SCTODODIA - Ligados em tudo

Escolha a sua região:

Domingo, 24 de outubro de 2021

COLUNISTAS

Matheus Aguiar

Pênalti inexistente não afasta o brilho da vitória do Hercílio

23/10/2021 17h49 | Atualizada em 23/10/2021 20h49 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Patrícia Amorim/HLFC

A vitória com gol de pênalti inexistente não mancha o brilho de um time que alcançou a 5ª vitória em seis jogos disputados na Copa Santa Catarina de 2021. O Hercílio tem feito mais do que o esperado e se permite sonhar com o título da competição e uma vaga na Copa do Brasil de 2022.

Vinícius Urbano cavou o pênalti, mas é injusto dizer que só venceu em razão do lance. O Hercílio jogou bem, apesar da ausência de Wellington, seu principal jogador. A volta de Fabinho foi fundamental para a boa movimentação ofensiva, que foi beneficiada por um bom jogo do lateral direito Cleiton, que precisava reconquistar a confiança após ir mal na semana passada, na derrota para o Marcílio Dias em Itajaí. 

Agora o Hercílio pode preservar jogadores em Jaraguá do Sul, contra o Juventus, na última rodada. Mesmo se perder, termina a primeira fase na liderança. Vai decidir a fase final em casa e joga por dois resultados iguais. Hora de Raul Cabral observar peças interessantes que pouco jogaram, como Eduardo Meurer, Jonathan e Vitinho. 

E por falar no treinador, é um excelente início do técnico tubaronense à frente do Hercílio. Com reforços naturais que devem chegar para o Campeonato Catarinense de 2022, projetar um elenco mais forte na próxima temporada é tudo que Raul precisa para realizar uma competição segura na próxima temporada.

Matheus Aguiar

Estão enganando os cãezinhos inocentes

20/10/2021 14h49 | Atualizada em 20/10/2021 17h51 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Rádio Cidade

Os meses de setembro e outubro, a cada dois anos, costumam ser os de maior carinho recebidos pelos cachorros. Já viu rede social de candidato? Imagino que profissionais que trabalhem a imagem do político colocam como regra básica bater uma foto com um cãozinho. Mas não com aqueles de raça, com pelos bem cuidados e que vivem em mansões. Estou falando dos que ficam nas ruas das cidades. Que seguem alguém que possa oferecer comida ou, quem sabe, um local aconchegante para ele dormir. Um dos meus cães, o Mano, deve dormir umas 23h por dia. Só acorda para comer e passear.

Os políticos precisam postar em suas redes sociais fotos com cães. E devem necessariamente estar agachados, quase sempre fazendo carinho no inocente animalzinho. O texto precisa ser fofo, de preferência dando o nome do cachorro, falando algo engraçado e, se sobrar espaço na publicação, aí sim algum compromisso com a causa animal. Aumentar investimentos para ter um bom programa de castração e microchipagem, auxiliar cuidadores, conscientizar as pessoas para que não abandonem e por aí vai.

Nessa semana mostramos, na Rádio Cidade, que o Ministério Público tem se preocupado com a estrutura da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) de Tubarão. Ouvimos a promotora e o secretário de Saúde. O problema não é de hoje. Quase sempre há reclamações sobre os cuidados do poder público com o local. Quando ainda se chamava Centro de Controle de Zoonoses já havia problemas. Em resumo, só mudou o nome.

Infelizmente falta prioridade com a causa animal. As prefeituras, em geral, possuem orçamentos de milhões de reais. O problema não é a falta de dinheiro, mas a ordem de prioridades. Se para a classe política bater foto com animal abandonado nas ruas está na lista preferencial de atos para realizar durante a campanha, uma boa política pública que privilegie o bem-estar animal tem passado longe. Esse nem o melhor marqueteiro eleitoral consegue resolver.

Matheus Aguiar

Histórias de 16 de outubro

19/10/2021 10h02 | Atualizada em 19/10/2021 18h18 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Divulgação

Todo tubaronense tem uma história no dia 16 de outubro de 2016. A minha envolve uma tentativa de assistir Internacional x Flamengo. O domingo foi em função da partida. Fiz o que precisava e perto das 16h sentei no sofá para acompanhar o duelo. O Inter estava mal no campeonato e ainda não sabia que seria rebaixado. Mesmo assim os flamenguistas sabem: jogar em Porto Alegre é prenúncio de derrota. Jorge Jesus e muito dinheiro mudaram isso depois.

