a relação de vocês antes da porta fechar? Você disse o quanto amava aquela pessoa ou brigou, xingou e tratou mal?

Lara Silva

Por que o jornalismo?

01/11/2021 19h19 | Atualizada em 01/11/2021 22h28 | Por: Lara Silva

Lembro de ser muito desenvolta desde pequena. Era aquela criança que conversava com todo mundo, fazia amizade fácil, nunca tive problema com exposição (seja apresentação de música, dança e teatro na escola ou eventos maiores). Todas essas características me acompanham até hoje e vejo que isso me ajuda muito na profissão. Porém, de todas as opções existentes, Jornalismo nunca esteve no meu top 5. Nunca!

O primeiro vestibular que prestei foi para Artes Cênicas em Florianópolis, mas ainda estava no segundo ano do ensino médio. Depois, já no terceirão e fazendo cursinho, mirei em Nutrição. Só que, nesse meio tempo, eu fui apresentada de uma maneira muito especial ao Jornalismo. Fui confundida com uma aluna do curso, em 2016, e ali comecei a conversar com o Mário, que depois viria a ser meu coordenador de curso.

Lara Silva

Acordei com saudade… E agora?

29/10/2021 11h03 | Atualizada em 30/10/2021 13h53 | Por: Lara Silva

Esses dias fui dormir com saudade da minha avó. Sim, eu tenho 22 anos e sinto muita falta dela, apesar de não estar tão distante assim – são uns 70 quilômetros, acredito eu. Há dois finais de semana eu não a vejo, porque não estou indo para Imbituba. Sinto saudade do colo dela, de quando eu chegava em casa e o almoço estava pronto, das piadas que ela faz, da pergunta sobre como foi meu dia. 

Enquanto fazia comida, esses dias, começou a tocar a música que ela canta quando me vê: "Eu amei te ver". Confesso que, como boa melancólica, chorei e fui recordando de todos os nossos melhores momentos juntas, como quando eu era criança e ela me levava para escola, as cabaninhas com lençol que ela fazia na sala, as idas ao parque, o tanto que ela ouvia Ivete Sangalo só porque eu amava o mesmo dvd, da emoção quando me formei...

Eu realmente não consigo imaginar uma vida sem a minha avó, e sei que isso é errado. A fim de parar de chorar, precisei lembrar das escolhas que fiz para estar assim, cada vez mais longe dela. A faculdade que durou quatro anos e meio, o primeiro emprego que me fez parar de almoçar com ela todo dia e, agora, morar em outra cidade e espaçar em semanas minhas visitas aos sábados. 

Lara Silva

Alguém já te perguntou o que é o amor?

10/10/2021 10h00 | Atualizada em 10/10/2021 20h16 | Por: Lara Silva

Pra mim, sim. Há uns bons meses. Lógico que a pessoa ficou sem resposta, porque eu não soube defini-lo de maneira correta e justa. Falar sobre o amor de pai/mãe e família, no geral, é mais simples, visto que é muito fácil a gente amar alguém que conhece desde o nascimento. O problema é tentar explicar o que entende-se por amor. Apesar de ter ficado sem responder, lá atrás, ontem eu enviei a resposta. Não que eu tenha descoberto o melhor jeito para finalizar o assunto, mas ouvi uma maneira bonita de falar sobre ele.

Certa vez, um amigo meu, seminarista, lançou a seguinte frase: "Amar é ter um motivo para morrer", referindo-se ao amor de Jesus, de Deus, pela humanidade. Falar isso em um contexto religioso soa comum. Mas, durante esses meses, eu fiquei pensando em uma forma mais terrena de responder sobre o amor. E essa resposta me veio através de uma história... de amor, obviamente. Aqueles registros que são contados com brilho nos olhos, sorriso largo e, mesmo depois de 20 anos, com a mesma intensidade, creio eu, que no começo. Até hoje, a esposa deixa um bilhete embaixo do prato do marido, na hora do almoço, escrito "aqui senta o homem mais lindo do mundo". Isso é algo tão singelo, mas tão significativo (pelo menos pra mim, uma pessoa que ama ouvir sobre o amor).

OUÇA NOSSAS RÁDIOS

SCTODODIA - Ligados em tudo Grupo Catarinense de Rádios
Alfredo Del Priori, 430 Centro | Criciúma - SC | CEP: 88801630
48 3045.5144
SCTODODIA - Ligados em tudo © Todos os direitos reservados.
Demand Tecnologia

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.