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Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Economia

O que é preciso saber para evitar ciladas na hora de contratar um consórcio

A modalidade fechou o ano de 2020 com crescimento de 21,5%, em comparação com 2019

Criciúma - SC, 04/12/2021 20h35 | Atualizada em 05/12/2021 16h43 | Por: Maiquel Machado
Foto: Divulgação

Apesar de não ser considerado investimento, por não gerar rendimento, o consórcio ainda é uma das modalidades mais procuradas por quem busca adquirir um bem. Desta forma um grupo de pessoas se junta nesse objetivo comum por meio de uma administradora autorizada pelo Banco Central e dividem o valor do bem em parcelas mensais, contemplando todo mês um ou mais participantes por sorteio, de acordo com as regras do determinadas pela operadora.

O custo de cada cota de consórcio sempre é acrescido de uma taxa de administração, em média de 18%, que representa um custo adicional, não gerando margem para lucro, ao mesmo tempo que também não ocasiona prejuízo para o contratante. 

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Segundo a contadora e consultora finanças para pessoas físicas da B2S Finanças, Bruna Schardosim, para quem possuí valores investidos, o consórcio acaba não sendo uma boa opção. "Em termos de educação financeira e rentabilidade de juros, o consórcio não é uma boa opção para quem tem dinheiro investido e deseja ter rentabilidade" explica. 

Porém para quem tem um perfil mais voltado a poupar, essa modalidade acaba sendo vantajosa. " O consórcio é ideal para pessoas que não conseguem se planejar por conta própria para guardar dinheiro. Vamos supor que alguém queira comprar um apartamento, mas não tem nenhum valor para dar de entrada e também não consiga buscar esse valor para arcar com esse custo, então essa pessoa contrata uma carta de crédito de R$ 150 mil ou R$ 200 mil, a partir deste momento a pessoa fica na obrigação de se organizar financeiramente e cumprir com o pagamento destas parcelas mensais", destaca a consultora. 

De acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), a modalidade fechou o ano de 2020 com crescimento de 21,5%, em comparação com 2019, e somou R$ 163,63 bilhões em negócios, somando as cotas ativas com o fechamento de 3,02 milhões de novos contratos.

Até dezembro de 2020, a entidade contabilizava 7,8 milhões de cotistas ativos. A maior parte está no setor de automóveis leves (3,8 milhões), seguido por motocicletas (2,2  milhões) e imóveis (1,04 milhão). Ao todo, o setor de consórcios injetou R$ 52 bilhões na economia brasileira ao longo do último ano, calcula a entidade.

Bruna indica algumas dicas na hora de contratar um consórcio, para evitar dores de cabeça futuras

* Conhecer bem a instituição financeira antes da contratação;
* Verificar qual é a taxa de administração cobrada e a forma como ela é aplicada;
* Verificar a existência de outras despesas que venham a ser cobradas. (Ex: algumas instituições pedem para que as pessoas façam a adesão a seguros, ou se existe a cobrança de algum fundo de reserva, algumas também costumam exigir);
* Quais as condições no caso de desistência do consórcio: é preciso pagar algum tipo de multa, qual a porcentagem poderá ser recuperada do valor pago).

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