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Domingo, 25 de fevereiro de 2024
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Cerca de 90 alunos e professores podem ficar sem bolsa e apoio para pesquisas na Univali

Se o corte da verbas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações for mantido, alunos e professores podem perder bolsas financiadas pelo CNPq.

Itajaí - SC, 18/10/2021 16h00 | Atualizada em 19/10/2021 07h51 | Por: Daiana Brocardo
Foto: Univali

Se o corte de verbas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações realmente fo mantido, cerca de 90 alunos e professores que já recebem bolsas ou desenvolvem pesquisas na Univali – Universidade do Vale do Itajaí, podem perder ou ter o financiamento do CNPq prejudicado. A informação é do gerente de Pesquisa e Pós-Graduação da Univali, Cesar Albenes Zeferino. “Essas bolsas são cotas institucionais aprovadas para o biênio 2019-2022, vigentes até agosto de 2022. O risco é de essas cotas não serem renovadas no edital institucional do ano que vem caso o orçamento de CNPq seja reduzido”, comenta.

Hoje a Univali tem 10 alunos de graduação bolsistas do programa PIBITI; 33 alunos de graduação bolsistas do programa PIBIC; 18 alunos de ensino médio bolsistas do programa PIBIC-EM e 28 professores com bolsa de produtividade em pesquisa ou em desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora do CNPq. Além disso o corte de verbas pode atingir o Edital Universal para novas 30 mil bolsas de pesquisa que está aberto até novembro. Só nesse edital são 250 milhões de reais. Se o corte for mantido, cerca de 80% desse valor pode ficar pejudicado. “O que sabemos é o que foi divulgado na imprensa, ainda não recebemos nenhum comunidade oficial do CNPq”, explica Zeferino.

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Remanejamento de verbas

O corte de verbas que seriam destinadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi anunciado no último dia 07, e pegou o próprio ministro da pasta de surpresa. Em entrevista à imprensa logo depois, Marcos Pontes chegou a chamar a atitude de “falta de consideração”.

Segundo o Ministério da Economia o “remanejamento de verbas foi uma necessidade governamental”. A proposta foi sancionada na última sexta-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o Palácio do Planalto, as verbas serão destinadas à saúde e saneamento.

Logo após o anúncio, várias manifestações contrárias a decisão começaram a circular pelo país. Em entrevista à Folha de São Paulo, o presidente do CNPq, Evaldo Vilela disse que “espera o envio de um PLN até o dia 1º de novembro reestabelecendo os valores, e cogitou a possibilidade de intervir juridicamente”. Ainda conforme a reportagem, hoje o CNPq financia 84 mil bolsista e apoio 2201 projetos de pesquisa. Os cortes à pesquisa no Brasil não são de agora, o orçamento de 2021 já o menor desde 2012.

Impacto em outras universidades de Santa Catarina

Segundo a assessoria de comunicação da Universidade do Extremo Sul Catarinense, a instituição não tem sofrido impacto direto dessas medidas momentaneamente, já que as parcerias por financiamentos estaduais, como Uniedu e Fapesc (para bolsas de estudos e pesquisas) estão em fase de evolução, de acréscimo de recursos. Então a Unesc não se pronuncia momentaneamente a respeito.

*Colaborou Maiquel Machado

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