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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Milton Alves

A esquina dos barbeiros

20/02/2022 21h32 | Atualizada em 21/02/2022 00h46 | Por: Milton Alves
Foto de Tatiana Dornelles, moradora da região

Tudo começa alguns séculos atrás quando o ato de cortar os filamentos que nascem no rosto humano, os famosos pelos conhecidos como barba, se transforma numa profissão na Europa. Alguns abnegados, além de aparar ou cortar as suas próprias, se dedicavam a fazer isso também em outras pessoas, surgindo assim o “barbeiro” na expressão literal da palavra. Aquele que faz a barba de outro alguém. E ai, com o passar dos tempos, independentemente da clã, cultura ou religião, em cada comunidade do planeta sempre surgia, como surge até hoje, uma pessoa mais indicada para realizar um “perfeito barbear”. E faço questão de destacar o “perfeito barbear”, pois é exatamente o antônimo disso que me fez pensar em escrever este texto. O certo é que serviços mal feitos invariavelmente acabam em desastre. É assim, tanto na profissão de quem se dedica a cuidar do rosto dos outros, quanto em quase todas as demais ações humanas. E não custa nada destacar que as principais características de um bom barbeiro sempre foram a barba feita com navalha, toalha quente para abrir os poros, produtos espumosos e muita precisão no ato.

Mas afinal, onde se localiza essa esquina, do titulo da postagem, e o que ela  tem a ver com isso? Bom, a esquina que a partir de hoje resolvi chamar de “esquina dos barbeiros”, é aquela do cruzamento das ruas Coronel Cabral com Rui Barbosa. Mas ali não tem barbearia Milton Alves! Eu sei. Mas já teve. Anos atrás, no térreo daquele velho prédio que continua erguido no cruzamento, e onde funcionou durante muito tempo o antigo Hotel Souza, havia uma barbearia. Não lembro mais qual o nome e a quem ela pertencia. Mas isso também pouco importa, pois eu não quero mesmo falar do barbeiro profissional, mas sim do outro, daquele que conduz a navalha, mas em forma de carro. Aquele que muitos de nós chamamos de “barbeiro” sem mesmo saber por quê, o que na verdade não custa descobrir. 

No século 14, por causa das condições de trabalho precárias e da falta de conhecimento (naquela época não tinha YouTube), a maioria dos barbeiros faziam trabalhos com pouca qualidade, o que não agradava muito os seus clientes. Aliás, em alguns casos aconteciam até resultados quase trágicos aos clientes que saiam das salas úmidas, sujas e fétidas, onde funcionavam as barbearias, cortados com ferimentos nas faces, tendo que enfrentar infecções de toda ordem e outras consequências piores. Foi então, a partir do século 15, que o termo “barbeiro” passou a ser atribuído a atividades mal executadas, sendo que em Portugal a referência passou a ser relacionada também aos condutores de veículos. Primeiros os das charretes e carroças e depois aos motorizados. Daí a expressão “motorista barbeiro”, ou seja, mau motorista. Aquele que tem de sobra na cidade de Tubarão.

E pra que ninguém diga que estou tripudiando em cima de assunto que já recebeu, em semanas passadas o seu devido destaque, o que para muito trata-se de matéria vencida, na foto acima a razão dessa minha manifestação. Mais um acidente naquele fátidico cruzamento, desta feita na tarde da última sexta-feira e leve, sem consequências maiores. Suficiente, no entanto,para nos sentirmos um bando de hotários retrocedendo à Europa medieval dos séculos 14 e 15, onde as pessoas comuns não sabiam fazer quase nada. O que não é adminissível é que ainda nos dias atuais tenhamos gente tão incapaz. Chamar aquela nesquina de "esquina dos Barbeiros"  é pouco pra essa gente relapsa, insegura e incompetente. 

Em tempo: Barbeiro também é como se chama popularmente o Triatoma Infestans, uma espécie de inseto da família Reduviidae que é perigoso por hospedar e transmitir um protozoário causador da Doença de Chagas. Por quê do apelido? Nada a ver com dirigir mal, mas sim porque ele adora picar o ser humano exatamente no rosto.

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