Quinta-feira, 20 de junho de 2024
Economia

Como o aumento da taxa Selic vai afetar a nossa vida financeira

Entenda o que é e como a taxa Selic influencia na economia do país e na vida financeira de cada um de nós.

Itajaí - SC, 28/10/2021 16h46 | Por: Redação
Foto: Pixabay

Desde quarta-feira (28) um dos assuntos mais comentados nos meios de comunicação é o aumento da taxa Selic, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O percentual da Selic saiu dos 6,25% em que estava desde setembro e foi para 7,75%, a maior taxa desde dezembro de 2017.

Segundo a especialista em investimentos Audrey Barneche, a Selic é a taxa que rege os títulos do governo. “Ela é referência no Brasil para diversas funções dos produtos da economia, como por exemplo, para o rendimento da renda fixa e para os financiamentos”, explica. De forma simples, podemos dizer que a Selic é um dos instrumentos usados pelo governo para controlar a economia.

Antes de explicar como esse aumento vai impactar a nossa economia, vale refletir sobre o momento econômico em que estamos vivendo. Segundo Audrey, durante todo o ano passado até o início de 2021, a Selic ficou muito baixa, o que incentivou as pessoas a tirarem o dinheiro guardado e usarem para comprar carro, casa, apartamento, investir em novos negócios. “Com o consumo em alta houve escassez de alguns produtos devido a paralisação da produção durante a pandemia, e o preço aumentou - efeito da lei da oferta e da procura, o que causou também um descontrole na inflação que temos hoje. O ferro de construção civil, por exemplo, aumentou 300%”, explica. “Aumentar a taxa de juros é uma forma de fazer com que as pessoas parem de consumir e frear a inflação”, completa.

Vilão ou mocinho?

O percentual da taxa Selic a essa altura do campeonato não era novidade e já estava prevista para esse ano, tanto que ao longo de 2021 ela veio aumentando gradativamente; e deve aumentar ainda mais até dezembro. A parte boa é que com uma taxa de juros maior, os investimento em renda fixa e títulos do governo também vão pagar mais. “É o momento em que a renda fixa voltou a se tornar atrativa para você investir o dinheiro da sua reserva de emergência ou aquele dinheiro que você está juntando para realizar um sonho. O meu conselho nesse momento é: não compre se você não precisa. Existem projeções, mas não conseguimos medir o que vai acontecer daqui pra frente. Esse aumento agora é uma tentativa de fazer com o nosso dinheiro volte a se valorizar”, comenta Audrey.

O lado mau do aumento é que quem fez financiamentos, como o da casa própria, lá atrás quando a Selic estava em 2% vai sentir o impacto agora. “O valor da dívida pode até dobrar”, alerta a especialista.

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Mas como tudo isso impacta no nosso dia a dia?

Como o aumento da taxa de juros tem o objetivo de frear o consumo e a inflação a expectativa é que a lei da oferta e procura seja reversa: sem compra, o valor baixa. “Não é só a inflação que ele freia, mas é o principal motivo de aumentar agora. Deve levar uns dois três meses pra gente sentir o impacto desse aumento”, finaliza.

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