Quinta-feira, 30 de maio de 2024

COLUNISTAS

Milton Alves

Contra os Cidadãos

15/05/2023 06h58 | Por: Milton Alves

Contra os cidadãos 
Está na hora do governo Jorginho Mello (PL) decidir, quando e como, vai retomar os repasses das parcelas financeiras das obras conveniadas com os municípios pelo Plano 1000, e que já haviam sido iniciadas ou até mesmo concluídas pelo governo de Carlos Moisés (Republicanos). Já não existe mais nenhum argumento que justifique tal comportamento por parte do atual governo. O risco de cair no descrédito da população é bastante iminente, se considerarmos que já estamos em meados de maio, e de prático nada foi feito até agora. Pelo contrário, é o próprio governo que parece predestinado a não cumprir o que diz que vai fazer.  Primeiro eram necessárias as planilhas, com a devida previsão de pagamento, para se manter o equilíbrio do caixa; até hoje não foram anunciadas, aliás, já nem se fala mais nelas. Depois veio a conversa de que era preciso submeter essas obras a uma rigorosa perícia para conferir se não haviam distorções contratuais ou de execução de projetos. Por último veio a informação de que já tem dinheiro para pagar tudo, mas os engenheiros do Estado se recusam a assinar os laudos que atestam a legalidade e a qualidade  dos trabalhos executados, para não serem acusados de cumplicidade em possíveis irregularidades. Ué, mas os fiscais não iam periciar as obras? Enquanto isso o tempo passa e mais e mais obras vão sendo paralisadas, ou as que continuam é por conta das empreiteiras. 

O risco da Ageu Medeiros 
Na semana passada, por exemplo, surgiu a notícia de que a Confer estava levantando acampamento da Rodovia Ageu Medeiros. Que já teria, inclusive, suspendido temporariamente os contratos de aluguel de caminhões usados para o transporte de materiais. Como a Ageu Medeiros está numa região carente de matéria prima (pedras e e argila de qualidade) empreiteiras foram subcontratadas para fazer o transporte deste material, das jazidas até trechos específicos da rodovia. Isso já teria parado. Na última sexta-feira, em conversa com colegas da produção, o diretor executivo da Amurel, Celso Heidmann, deu conta de que o ritmo das obras estava reduzido drasticamente,  mas que a Confer não havia abandonado o trecho, pelo menos por enquanto, pois também não está recebendo os repasses do governo estadual. Vale lembrar,  que este convênio da Ageu Medeiros não é Plano 1000. Trata-se de um convênio direto com as prefeituras de Tubarão e Laguna através do consórcio Intermunicipal  Multifinalitario da Amurel. Aqui, inclusive, se detecta que esse discurso que os atuais gestores estaduais usam, para justificar o não repasse de verbas -  por serem as obras do Plano 1000 - não bate com a realidade, pois estão atrasando todos os convênios. O da segunda sede dos bombeiros de Tubarão, em Vila Oficinas, é outro desse. 

As cabeceiras da ponte            
Outro problema sério que há de surgir caso o governo do Estado não mantenha o pagamento das parcelas relativas as obras da rodovia Ageu Medeiros, diz respeito as cabeceiras de acesso a ponte Stelio Cascaes Boabaid. O lado de Tubarão está, pelo projeto desenvolvido pela Amurel (anexo temos aí uma imagem da maquete virtual mostrando a conexão das duas obras) vinculado ao contrato com a Confer. Quanto mais o governo Jorginho Mello emperra esses pagamentos, mais prazo vamos ter que dar a empreiteira para que ela cumpra a sua parte. Tudo bem que também temos a pendência da cabeceira do lado de Capivari, mas lá estão solucionando com a licitação que definira a obra que será de responsabilidade da prefeitura local. Já o lado de Tubarão não depende só de sua prefeitura. Pelo jeito o lado de Capivari ficará pronto antes.

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