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Sábado, 24 de fevereiro de 2024
Meio Ambiente

Balneabilidade: quatro cidades com piores resultados estão no Litoral Norte

Entre as cidades com os piores resultados de balneabilidade no relatório divulgado no último dia 19, estão Itapema, Navegantes, Penha e Barra Velha.

Itajaí - SC, 24/11/2021 20h05 | Por: Daiana Brocardo | Fonte: IMA
Foto: IMA

A temporada de verão se aproxima e as análises da qualidade da água das praias já começou a ser realizada semanalmente pelo IMA - Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina. 


O relatório mais recente foi divulgado no último dia 19 e mostra que dos 231 pontos analisados, 169 estão próprios para banho, o que representa 73,2%. Em Florianópolis, dos 87 pontos onde há coleta, 61 estão em condições de receber banhistas, ou seja 70,1%. 


Em Balneário Camboriú, um dos destinos mais procurados durante a temporada, a análise da última semana mostrou que apenas dois pontos estão impróprios, apesar de toda a movimentação dos últimos meses com o alargamento da faixa de areia. Em frente à rua 4.900 na Praia Central e a Lagoa de Taquaras, que historicamente tem resultados negativos. 


Segundo o IMA, a análise de balneabilidade é feita em nas cidades de Balneário Camboriú, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo e São José. O IMA conta com apoio do Corpo de Bombeiros para a realização das coletas e o resultado pode ser acessado na íntegra pelo site: balneabilidade.ima.sc.gov.br e pelo aplicativo Praia Segura.


Entre os locais analisados, quatro cidades mostraram os piores resultados. São Itapema, Navegantes, Penha e Barra Velha, todas cidades do Litoral Norte. 

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Itapema: dos nove pontos analisados, cinco estão impróprios.
Segundo a Conasa – Companhia Águas de Itapema, cerca de 90% da população da cidade possui rede coletora de esgoto. O problema é que muitos imóveis ainda não fizeram a ligação, e o esgoto acaba caindo diretamente nos rios ou em galerias que deságuam no mar.
“Ressaltamos que os pontos de coleta para aferição do relatório estão localizados nas saídas de galerias pluviais, cujos resultados são passivos de interferência, principalmente em decorrência das chuvas, pois conforme a vazão dos córregos aumentam, há um arraste de material orgânico que está sedimentado em seus leitos. No ano passado a coleta realizada nas mesmas localidades, e no mesmo período do ano sem registro de chuvas, resultou em apenas 02 pontos impróprios para banho”, informou a concessionário por meio da assessoria de imprensa. 
A Conasa informou ainda que trabalha junto com o órgão ambiental municipal para identificação das ligações irregulares em locais onde já existe rede coletora de esgoto. 


Navegantes: dos quatro pontos analisados, três são impróprios.
Segundo o superintendente do IAN – Instituto Ambiental de Navegantes, Marcos Zaleski, a orla da cidade tem cerca de 10 quilômetros de extensão. Três dos pontos impróprios estão na região da Praia do Gravatá que sofre influência do rio Gravatá e do Córrego das Pedras; o quarto ponto impróprio fica em frente a Praça Central. 
“Conseguimos observar, em primeira análise, que um trecho de 7,5 quilômetros não é analisado pelo IMA. Mas desde fevereiro o IAN contratou uma empresa para analisar o ponto que fica na Praia Central, em frente a rótula do aeroporto, uma localidade que tem restinga preservada, é área ambiental importante. As análises semanais são para duas bactérias, além de parâmetro físico químico. Estamos com quase 20 análises e todas próprias para banho. Então, a praia é longa, tem muitos trechos bons”, explica. 
Assim como outras cidades da região, Navegantes ainda não tem coleta e tratamento de esgoto. O superintendente do IAN informou ainda que são feitas fiscalizações para exigir sistema de fossa e filtro, além disso novas construções são obrigadas a terem o tratamento individual. 


Penha: dos 11 analisados, sete estão impróprios. 
Na cidade de Penha ainda não há coleta e tratamento de esgoto. As residências e comércios contam com fossa e filtro, o que nem sempre é eficaz. 
A Concessionaria Águas de Penha informou por meio da assessoria de imprensa que já tem projeto para instalação de rede coletora e estação de tratamento de esgoto, mas “aguarda do poder público as áreas para implantação do sistema de esgotamento sanitário, previsto no contrato de concessão”. 
Segundo a prefeitura, existem alguns processos judiciais entre o município e a concessionária em relação ao contrato de prestação de serviço. Em acordo as duas partes suspenderam os processos por seis meses e montaram um grupo de trabalho. Mais de 20 reuniões foram feitas para os acertos, mas por enquanto não se chegou a um acordo. 
O secretário de turismo, Cleber Neumann reconhece o problema de balneabilidade em algumas praias, mas alerta que são em alguns pontos. “Temos problemas, mas temos pontos positivos que valem ser destacados. Temos praias com certificação internacional inclusive, o que comprova a boa qualidade da água”, fala. Penha tem 25 praias, e apenas 11 delas são analisadas pelo IMA. 


Barra Velha: dos dois pontos analisados, metade estão impróprios. 
Barra velha também não tem sistema de coleta e tratamento de esgoto, o que influencia na qualidade da água do mar. O município informou que após revisão, o Plano Municipal de Água e Esgoto Sanitário está em fase de aprovação nas instâncias legais. “Com esses parâmetros Barra Velha já vem organizando junto a Concessionária o início das obras de esgoto sanitário na cidade. Ao mesmo tempo em que a prefeitura busca para o próximo ano viabilizar uma campanha de sensibilização e uma ação de fiscalização uma junto aos moradores para que os mesmos instalem em suas propriedades, o sistema unitário de esgoto sanitário”. 
A intenção do município é seguir o novo Marco Legal de Saneamento que diz que “até 2033 todas as cidades deverão ter a cobertura de 99% de abastecimento de água e 90% de esgoto sanitário.”


Quando uma praia está imprópria?
Conforme o IMA, um ponto da praia está impróprio para banho quando 20% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores a quantidade da bactéria Escherichia Coli for superior a 800 por 100 ml; ou se o resultado for superior a 2.000 por 100ml na coleta atual. 


A Escherichia Coli é uma bactéria encontrada no intestino dos animais de sangue quente, ou seja, se ela está presente na água pode significar que o local está contaminado por esgoto doméstico. Nos humanos essa bactéria pode causar infecções de pele e gastrointestinais, por isso não é recomendado se banhar em locais impróprio. 

Confira o relatório na íntegra no link:


https://balneabilidade.ima.sc.gov.br/relatorio/relatorioBalneabildade

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