Não deu para ver o jogo. Minutos antes das 16h nuvens escuras surgiram na cidade e começou o vento. O domingo foi de muito calor e alguns procuraram as praias da região. Com o tempo fechando, viram de dentro do carro o início da destruição. O vento era muito forte e não parava. Casas e empresas, aos poucos, eram destruídas. Em residências e apartamentos as pessoas torciam para tudo acabar logo. Foi um filme de terror.

Quem é de Tubarão cresceu com medo do rio. A enchente de 1974 causou consequências sentidas até hoje. Centenas de pessoas morreram. No jornalismo, qualquer chuva forte gera um movimento natural: procurar a Defesa Civil e questionar sobre o nível do rio. Ninguém imaginava que uma tragédia aconteceria em 2016 e não teria nada a ver com a chuva.

Talvez o 16 de outubro ficasse marcado por centenas de mortes, assim como em 74. Quis o destino que o vendaval ocorresse em um domingo, sem o comércio aberto, as empresas funcionando e as escolas cheias de estudantes. Infelizmente a menina Maria Clara de Souza, de oito anos, perdeu a vida. Uma árvore caiu sobre um carro, onde ela estava. Uma tragédia.

Muita coisa foi destruída na cidade. Vários empresários fecharam seus negócios, tamanho prejuízo. Estruturas públicas foram severamente danificadas. Nos dias seguintes houve um festival de visitas e promessas de autoridades políticas. Na prática, pouca coisa mudou. Alguns, inclusive, disseram que a ponte pênsil, destruída com o vento, daria lugar a uma passarela de concreto que levaria o nome da menina Maria Clara. A passarela veio, mas a homenagem não.

O Inter ganhou do Flamengo por 2x1. E por falar em futebol, o Tubarão, que fez grande campanha no Campeonato Catarinense da Série B, teve prejuízo com danos na estrutura do estádio Domingos Gonzalez. Foi abraçado pelo Criciúma, que, vejam só, muitos daqui não gostam. Ele cedeu o estádio para o jogo decisivo da segundona, entre o Peixe e o Porto. Outubro terminou com a goleada do Tubarão por 9x1 no Heriberto Hülse e o acesso à elite. 

 

Matheus Aguiar

As lições da Copa Santa Catarina

13/10/2021 14h16 | Atualizada em 13/10/2021 19h01 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Patrícia Amorim/Hercílio Luz

Em 2018 o Hercílio Luz fez uma belíssima campanha na Copa Santa Catarina. Jogou 10 partidas na primeira fase e venceu nove. Só perdeu para o time de garotos do Figueirense, que naquele ano vivia situação melhor e atuava na Série B do Brasileiro. Lembro que o time da Capital deu um show de bola no adversário de Tubarão. No returno, aliás, mesmo vencendo, o Hercílio alcançou um dos resultados mais injustos que já vi em um estádio. Aquele 1x0 nada merecido. Gostei muito do treinador daquele time, Fábio Matias. Foi para o Internacional e hoje está no Flamengo. 

Voltando ao campeonato, a ótima campanha proporcionou uma sequência de sete vitórias seguidas. Além de vencer todas entre a 4ª e 10ª rodada, emendou um resultado excelente, aplicando 1x0 no Tubarão fora de casa no jogo de ida das semifinais. Juliano fez o gol naquele dia. Depois um empate em casa levou o Leão à final. Na decisão foram dois empates contra o Brusque de Pingo: 0x0 fora e 1x1 no Aníbal Costa. Nos pênaltis o time do Vale levou o troféu, erguido em Tubarão.

Relembrar esses momentos é importante para o atual elenco do Hercílio. O time ganhou os quatro jogos que fez na Copa SC. A defesa nem sequer foi vazada. O time está virtualmente classificado às semifinais com três rodadas de antecedência. Ter os pés no chão é fundamental para sonhar com uma vaga na final e, quem sabe, o título. Continuar jogando da mesma maneira e considerar a possível vantagem de dois resultados iguais é importante.

Em 2018 o time decidiu colocar o regulamento embaixo do braço. Jogou para empatar contra o Tubarão em casa e quase perdeu. Na final, após empatar fora, jogou outra vez fechado em casa e quase foi derrotado. Raul Cabral tem a oportunidade de dar ao Hercílio Luz um troféu e levar o clube para a Copa do Brasil do ano que vem. Edson Vieira não conseguiu, deixou o clube e viu o Leão ser rebaixado no estadual do ano seguinte. 

Que o time é melhor em 2021 eu não tenho dúvida. O técnico também. Mas a história mostra: nas semifinais o campeonato muda. E o Hercílio precisa estar pronto desta vez.

