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Terça, 24 de maio de 2022

COLUNISTAS

Matheus Aguiar

O Tubarão merecia o título catarinense de 1998?

01/04/2022 11h43 | Atualizada em 01/04/2022 14h44 | Por: Matheus Aguiar
Foto: Divulgação

A repercussão do Campeonato Catarinense de 2022 tem sido intensa em razão do título ficar com um clube "menor" desta vez. Há 30 anos que o troféu é erguido por Avaí, Figueirense, Criciúma, Chapecoense e Joinville. Em 1992 o Brusque foi campeão estadual. O time pode conquistar a taça outra vez neste fim de semana. Mas esse jejum de três décadas poderia ser menor.

Em junho de 1998 o Tubarão Futebol Clube quase conseguiu erguer o troféu. Vivendo ótima fase, o clube da Cidade Azul já tinha batido na trave um ano antes, quando foi derrotado pelo Avaí. Com mais casca, esbarrou, talvez, nas dificuldades que são padrões dos clubes pequenos.

O Estadual de 1998 foi disputado por 10 clubes - em dois turnos. Na primeira fase, avançaram Criciúma, Avaí, Chapecoense e Tubarão. O time da Cidade Azul foi à final, mas foi derrotado pelo Leão da Ilha.

No segundo turno o Peixe voltou a terminar entre os quatro melhores (foi o líder). Avançou com Brusque, Avaí e Criciúma, mas foi derrotado nas semifinais pelo Brusque. O Avaí levou de novo.

Com o clube de Floripa campeão dos dois turnos, o quadrangular final do Estadual teve Tubarão, Brusque e Criciúma - os três de melhor campanha. Com turno e returno, o Tigre foi o primeiro e o Peixe o segundo.

Vários jogos e meses depois, o Estadual foi decidido pelos rivais do Sul do Estado. No primeiro jogo, em 6 de junho, O Aníbal Costa lotou. O placar final foi 1x1 - Cássio fez o gol do Tubarão e Lucianinho o do Criciúma. Uma semana depois, com gol de Marcos Paulo, o time Carvoeiro levou a melhor.

Veio o terceiro jogo e a polêmica eterna. O placar terminou 0x0 e deu o título ao Criciúma, mas o Tubarão teve um gol de Rogério mal anulado no segundo tempo. Se tivesse vencido, o Peixe levaria a decisão para a prorrogação.

Luiz Orlando de Souza foi o árbitro do confronto, com Gervásio Sidnei da Silva e Manoel Elpídio Cordeiro nas bandeiras. Várias pessoas consultadas por este colunista, desde torcedores, imprensa e também atletas do Tubarão que estavam no local foram unânimes: o gol deveria ter sido validado. Na imprensa de Criciúma muitos têm a mesma opinião. Já ouvi de Milioli Neto, falecido em 2018, que o Tubarão foi o campeão moral de 1998. 

Como não havia VAR, qualidade de imagem e nem tanta repercussão (em junho de 1998 as atenções estavam voltadas para a Copa do Mundo da França), os moradores de Tubarão lamentam até hoje aquele episódio.

O Criciúma nada tem a ver com isso. Tinha um excelente grupo e fez a sua festa. Mas, com todo respeito ao Tigre e sua fantástica torcida, segue o time que deveria ter sido campeão catarinense em 1998: Miguel; Marcos, Adelmo, Rangel e Rocha; Adriano, Chico Monte Alegre, Sandro Gomes e Luiz Carlos Silva; Rejane e Rogério. O técnico era Arnaldo Lira. Cássio, autor do gol no primeiro jogo da decisão e Eduardo, atacante de extrema qualidade, também foram peças-chave daquele time inesquecível.

* Utilizei dois sites para informações: Futebol Nacional e Meu Time na Rede (este com todos os jogos realizados pelo Criciúma). 

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