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Segunda-feira, 29 de novembro de 2021
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Denúncias de irregularidades nos cemitérios de Florianópolis voltam à tona na câmara de vereadores

Nova suspeita é de que haja cobranças indevidas nos cemitérios municipais da capital

Florianópolis, 08/10/2021 08h10 | Por: Fabricio Correia | Fonte: CMF
Divulgação

A suspeita de irregularidades nos trâmites praticados nos 13 cemitérios municipais de Florianópolis, trouxe à câmara de vereadores, novas discussões provocadas por uma série de denúncias encaminhadas ao legislativo da capital.

Segundo informações extra oficiais, as irregularidades ocorrem no setor administrativo dos cemitérios de Florianópolis, diante de cobranças e vendas indevidas de taxas e outros materiais usados nos sepultamentos. Em outros casos, pessoas que tem familiares sepultados há mais de três anos, tem sido procuradas por agentes públicos para regularizar a situação, com a opção de um túmulo no terreno, por R$ 6 mil.

Outra alternativa oferecida é a cremação do corpo, que custaria R$ 1,6 mil, feita com uma empresa privada. Caso a família não consiga arcar com nenhuma das duas opções, os restos mortais seriam levados para um ossário público em no máximo 30 dias.

Um dos vereadores, denunciou o caso em tribuna: "Tem agentes civis que vendem as carneiras dentro dos cemitérios municipais para pessoas de baixa renda, que não têm condições nem para pagar o caixão, e, muitas vezes, com areia e cimento advindos das intendências dos bairros".

Diante da situação, o superintendente de serviços públicos da Prefeitura, Márcio Luiz Alves, foi convocado pelos vereadores da oposição para um pronunciamento em plenário durante uma das sessões desta semana, para que assim, pudesse esclarecer os fatos. 

Alves afirmou apenas que a única taxa cobrada para o sepultamento é de R$ 45,50. Ao mesmo tempo também disse que a prefeitura “tem feito fiscalizações de modo a avitar que as pessoas venham a ser lesadas".

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Falta de vagas

Um problema que se arrasta há praticamente uma década. Atualmente não existe um sistema informatizado para que o município saiba, ao certo, quantas são as vagas disponíveis ou ocupadas. Então, servidores precisam apurar as documentações em papel para avaliar quantos são os lugares vagos. Em março, quando houve o pico da pandemia, a Capital tinha 110 sepulturas livres. O município precisou improvisar e até pagar cremações para pessoas que morreram com diagnóstico da covid-19. De acordo com informações repassadas ao SCTODODIA, sepultamentos de pessoas da capital, precisaram inclusive ser feitos em outras cidades, por falta de vagas.

Em 2014, durante a gestão anterior, o município chegou a lançar um projeto de cemitério vertical, com mais de 40 mil gavetas espalhadas em torres de cinco andares, mas jamais houve avanço, devido às licenças ambientais. A área do novo cemitério vertical e crematório municipal seria, na época, construída onde está situado o motel Millenium, na entrada do bairro Cacupé, no Norte da Ilha.

Alves afirmou que a idéia de se ter um crematório está no projeto da atual administração. "Nós pedimos às empresas que possam ter um crematório municipal, e a gente sabe que tem um local no Bairro Itacorubi que seria permitido. Nós temos as questões ambientais, mas a ideia é fazer o que for necessário para que tudo saia do papel, mas também sem extinguir os cemitérios", complementou.

Sobre as denúncias de irregularidades, estas devem voltar ao debate nos próximos dias e podem ser formalizadas por um grupo de vereadores junto ao MPSC, informou o legislativo.

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