Matheus Aguiar

Um mês de silêncio

08/10/2021 11h46 | Atualizada em 08/10/2021 18h51 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Atlético Tubarão/Divulgação

O Tubarão venceu o Guarani de Palhoça no dia 12 de setembro. O placar mínimo de 1x0 garantiu ao clube o 6° lugar no Campeonato Catarinense da Série B. Foram cinco vitórias muito comemoradas. Na Copa Santa Catarina do ano passado, o time não ganhou de ninguém. Na Série D houve apenas um resultado positivo - mesma quantidade do Campeonato Catarinense de 2020. O Íbis teria inveja. 

Faz quase um mês que o Tubarão não entra em campo. Desde 12 de setembro não há pronunciamento oficial sobre o futuro. Nem do clube associativo e muito menos da empresa que comanda o time. Um silêncio sepulcral, muito diferente do barulho que a torcida fazia nos jogos em casa, como naquela vitória contra o rival Hercílio Luz em fevereiro de 2018, ou no título da Copa Santa Catarina, ainda em 2017, contra o Brusque. 

Há quatro anos o projeto ainda era inicial. A estrutura do estádio Domingos Gonzalez era gradualmente melhorada. No ano seguinte houve a construção de um camarote para autoridades, feito no outro lado da arquibancada principal. O contato entre torcida e dirigentes diminuiu. Era intenso, com juras de amor, que passaram depois  a acontecer com uma das partes no campo. Em 2019 nada mais. A entrevista coletiva de início do ano parecia um prenúncio. "O Tubarão vai precisar aprender a caminhar sozinho". Lembro dessa frase como se fosse hoje.

Não caminhou só e nunca vai caminhar. Tem uma torcida grande e apaixonada - e barulhenta também. Que age pelo bem do clube e nunca por benefício próprio. E por mais que ela, pela falta de jogos do clube, precise começar a praticar outros esportes, como beach tennis, para ter diversão, o futebol ainda é prioridade. Aliás, beach tennis é legal? 

Matheus Aguiar

Tombe a ponte, prefeito!

06/10/2021 10h45 | Atualizada em 06/10/2021 16h27 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Marcus Vinícius

Tombamento. Sério, quem criou essa palavra para definir que a estrutura deve ser preservada? Quando nós perguntamos se determinado equipamento deve ser tombado, muita gente concorda: "com certeza, derrubem! Não tem utilidade", argumentam, cheios da razão, imaginando que tombar significa colocar abaixo. Na verdade, a palavra tombamento tem origem portuguesa e significa fazer um registro do patrimônio de alguém em livros específicos num órgão de Estado que cumpre tal função. Ou seja, utilizamos a palavra no sentido de registrar algo que é de valor para uma comunidade, protegendo-o através de legislação específica. O tombamento pode ser aplicado a bens móveis e imóveis também.

 

Matheus Aguiar

Uma sugestão para o Hercílio Luz ter mais torcida no estádio

01/10/2021 11h31 | Atualizada em 01/10/2021 14h31 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Hercílio Luz

Outro dia tive vontade de ir ver o Hercílio Luz jogar. Era um sábado bonito, trabalhei pela manhã e depois de um cochilo depois do almoço lembrei que o time de Tubarão iria estrear em casa pela Copa Santa Catarina contra o Caçador. "Vou convidar meu pai", pensei. Ele gostou da ideia e foi logo colocar no bolso da calça o comprovante de vacina contra a covid-19. Ele sempre foi muito preocupado e ficou feliz quando chegou a vez de tomar vacina.

Ir ao jogo do Hercílio ficou só na vontade. Lembrei que o acesso ao estádio só estava liberado para quem tivesse tomado as duas doses da vacina ou apresentasse um teste negativo para covid. Eu não tinha o teste e nem a segunda dose. Tive que desistir e passar uma tediosa tarde de sábado trocando canais de TV e olhando redes sociais.

Pois as redes mostram que Tubarão tem bons estabelecimentos para quem gosta de esticar a noite. Sair com os amigos, comer e beber, se divertir. Lugar é o que não falta, principalmente nas quintas, sextas e sábados. E as redes sociais são um bom termômetro sobre a popularidade dos locais. Decidi conferir como havia sido a noite anterior, de sexta-feira. Muita gente. Lugares cheios. As mesas abarrotadas de comida e bebida e pessoas em pé, pois não havia cadeira suficiente para todo mundo.

Pensei em ligar para algum diretor do Hercílio Luz e sugerir que o clube instalasse uma cobertura no estádio, deixasse o ambiente fechado e contratasse algum DJ ou banda para tocar. Nesse caso o número de torcedores aumentaria, pois não seria preciso apresentar comprovante das duas doses da vacina ou teste negativo para covid.

