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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Lucas Marques

A primeira (e merecida) derrota do Hercílio Luz

17/02/2022 11h43 | Atualizada em 17/02/2022 17h54 | Por: Lucas Marques
Foto: Gustavo Meíja/HLFC

Imagine você, torcedor do Hercílio Luz, recebendo lá no início de janeiro a notícia de que o Leão do Sul seria o último invicto a cair no Campeonato Catarinense? Pois é, o cenário era improvável no início da competição, e segue sendo muito favorável ao Hercílio, mas a primeira derrota enfim veio. E deixou um gosto amargo.

A diferença que se pôde notar no Hercílio Luz desta quarta-feira não foi na escalação, já que Raul Cabral repetiu o time que bateu o Camboriú no Aníbal, mas sim a postura em campo. Jogando contra o taticamente organizado, mas tecnicamente fraco, Barra, no estádio que leva seu nome, o Hercílio Luz, em momento algum, fez valer sua superioridade dentro das quatro linhas. A equipe até controlou a posse de bola em dado momento do jogo e criou chances para sair na frente, mas o individualismo dos seus atacantes (que vem se tornando comum e precisa ser corrigido), impediu o Leão de balançar as redes. Quem não desperdiçou a chance que teve foi o Barra, que saiu na frente em um chute de raríssima felicidade de Dudu.

 

Foi na segunda etapa que os problemas mais notáveis do Hercílio ficaram expostos: o meio-campo, hoje, sofre com a falta de peças em boa fase. É notável a queda de rendimento de Vitinho. Mal contra o Camboriú, o camisa 10 entrou desligado e fora da rotação do jogo, novamente contra o Barra. Jonathan Cabeça entrega pouco, tanto na criação, quanto na chegada ao ataque. E Garraty, como sempre, desfilou sua displicência no gramado do Dr. Hercílio Luz, e levou o terceiro amarelo em um lance desnecessário, se tornando desfalque para o jogo contra o Marcílio Dias. No banco, Raul tinha Andrei Alba, que recebeu poucos minutos nesse ano, e o recém-chegado Jean Martim (na coletiva pós-jogo, questionei ao técnico Raul Cabral o motivo para ele não estrear. Segundo o treinador, a preferência pela entrada de Garraty foi pela característica do chute de fora da área do meia).

No ataque, Raul tentou repetir a inversão de lado dos pontas que funcionou na primeira etapa contra o Camboriú, com Dentinho pela esquerda e Luan Ferreira pela direita, porém, salvo raras exceções, os jogadores de lado pouco apareceram. As entradas de Vinícius Urbano e Lucas Pederzoli trouxeram uma postura mais ofensiva, mas a falta de intensidade e organização da equipe atrapalhava qualquer tentativa de chegar ao empate.

Pelo lado do Barra, ficou marcado a cera do goleiro Jefferson Romário e o atraso proposital dos gandulas em repor a bola em jogo. Entendo que é uma equipe que necessita valorizar cada ponto no campeonato, mas não precisava de tanto.

Acima de tudo, a partida foi um teste da capacidade de reação do Hercílio Luz em jogos que se apresentam difíceis. Se na partida com o Brusque, após tomar o empate no finzinho, a equipe conseguiu reagir e ainda sair com a vitória, contra o Barra os sinais já não foram tão bons. Ainda não vejo motivos para desespero, mas há detalhes a serem corrigidos até o mata-mata do Estadual.

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