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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Ronaldo Sant'Anna

A deterioração da linguagem

13/04/2022 10h25 | Atualizada em 13/04/2022 13h28 | Por: Ronaldo Sant'Anna
Imagem: Pexels

Não sou professor de português, mas sempre procurei, em todos os textos que produzo, nas minhas aulas no curso de Jornalismo da Unisul, ou no programa que apresento na Rádio Monte Carlo, utilizar uma linguagem coloquial, isto é, do dia a dia das pessoas, porém a mais correta possível, a partir das regras da nossa língua materna. Do meu ponto de vista, aqueles que têm a oportunidade de falar para um público, seja em algum veículo midiático (jornal, rádio, TV, on-line) ou presencialmente (aulas, palestras, treinamentos, apresentações), carregam consigo a responsabilidade de buscar o crescimento pessoal (e profissional, eventualmente) daqueles que recebem estas informações. E o primeiro passo para isto é comunicar-se adequadamente, seguindo as regras gramaticais, para servir de exemplo para quem está recebendo o conteúdo. Obviamente, não basta falar corretamente, é importante que haja conteúdo, mas isto é assunto para outro texto.

Muita gente deve considerar-me um chato na questão da correção gramatical e semântica, porque dificilmente eu deixo passar em branco um erro que percebo, mas realmente estou preocupado com a baixa qualidade da comunicação que está sendo feita atualmente. Quer um exemplo? Tenho ouvido diversas vezes, em veículos da grande mídia, em diversas entrevistas, a seguinte formulação: “Qual que é a sua opinião sobre....?” Qual QUE é??? Como assim, cara-pálida? Outro: “Isto dá de fazer...” O correto é “Isto dá para fazer”. São apenas duas situações que estou citando, entre muitas outras, nas quais é possível perceber uma deterioração do nosso idioma.

 

As causas dessa situação? Claramente, a falta de leitura, mesmo nos profissionais da comunicação, é uma das razões mais importantes. Infelizmente, este hábito está desaparecendo, substituído pelas mensagens curtas das redes sociais, as quais, além de desacostumar os usuários em relação à leitura, ainda utilizam abreviaturas, gírias, memes, símbolos, os quais substituem o texto escrito. É preciso levar em conta, neste processo, o ambiente cultural, como por exemplo a música. As canções que hoje fazem sucesso são cada vez mais popularescas, no sentido mais negativo possível, usando uma linguagem cada vez mais pobre, do ponto de vista formal e de conteúdo.

Lamento que a nossa língua, a “última flor do Lácio”, como disse Camões (que a maioria hoje desconhece quem seja) esteja tendo este tratamento. A linguagem, na minha opinião, reflete a cultura de um povo. E, se este for o critério de análise, o uso da nossa aponta para um destino sombrio.

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