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Domingo, 24 de outubro de 2021
Inovação

Ciência e Tecnologia: uma união que há séculos vem transformando o planeta

Nesta semana foi comemorada a 18° edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que, em 2021, traz como tema “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”.

Nacional, 08/10/2021 21h41 | Atualizada em 09/10/2021 08h53 | Por: Beatriz Godoy Taveira
Foto: Pexels

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é comemorada todo o mês de outubro desde de 2004, quando foi estabelecida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Decreto de 9 de junho, que delegava ao Ministério da Ciência e Tecnologia a coordenação das comemorações para a Semana com a colaboração das entidades nacionais vinculadas ao setor. Neste ano, a SNCT foi lembrada entre os dias 4 e 8 de outubro.

Com o objetivo de aproximar a Ciência e a Tecnologia da população, através da promoção de eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o país, a SNTC cria uma linguagem acessível ao público geral por meios inovadores que estimulem a curiosidade e motive a comunidade a discutir as implicações sociais dos dois campos, além de aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.

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Para a neurocientista, Dra. Maíra Bicca, nunca foi tão importante o debate sobre assuntos que cercam as duas áreas. Em um momento em que a sociedade se encontra tão dependente da ciência e da tecnologia, discutir e promover esses temas entre o público em geral é essencial, já que, segundo ela, apesar de necessários, poucas pessoas sabem ou se interessam em saber como elas realmente funcionam. “Muitos imaginam a tecnologia como algo mirabolante, máquinas e invenções engenhosas. Mas a tecnologia é ver a necessidade e atendê-la com os mecanismos e ferramentas disponíveis no momento. Em torno de 1600, Galileu Galilei juntou e organizou uma série de lentes e iniciou os primórdios do que seria hoje o microscópio. Aquilo, para a sua época, era tecnologia, que ele utilizou para fazer ciência. As inovações tecnológicas nascem de uma necessidade. Não estamos dependentes, estamos suportados pela tecnologia que a própria ciência ajuda a produzir. Ou seja, um se beneficia do outro, e as coisas tendem a continuar evoluindo de forma que sempre haverá melhoras a fazer no que já está bom”, ressalta a doutora.

A Dr. Maíra compõe o Departamento de Neurocirurgia da Escola de Medicina da Johns Hopkins School of Medicine, em Baltimore, Estados Unidos, e diz que um olhar mais atento ao nosso redor nos mostrará a infinidade de coisas do nosso dia a dia que a tecnologia revolucionou e continua revolucionando, principalmente na área medicinal. “O mundo caminhava a passos lentos com menos tecnologia, hoje a gente está correndo, mas mesmo assim, as coisas caminhavam. Na ciência e na medicina não é diferente, algumas décadas atrás fazíamos géis a mão para identificar proteínas, hoje podemos ver a proteína em tempo real, usando microscópios de altíssima geração. Antes não conseguíamos ver a doença por dentro do nosso corpo, hoje temos técnicas de imagem que auxiliam os médicos no diagnóstico certeiro de doenças. O resultado disso: aumento da qualidade de vida e do tempo de vida do ser humano, refletido na quantidade de pessoas no planeta”.

Segundo ela, a ciência não caminha sem a tecnologia, da mesma forma que a tecnologia não evolui sem a ciência, e que a correlação entre esses dois campos é a evolução da maioria das coisas que conhecemos. “É a famosa máxima, quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Fazendo ciência, nós nos perguntamos os porquês das coisas, elaboramos perguntas e desenhamos experimentos para comprovar as possíveis “hipóteses”, que são as possíveis respostas para a pergunta que fizemos. Necessitamos da tecnologia para fazer a parte da comprovação, através de insumos, máquinas, reagentes, entre outros. Por outro lado, as novas tecnologias são melhoras de alguma ferramenta ou invenção de ferramentas novas, que para acontecerem precisam de saber o porquê das coisas, ou seja, é necessário o conhecimento prévio, que é fomentado pela ciência. A ciência constrói pequenos tijolos. A tecnologia é barro e também argamassa. Unindo as duas construímos um muro. Não existe tijolo sem barro. Não existe muro sem argamassa ou sem tijolo”, completa a neurocientista.

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