Segunda-feira, 24 de junho de 2024

COLUNISTAS

Milton Alves

Relembrando as baladas de Tubarão: agora é só história   

15/05/2024 16h04 | Por: Milton Alves

Qual jovem, ou mesmo adulto, que por ventura fez parte do ambiente universitário tubaronense nas últimas três décadas, não passou, que seja apenas um instante da sua vida, numa das agitadas e icônicas baladas que essas casas promoveram.

Pode até nunca ter entrado, curtido ou amanhecido por lá – como alguns costumavam fazer nas festas noturnas - mas pelo menos, creio, na frente passou ou esperou na esquina por alguém que lá estava, naquele conglomerado de bares que varavam a madrugada de portas abertas, com som ambiente no último volume e lotado de jovens que não estavam nem aí para o amanhã.

Verdade seja dita: era um verdadeiro tormento para os vizinhos e à própria polícia, que já não aguentava mais de tanto atender reclamação em virtude das confusões.  

A esquina do Shopping Unisul 

A famosa esquina na confluência das ruas Padre Dionísio da Cunha Laudt e Simeão Esmeraldino de Menezes, que no fim já era conhecida como “esquina da bagunça”. Uma pena que tenha virado o que virou, pois no início de tudo, quando surgiram os primeiros ambientes, eram apenas casas de lanche, que tão bem serviam para saciar a fome dos estudantes ou mesmo para o encontro naquele bate-papo gostoso, antes ou depois das aulas.

Mas, infelizmente as coisas foram crescendo, os ambientes fugiram bastante do espirito universitário, as noites foram ficando pequenas e no fim, quando não mais permitiram que funcionassem, nem mesmo os que as frequentavam fizeram qualquer manifestação contrária. Verdadeiro silêncio de cúmplices. 

Pois ontem, dia 14 de maio de 2024, após terem sido fechadas há algum tempo pelos arrendatários, porém ficando abandonadas à mercê de moradores de rua, usuários de drogas e outras figuras invasoras, o que também passou a ser um “problemão” para os vizinhos, o proprietário dos imóveis sentiu que era hora de agir antes que se incomodasse com a prefeitura e a própria justiça. Contratou um grupo e operários que está demolindo tudo.

Não disse o que vai fazer no terreno, mas pelo tamanho e pela localização, muito provavelmente será utilizado num empreendimento imobiliário. Estas fotos talvez sejam o último registro de onde funcionou o famoso Pepi Bar e ambientes vizinhos. Lá aonde, segundo as carolas do bairro Dehon, morava o pecado.

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