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Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021
Inovação

IFSC Criciúma: pela primeira vez uma equipe catarinense conquista o título da Olimpíada Brasileira de Robótica

A equipe campeã, chamada “Robotron IFSC”, é formada por estudantes do terceiro ano do curso técnico em Mecatrônica

Criciúma - SC, 18/10/2021 15h10 | Atualizada em 19/10/2021 07h49 | Por: Redação
Divulgação/IFSC

Estudantes do Câmpus Criciúma, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) se tornaram campeões da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) na modalidade prática, a mais disputada da tradicional competição estudantil. A OBR aconteceu entre os dias 11 e 15 de outubro e o resultado oficial foi divulgado no último sábado, 16, durante a cerimônia de encerramento. É a primeira vez que uma equipe de Santa Catarina conquista a competição.

A equipe campeã, chamada “Robotron IFSC”, é formada por Kamylo Porto, Kauan Fontanela e Lucas dos Anjos, estudantes do terceiro ano do curso técnico em Mecatrônica. Eles foram campeões da etapa estadual, disputada em agosto, e se classificaram para disputar a final nacional com outras 93 equipes de estudantes de todos os estados brasileiros. Com o título da OBR, também conquistaram a vaga para disputar uma competição mundial na Tailândia em 2022.

"Colocar o IFSC em uma posição tão grande em todo o Brasil me passa um sentimento de dever cumprido, já que não estamos representando apenas os nossos esforços, e sim os esforços de todos os profissionais que nos acompanharam ao longo dos anos", resume Lucas.

Título inédito

A OBR é uma competição estudantil realizada desde 2006 com o objetivo estimular os jovens às carreiras científicas e tecnológicas. O evento é organizado pela RoboCup Brasil e pelo Colégio Técnico de Campinas, vinculado à Unicamp, com apoio de instituições de ensino técnico e superior e patrocínio de Petrobras, CNPq e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. De acordo com a organização, na edição deste ano foram inscritas 1531 equipes de todo o Brasil para a modalidade prática, entre estudantes do nível 1 (ensino fundamental) e do nível 2 (8º e 9º do ensino fundamental, ensino médio e ensino técnico).

Na modalidade prática, os estudantes são desafiados a programar um robô autônomo que precisa executar determinadas tarefas em uma pista que simula um ambiente de desastre, com obstáculos e a necessidade de “resgatar” vítimas. Pelo segundo ano consecutivo, a competição foi realizada em um ambiente virtual, que simula os mesmos obstáculos e imperfeições de uma pista física, desafiando os estudantes a prograrem o robô para que supere os obstáculos e cumpra as tarefas determinadas.

Os alunos do IFSC Câmpus Criciúma vinham melhorando a colocação na etapa nacional da OBR nos últimos anos. Foi a terceira participação de Kamylo e a segunda de Lucas e Kauan. Depois de conquistar a oitava e a sexta colocação geral, o trio obteve a tão sonhada medalha de ouro na fase nacional da OBR em 2021, no último ano de ensino médio. Entre a primeira fase e a grande decisão, a Robotron 5497 pontos em quatro pistas, terminando com 120 pontos de vantagem para a segunda colocada.

"Além de usar a experiência e os conhecimentos que adquirimos ano passado, também tivemos que nos adaptar aos novos desafios implementados pela OBR, como o kit de resgate e a mudança da estrutura da área de resgate. Além de uma repaginação na forma como o robô resgatava as vítimas, também fizemos algumas alterações e adicionamos verificações no seguidor de linha para aumentar a eficiência e diminuir os erros durante o trajeto", explica Lucas.

 

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Conquista coletiva

De acordo com o professor do IFSC Giovani Batista de Souza, coordenador estadual da OBR em Santa Catarina, é o primeiro título nacional de uma equipe catarinense na OBR. O Câmpus Criciúma do IFSC participa regularmente da OBR desde o ano de 2014. Desde então, os alunos do Câmpus não venceram a etapa estadual apenas dois anos. O título nacional era uma questão de tempo, como explica o professor Douglas Lucas dos Reis, um dos orientadores da Robotron.

“O Câmpus vem trabalhando e competindo na OBR desde 2015, em busca dess resultado que agora veio. Conquistarmos essa primeira posição é um feito bem grande. Os alunos estão de parabéns, mas também os anteriores, porque foi uma troca de experiências entre eles para que essa conquista chegasse. Com certeza, é um título que tem um valor enorme para alunos e também professores que contribuíram para isso”, diz.

Para Kamylo, que individualmente participou das três últimas etapas nacionais da OBR, a conquista do primeiro lugar concretiza três anos de muita dedicação. "É a concretização de todo o esforço dos últimos anos, trabalhando com a programação do robô, descontando toda a raiva e frustração. É a concretização de todo o aprendizado. É importante lembrar também que os estudantes que participam da OBR formaram uma comunidade, em que um ajuda o outro", destaca.

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