Sexta-feira, 12 de abril de 2024

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Laura Lidia Rosa

Ecodesign: Integrando a natureza e a funcionalidade na Arquitetura Solarpunk na Rede de Escolas Municipais

27/02/2024 08h55 | Por: Laura Lidia Rosa

Olá! Hoje irei apresentar para vocês, caros(as) leitores, um “Protótipo de Projeto Arquitetônico Educional Solarpunk”, para ser implantado em “Rede de Escolas Municipais”, que integram o partido arquitetônico de Ecodesign, que cumprem os 17 ODS da agenda 2030, e que avaliam o programa de necessidades com Inteligência Artificial, Automação, Design Universal e práticas que mitigam impactos ambientais e sociais, através da escolha correta de materiais sustentáveis.


O Ecodesign é uma abordagem que busca integrar a natureza e a funcionalidade na arquitetura moderna e verdejante, permitindo a construção de edifícios sustentáveis solarpunk e resilientes com adoção de design universal e design biofílico e com implantação de materiais ecologicamente responsáveis. 


 Essa prática foi escolhida para o projeto da Rede de Escolas Municipais, pois traz um sistema avançado na produção e no cronograma ágil,  com a técnica de construção civil a partir da Arquitetura Modular, que traz uma proposta de sistema construtivo seco e rápido e envolve a utilização de materiais e técnicas que minimizam o impacto ambiental, promovendo o equilíbrio entre as necessidades humanas e a preservação do meio ambiente, 

               No Ecodesign, são considerados aspectos como eficiência energética, uso de fontes renováveis ​​de energia, reutilização de materiais, conservação da água, redução da poluição, redução do carbono e recuperação do nitrogênio do solo com adoção de jardins com plantas nativas da família das plantas xerófitas. Além disso, o projeto arquitetônico é pensado para promover uma interação harmoniosa entre o ambiente construído mais acessível e o entorno natural.

              Uma das principais estratégias do Ecodesign é aproveitar ao máximo os recursos naturais disponíveis. Isso inclui o design de edifícios voltados para capturar luz solar adequada para iluminação natural e aquecimento passivo, bem como para promover ventilação cruzada que minimize a necessidade de sistemas artificiais de climatização, ou ventilação subterrânea, ou através da adoção de paredes verticais com três propostas de materiais, entre eles:

- Cobogós com paredes vazadas e elementes estéticos decorativos;
- Brises de controle de insolação e ventilação;
- Paisagismo Vertical com técnica de design biofílico em hortas medicinais e alimentícias.

Além destes três elementos, existem outros materiais sustentáveis ​​que são amplamente utilizados no Ecodesign. A estrutura de uma construção modular geralmente é feita de aço galvanizado, que é resistente, durável e permite a montagem e desmontagem das peças com facilidade, já nos acabamentos internos, isso pode variar, conforme as preferências estéticas e funcionalidades do projeto.

Podem incluir gesso cartonado (drywall) para paredes internas, pintura, papel de parede, azulejos ou placas decorativas, que também incluem madeira certificada proveniente de florestas manejadas de forma sustentável, tintas sustentáveis, uso de concreto com baixo teor de carbono ou até mesmo materiais reciclados como vidro, aço corten e metal, não esquecendo do isolamento, que é importante para garantir o conforto dentro da construção modular, adotando materiais como lã de rocha, lã de vidro ou poliestireno expandido são utilizados para proporcionar isolamento térmico eficiente.

              A integração da natureza também é um elemento-chave do Ecodesign. A criação de espaços verdes em torno dos edifícios com técnicas de Design Biofílico ajudam na regulação térmica e melhoram a qualidade do ar.

Além disso, telhados verdes ou jardins verticais com prados polinizadores, que podem ser incorporados aos projetos arquitetônicos para proporcionar benefícios adicionais à biodiversidade local e a recuperação de biomas nativos.

               Em resumo, o Ecodesign busca criar Edifícios solarpunk na Rede de Escolas Municipais com Design Moderno eficiente e que sejam funcionais e ao mesmo tempo estejam em harmonia com o meio ambiente através do cumprimento da agenda 2030.

Essa abordagem valoriza a utilização consciente dos recursos naturais disponíveis, além da escolha cuidadosa dos materiais utilizados na construção. O resultado são construções mais sustentáveis ​​e ecologicamente responsáveis ​​que contribuem para um futuro mais equilibrado em termos ambientais.
 

Laura Lidia Rosa

Visão além do alcance

Laura Lidia Rosa é arquiteta, urbanista, ecodesigner e xeropaisagista. Desde 2016, é CEO do Escritório de Projetos Coletivos URBAN etc., focando em treinamentos, ecomentorias, cursos e estratégias projetuais solarpunk para reduzir impactos ambientais.

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

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