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Domingo, 05 de dezembro de 2021

COLUNISTAS

Matheus Aguiar

O país do futebol não enxerga os clubes pequenos

10/11/2021 07h27 | Atualizada em 10/11/2021 17h21 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Fernando Ribeiro/FCF

Não é fácil ser time sem divisão nacional no futebol brasileiro. O argumento de aumentar a duração dos campeonatos estaduais é tão maléfico quanto dizer que os clubes dependem dos grandes para sobreviver. Em mais um ano "atípico" no futebol brasileiro - como se alguma temporada fosse "normal" -, os clubes que não disputam o Campeonato Brasileiro em Santa Catarina irão jogar do fim de janeiro ao início de março. Um ano transformado em cerca de 45 dias.

Nesta terça (9), a Federação Catarinense de Futebol (FCF) divulgou o calendário do estadual 2022. A primeira fase começa em 23 de janeiro e termina em 6 de março. Quem for à final atua até 3 de abril. Os regionais foram antecipados, pois a Copa do Mundo do ano que vem ocorre em novembro. E quem paga? Os pequenos.

Evidente que o calendário ainda tem datas reservadas para a Copa Santa Catarina, campeonato de segundo escalão que dá vaga na Copa do Brasil. Mas é muito pouco para os clubes sem Série. No caso do Hercílio Luz, por exemplo, como sobreviver com uma temporada tão curta? É impossível realizar um bom trabalho a longo prazo com um calendário tão pequeno. Atrair bons profissionais de comissão técnica e atletas é tarefa praticamente impossível. A preferência sempre vai ser por quem oferecer um calendário maior.

Quanto mais jogos, mais possibilidade de um contrato longo e mais hipóteses de montar um plantel melhor. A continuidade de um projeto e a repetição de um jeito de jogar é a chance mais clara de ter sucesso. Ao invés de cobrar campeonatos estaduais mais longos, a mira deve ser por competições de âmbito nacional/regional que envolvam mais datas. Para os grandes, torneios jogados nos Estados só geram perda de tempo, com desinteresse, competitividade baixa e inchaço de calendário.

Hoje o Brasil possui quatro divisões nacionais e pouco mais de 120 clubes são contemplados. Centenas de equipes precisam viver com um ano de 3, 4 meses. Atletas rodam o país em busca de trabalho e o desemprego na classe é comum. A diminuição dos campeonatos estaduais não é a vilã da história. O pouco que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oferece aos times menores sim. Por que parar na Série D?

 

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