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Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021
Meio Ambiente

Santa Catarina é o primeiro estado a proibir o uso de agrotóxico que causa morte de abelhas

Decisão veio após estudos sobre o uso de fipronil e a morte de abelhas. Portaria proibindo o uso do agrotóxico foi publicada pela CIDASC em setembro.

Florianópolis - SC, 25/10/2021 17h00 | Atualizada em 26/10/2021 08h05 | Por: Daiana Brocardo | Fonte: Ministério Público de SC
Imagem Ilustrativa / Pixabay

Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a proibir o uso de fipronil, agrotóxico identificado como causador da mortandade extensiva de abelhas. A proibição foi determinada em portaria da CIDASC - Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, publicada em setembro, depois que estudos comprovaram a ação letal do agrotóxico paras os insetos.

A suspeita de que o fipronil pudesse causar danos aos apiários já era discutida desde 2017, pelo Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT). Em alguns países inclusive, ele já é proibido. Mas a investigação sobre o impacto do uso de fipronil só foi adiante depois que 50 milhões de abelhas morreram no Planalto Norte catarinense, em 2019, nas áreas vizinhas a plantações de soja. Os resultados dos estudos confirmaram o agrotóxico como causador da mortandade.

A pesquisa foi custeada pelo Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) do Ministério Público de Santa Catarina, que reverte o dinheiro de condenações, multas e acordos judiciais para custear os projetos em prol do consumidor.

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Danos aos apiários

As abelhas têm papel fundamental na produção dos alimentos presentes na mesa do consumidor, pois são importantes agentes polinizadores das plantas, influenciando diretamente na qualidade e quantidade dos alimentos. Segundo a Epagri, cerca de 73% das espécies agrícolas cultivadas no mundo são polinizadas por abelhas – e o valor mundial desse serviço é estimado entre US$235 e US$577 bilhões por ano. Em Santa Catarina, o impacto econômico da apicultura também se reflete no ganho de produtividade de culturas como maçã, pera e ameixa, graças ao trabalho de polinização das abelhas.

Conforme a professora Generosa Souza Ribeiro, coordenadora do Laboratório de Apicultura e Meliponcultura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), a discussão a respeito dos impactos dos agrotóxicos nas abelhas está presente no mundo todo.

Entre os temas mundialmente discutidos, está a Síndrome do Colapso das Colônias das Abelhas, fenômeno já percebido nos EUA e em países europeus, além do Brasil. O Colony Collapse Disorder, como é chamado em inglês, se refere ao desaparecimento em massa das populações de abelhas, que tem como causa a degradação ambiental e o uso desenfreado de agrotóxicos.

Devido ao desaparecimento desses insetos, em muitos cultivos os agricultores precisam utilizar métodos alternativos para que a polinização ocorra, como, por exemplo, contratar o uso temporário de colmeias, que oneram a produção. Entretanto, destaca a pesquisadora, as abelhas dessas colmeias também ficam expostas aos agrotóxicos aplicados nos cultivos, repetindo o ciclo de adoecimento dos insetos que tem levado ao seu desaparecimento.

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