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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Lara Silva

O papel da imprensa e dos jornalistas em uma tragédia

11/05/2022 19h14 | Atualizada em 11/05/2022 22h21 | Por: Lara Silva
Foto: Marcus Vinícius/Rádio Cidade Tubarão

Hoje, quando o relógio se aproximar das 23h, faz uma semana que o Rio Tubarão começou a transbordar. Lembro que já estávamos em Plantão, na Rádio Cidade, mas apenas acompanhando a situação das chuvas e os trabalhos que iam sendo suspensos. Íamos encerrar a transmissão exatamente no horário que fomos informados, através das autoridades, que o nível da água estava subindo. Lembro que tive que me organizar para não entrar em pânico, embora eu tenha ficado bastante preocupada, afinal não é todo dia (graças a Deus, claro) que uma enchente começa.

Bom, a partir disso entramos em uma transmissão que durou mais de 36 horas. E eu, particularmente, levei isso tudo como um desafio e como um aprendizado. Quando a pandemia da Covid-19 iniciou, eu trabalhava no Porto de Imbituba, como estagiária do setor de Comunicação. Esse foi meu exemplo mais próximo de uma tragédia. Foi um trabalho intenso de notas explicativas, desmentindo fake news, de orientações e informações úteis à sociedade e à comunidade portuária. Mas algo assim, desse tamanho, como foi em Tubarão, é a primeira vez. 

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No entanto, o foco dessa coluna não é dizer que foi uma semana insana ou que todos ficaram aliviados quando o nível do rio começou a voltar à normalidade, ainda que muitas comunidades tenham sido terrivelmente impactadas pelo grande volume de chuva. Enfim... o que pensei quando decidi escrever isso aqui foi no papel que tivemos no meio disso. Entre desesperados e desalojados, tubaronenses ou pessoas de fora querendo saber como a cidade estava, fomos muito mais que um meio de comunicação. Fomos conforto, verdade e compromisso com cada cidadão. Sem alarme, pânico ou sensacionalismo. Sem fazer palco em cima da dor dos outros, a dor de pessoas que perderam tudo e ainda tinham que lidar com câmeras e celulares na frente. Um trabalho que, nem de longe, cutucou a ferida até esgotar o sangue. 

Formada há pouco menos de um ano, usei toda a responsabilidade que adquiri. Não apenas durante a faculdade, mas ao longo da vida. Pra mim, é muito natural olhar para a dor do outro, sentir compaixão, fazer o possível para ajudar e, mesmo assim, saber o limite. Tenho a certeza de que foi exatamente isso que a Rádio Cidade Tubarão fez, através de todos os profissionais que se dedicaram incansavelmente para fechar a semana com informação de qualidade. Foi exaustivo? Sim, muito. Mas é um episódio que levarei sempre comigo, como forma de crescimento e superação de expectativas. Aos colegas de imprensa, que seguiram a mesma linha, vocês têm noção da importância do trabalho para a cidade. Nada paga isso.

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