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Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
Economia

Mês de novembro fechou com inflação oficial de 0,95%

Esse período não registra uma alta de taxa desde novembro de 2015, que registrou 1,01%.

10/12/2021 13h25 | Atualizada em 10/12/2021 13h34 | Por: Beatriz Godoy Taveira | Fonte: Agência Brasil
Foto: Freepik

Foram divulgados nesta sexta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dados que apontam que o mês de novembro fechou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 0,95%. O IPCA mede a inflação oficial do país, e a do mês passado foi a taxa mais alta do mês de novembro, desde 2015, em que, no mesmo período, fechou com 1,01%. No ano passado, o mês de novembro encerrou com uma alta de preços de 0,89%.

Ainda assim, essa taxa não foi a maior de 2021, ficando atrás da inflação oficial de outubro que registrou 1,25%. O IPCA é de 9,26% no ano e 10,74% em 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003. Sete dos nove grupos de despesa pesquisados tiveram inflação em novembro, com destaque para os transportes com alta de preços de 3,35%.

“Os preços da gasolina subiram 7,38% em novembro, na esteira dos reajustes que foram dados nas refinarias no final de outubro. Além disso, tivemos altas expressivas do etanol, do diesel e do gás veicular”, afirmou o pesquisador do IBGE, Pedro Kislanov.

 

 

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A gasolina foi o item que mais contribuiu para a inflação em novembro. O etanol subiu 10,53%, o óleo diesel, 7,48%, e o gás veicular, 4,30%. Outro impacto relevante no IPCA do mês passado veio dos gastos com habitação, que aumentaram 1,03% no mês, por conta da energia elétrica (1,24%), que, desde setembro, permanece com bandeira de escassez hídrica.

Já a alimentação teve deflação (queda de preços) de 0,04% no período, puxada pelo comportamento dos preços da alimentação fora do domicílio, que recuaram 0,25%. Saúde e cuidados pessoais (-0,57%) foram outros grupos que apresentaram queda, consequência, em grande parte, da diminuição nos preços dos itens de higiene pessoal (-3%). Os demais grupos tiveram as seguintes variações de preços: despesas pessoais (0,57%), artigos de residência (1,03%), vestuário (0,95%), educação (0,02%) e comunicação (0,09%).

 

 

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