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Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

COLUNISTAS

Lucas Marques

Um crime foi cometido

30/01/2023 17h45 | Atualizada em 30/01/2023 20h42 | Por: Lucas Marques
Foto: Getty Images

Sim, é isso mesmo que você leu no título. Um crime, a céu aberto, com milhares de testemunhas e televisionado para o mundo foi cometido.

A vítima? Qualquer um que goste de futebol.

Estive refletindo sobre o que possivelmente foi o último confronto entre Messi e Cristiano Ronaldo, os dois maiores jogadores do Século XXI e sem sombra de dúvidas a maior rivalidade já vista entre dois atletas do esporte bretão. Craques que outrora proporcionavam embates históricos em palcos como Santiago Bernabeu e Camp Nou, se digladiavam no topo das artilharias e tomaram de assalto as premiações individuais do mundo futebolístico ao ponto de surgirem proposições, à sério, de criarem uma Bola de Ouro para os dois disputarem entre si e outra para os jogadores “comuns”. 

Pense no futebol como uma produção hollywoodiana, com roteiros épicos pré-definidos, e não como a loucura imprevisível que nos cativa. Neste cenário, qual seria a despedida ideal para essa rivalidade?

Tenho certeza que a última coisa que se passou pela sua cabeça foi um modorrento amistoso entre Paris Saint-Germain e um combinado (?) entre Al-Hillal e Al-Nassr, espremido numa brecha no calendário das equipes e disputado no Oriente Médio. Sob os olhares desatentos de Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita e financiador da equipe de Cristiano, e Nasser Al-Khelaïfi, CEO do fundo de investimentos ligado ao governo do Qatar que banca o time de Lionel, o jogo correu normalmente, dentro da bizarrice que é o novo normal do futebol.

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Vale o asterisco de que a última vez que Messi e Cristiano haviam se enfrentado foi num jogo de fase de grupos da UEFA Champions League entre Barcelona e Juventus, em 2020, sem a presença da torcida devido a pandemia. Seria uma despedida aquém do que foi essa rivalidade, admito, mas ainda assim quilometricamente melhor do que a bizarrice que vimos recentemente, afinal de contas, esta foi uma partida de futebol de verdade.

E quem são os culpados por este tal crime, apontado pelo colunista que vos escreve no título? Alguns diriam que os próprios Messi e Ronaldo, cujos salários atingiram níveis tão estratosféricos que nenhuma equipe normal de futebol seria capaz de pagar, sobrando apenas os clubes-satélite de ditaduras sanguinárias. Outros culpariam a FIFA, entidade máxima do futebol que não só permite a existência dos tais clubes-propaganda, mas a incentiva, vendendo uma Copa do Mundo ao dinheiro do petróleo.

Apontem o dedo para quem desejarem, mas isso não mudará o fato de que o futebol nos foi roubado para virar o brinquedo de ditadores bilionários, à plena luz do dia e com testemunhas para todo o lado.

Lucas Marques

Chute cruzado

Coordenador de esportes da Rádio Cidade Tubarão, apresentador do programa diário Central do Esporte e dos semanais Grande Área Debate e Grande Área Entrevista, co-host e produtor do Cidade a Caminho da Copa, colunista do portal SC Todo Dia, apaixonado por futebol, política e maradoniano devoto. Você me encontra nas redes sociais no @uMarrques

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

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