Sexta-feira, 12 de abril de 2024

COLUNISTAS

Lucas Marques

O que os números dizem sobre o Hercílio Luz de Alexandre Lopes

28/02/2024 15h59 | Por: Lucas Marques
Foto: Bianca Coan/HLFC

É consenso entre quem acompanha o Hercílio Luz, seja no dia-a-dia ou de forma mais distante, que o ponto da virada de chave da equipe no Campeonato Catarinense foi a chegada do técnico Alexandre Lopes – desde então, foram duas vitórias, três empates e nenhuma derrota. Um raro e crucial acerto do atual comando de futebol, corrigindo o curso após falhar na aposta com o jovem Felipe Moreira.

Em campo, se observa uma equipe coesa e que rapidamente vai ganhando identidade como um time veloz e agressivo. Mas e as estatísticas, dão base ao que se percebe a olho nu?

Nos cinco jogos de Alexandre, o Leão do Sul teve uma média de 51,2% de posse de bola. Em apenas duas dessas ocasiões – contra Marcílio Dias (57%) e Nação (53%) – teve ampla superioridade no quesito. Ao mesmo tempo, a média de finalizações do Intrépido é alta: 12,4, em um total de 62 chutes em cinco partidas, o que evidencia uma equipe com menor tendência em controlar o jogo, mas com capacidade para ser direta na busca do gol. Curiosamente, a única partida em que a equipe teve menos de dez finalizações foi diante do Concórdia, quando goleou por três a zero.

publicidade

No quesito xG (Gols esperados), métrica usada para analisar quantos tentos se esperaria que a equipe marcasse com as situações de finalização que teve, o Hercílio Luz soma um total de 8,68xG nos jogos em que foi comandado por Alexandre – marcando oito gols, indicativo de que as chances criadas, de maneira geral, foram aproveitadas. Somente diante do Nação, o Intrépido teve um xG de 3.55, mostrando que a equipe criou o suficiente para vencer, mas não foi efetiva. Nos pênaltis, como o desperdiçado por Danilo Mariotto na ocasião, o xG (expectativa de gol) padrão é de 0,76.

No âmbito defensivo, são três gols sofridos em cinco partidas, uma melhora gritante na comparação com os oito tentos nos cinco jogos sob o comando de Felipe Moreira. É visível que a linha defensiva ainda necessita de ajustes – táticos e de entrosamento – o que é amenizado pela marcação compacta e em linha alta da equipe. Até aqui, foram 198 interceptações, com média de quase 40 por partida, muitas delas já no campo de ataque, evitando expor o setor defensivo da equipe.

Em linhas gerais: um time que sabe ocupar espaços e pressionar a saída de bola do adversário, tomando a posse e partindo com objetividade a meta adversária. Alexandre chegou, prometeu uma equipe “agressiva com e sem a bola”, e até o momento vem cumprindo.

Os dados foram retirados do site Sofascore, que agora compila de forma detalhada as estatísticas do Campeonato Catarinense.

Lucas Marques

Chute cruzado

Coordenador de esportes da Rádio Cidade Tubarão, apresentador do programa diário Central do Esporte e dos semanais Grande Área Debate e Grande Área Entrevista, co-host e produtor do Cidade a Caminho da Copa, colunista do portal SC Todo Dia, apaixonado por futebol, política e maradoniano devoto. Você me encontra nas redes sociais no @uMarrques

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

VER COLUNAS
SCTODODIA - Ligados em tudo Grupo Catarinense de Rádios
Alfredo Del Priori, 430 Centro | Criciúma - SC | CEP: 88801630
(48) 3045-5144
SCTODODIA - Ligados em tudo © Todos os direitos reservados.
Demand Tecnologia

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.