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Sábado, 24 de fevereiro de 2024
Meio Ambiente

Pesquisadores da UFSC estudam como bactérias da Antártida podem ajudar a entender mudanças climáticas

Uma das pesquisas desenvolvidas teve seus trabalhos apresentados na Sociedade Brasileira de Microbiologia.

05/12/2021 16h41 | Atualizada em 05/12/2021 22h16 | Por: Beatriz Godoy Taveira | Fonte: UFSC
Foto: Pexels

Pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investigam como as bactérias da Antártida podem trazer respostas sobre as mudanças climáticas e seu potencial em inovações da biotecnologia. Sob coordenação do professor Rubens Tadeu Delgado Duarte, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, os estudos ocorrem no Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (LEMEx).

Segundo o professor a ecologia molecular é uma área da biologia em que se utiliza moléculas para estudar a ecologia dos seres vivos, e os extremófilos são justamente organismos que conseguem sobreviver em condições extremas – tal como ocorre no continente mais frio do planeta. No LEMEx, a proposta é utilizar as moléculas das bactérias para entendê-las e desvendar propriedades e funcionalidades desconhecidas. “Tem milhares, dezenas de milhares de espécies de bactérias e um único grama de solo. Então, uma colher de chá de solo tem milhões de indivíduos a serem estudados”, explica.

 

 

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O continente antártico também se destaca pelo eixo central das pesquisas ligadas à compreensão das mudanças climáticas. Cientistas do mundo todo investigam esse ponto do planeta por causa do derretimento das geleiras, que ocasiona aumento no nível das águas, produzindo um efeito cascata na biodiversidade. “Nós queremos utilizar o conhecimento sobre essas bactérias para determinar, por exemplo, se elas podem indicar uma mudança climática mais rápida ou mais lenta, ou seja, a gente pode utilizá-las como uma forma de monitoramento de mudanças climáticas, como termômetros biológicos”, salienta o professor.

Uma das pesquisas desenvolvidas na UFSC é da estudante de iniciação científica Alanna Maylle Cararo Luiz, que teve seu trabalho de conclusão de curso recentemente apresentadi no evento da Sociedade Brasileira de Microbiologia. O estudo Estratégias de crescimento de microrganismos de solos de recuo de geleira da Antártica em termos de seleção r-k, trabalha com material coletado em uma expedição pelo continente em 2017, parte do projeto Microsfera – A Vida microbiana na Criosfera Antártica: mudanças climáticas, e bioprospecção.

 

 

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