 

Matheus Aguiar

Copa SC, torcida nos estádios e o Hercílio Luz

24/09/2021 08h40 | Atualizada em 24/09/2021 17h40 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Hercílio Luz/Divulgação

Quando os times de Tubarão tinham cadeira cativa na Série B de Santa Catarina, ir a um jogo era tarefa dura. A competição acontece durante o inverno e sair do conforto de casa nas noites de quarta-feira, com frio e às vezes também com chuva, não era fácil. Imagina só, deixar o sofá de lado, um jogo de Campeonato Brasileiro na TV, para ir ao Aníbal Costa ver aqueles duelos cheios de vontade, mas com pouca qualidade.

O mesmo estádio vai sediar neste sábado (25) Hercílio Luz x Caçador. O clube vive uma fase melhor e as projeções são positivas. Nas arquibancadas o público deve ser pequeno, apesar de uma boa parceria que a equipe fez com um laboratório para que testes de covid-19 sejam feitos por R$ 50. Além desse valor, quem não tiver imunização completa vai precisar desembolsar R$ 30 para ver o primeiro jogo do time em casa, em uma competição pouco atrativa e contra adversário que foi rebaixado na segundona estadual. Em tese, o jogo menos chamativo que será disputado no Aníbal Costa.

Uma boa possibilidade é aderir ao programa de sócios, que cobra R$ 15 por mês e dá direito a ingresso de arquibancada descoberta. Mesmo assim, ressaltando que foram 470 torcedores em Criciúma x Hercílio, 218 em Figueirense x Juventus, 123 em Avaí e Marcílio e 299 em Marcílio x Figueirense, é impossível imaginar que o Hercílio vai ter lucro com bilheteria no jogo do fim de semana.

Ingresso caro ou barato, vai ser muito para quem precisa pagar e pouco para quem tem que arrecadar. Em resumo, o jogo de amanhã vai lembrar aqueles da Série B, com pouca torcida e menos emoção. Pelo menos que tenhamos feito gols bonitos, como foi aquele contra o Concórdia, de bicicleta, no Campeonato Catarinense de 2016. E naquele duelo o ingresso era mais barato, hein?!

Matheus Aguiar

Hercílio Luz desmente negociação com empresa para naming rights de novo estádio

20/09/2021 10h07 | Atualizada em 20/09/2021 13h21 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Divulgação

O Hercílio Luz LTDA e o Hercílio Luz (associação) negaram na manhã de hoje (20) que existam negociações para naming rights do novo estádio do clube, que está sendo construído no bairro São Martinho. O clube é taxativo: não há conversas que discutam tempo ou valores no momento.

Em construção, o novo estádio recebeu investimento da Associação, recursos oriundos da venda do Aníbal Costa. O clube prioriza o término de um campo de treinamento para o time profissional, que vai servir de espaço para os jogos das categorias de base. Existe em contrato uma garantia entre Hercílio e antigo proprietário do terreno, de que uma via pavimentada será construída a partir da SC-370.

É do interesse do Hercílio Luz parceria com uma grande empresa para o novo estádio, mas, até agora, não há conversas em aberto.

 

Matheus Aguiar

Sobre o Hercílio Luz e a Copa SC

15/09/2021 11h30 | Atualizada em 15/09/2021 15h13 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Patrícia Amorim

O dia da volta da torcida a um estádio de futebol em Santa Catarina é o mesmo da estreia do Hercílio Luz na Copa Santa Catarina 2021. O jogo contra o Criciúma no Heriberto Hülse às 19h30 é o início de um novo clube, mais organizado, de gestão profissional e boas projeções.

 

Em 2018 todos achavam que o título da Copa SC viria e que o clube estaria na Copa do Brasil do ano seguinte. A campanha foi boa, o time jogava bem, o grande rival foi eliminado nas semifinais e o primeiro jogo da final, contra o Brusque, fora de casa, terminou empatado por 1x1. Foi uma semana de expectativa. Era só vencer em casa que o troféu seria do Hercílio. Mas um novo empate e derrota dolorida nos pênaltis foi apenas o início de uma grande queda. O que começava com possibilidade de título e vaga em competição nacional terminava, em abril do seguinte, com o rebaixamento à segundona estadual.

 

OUÇA NOSSAS RÁDIOS

SCTODODIA - Ligados em tudo Grupo Catarinense de Rádios
Alfredo Del Priori, 430 Centro | Criciúma - SC | CEP: 88801630
48 3045.5144
SCTODODIA - Ligados em tudo © Todos os direitos reservados.
Demand Tecnologia

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.