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Domingo, 25 de fevereiro de 2024
Meio Ambiente

Verão pet: quais os cuidados com os cães na praia e na piscina?

Levar os cães à praia ou para brincar na piscina requer uma série de cuidados para garantir a saúde deles.

Itajaí - SC, 18/12/2021 11h12 | Atualizada em 21/12/2021 07h28 | Por: Daiana Brocardo
Joaquim na praia com colete gelado, tapetinho e guia. Foto: Arquivo pessoal

Joaquim é um buldogue francês de oito anos de idade. A tutora, Morgana Balbinot, que mora em Itajaí, conta que ele adora praia e piscina. “É a vida dele, ele ama...” comenta. Mas para manter a alegria do pet no verão, Morgana não economiza nos cuidados, entre eles: piscina rasa, proteção contra o calor e o sol. 

O Joaquim é um cão braquicefálico, ou seja tem o focinho mais curto e achatado, por isso tem uma dificuldade anatômica em controlar a temperatura do corpo. Segundo a veterinária especialista em dermatologia animal, Alexandra Vincenzi Mergen, o ideal é que cães braquicefálicos não sejam expostos ao calor extremo, ou se forem, tenham alguns cuidados redobrados. “Nesse caso eu oriento que não leve na praia, ou apenas em temperaturas mais amenas e ainda usar um colete de gelo. Tem uns coletinhos térmicos de gelo que auxiliam o cão a controlar a temperatura, e sempre oferecer um lugar de sombra”, explica. 

Segundo a veterinária, no caso do Joaquim, a tutora segue todas a orientações. Na foto acima ele aparece com o coletinho de gelo e na sombra, além dos outros cuidados conforme a orientação da especialista.

 
Atenção aos cuidados

Para aproveitar o verão com o pet da melhor maneira possível e curtir praia e piscina de forma saudável é preciso seguir uma série de cuidados, independentemente da raça. Segundo Alexandra, o primeiro ponto em relação a praia é “verificar no município se há permissão de cães na praia. Tem alguns estados e cidades que não permitem, outros mediante a apresentação de carteirinha de vacinação”. 

Em Balneário Camboriú e Itajaí, por exemplo, é proibido levar os cães à praia. A justificativa está na questão sanitária. Além dos cães estarem expostos à doenças humanas e parasitárias do ambiente, se não estiverem saudáveis, os animais também podem transmitir doenças aos humanos. Além disso, existe uma grande questão de bom senso dos tutores, que nem sempre é respeitada, como por exemplo recolher as fezes do animal da areia.

 
Controle parasitário e vacinas

Se a praia for permitida, o segundo ponto é o controle ectoparasitário. A médica veterinária orienta que seja de “preferência com ação repelente para prevenção de dirofilariose e leishmaniose, que são transmitidas pela picada de mosquito. Além claro, da proteção de pulgas e carrapatos, e bicho de pé - que é um tipo de pulga também. Vermífugo em dia é essencial, até pelo risco de verminose incluindo a larva migrans cutanea que pode pegar na areia da praia”. Além de tudo isso, é preciso estar com as vacinas em dia.

 
Saúde da pele

O banho de mar é uma ótima opção para refrescar, e na maioria dos casos, eles adoram. Se o cão for saudável, não tiver problemas ou alergias de pele, pode aproveitar à vontade, mas é preciso tomar banho assim que chegar em casa. “O ideal é shampoo hidratante, enxaguar muito bem e usar condicionador pra pelagem. Como a água do mar é salobra, ela tem uma concentração iônica bem alta, fora a alteração do ph da água, então precisa hidratar a pele e os pelos também”, explica Alexandra.

Se o cão já tiver histórico de doenças de pele, é preciso verificar com o médico veterinário qual a orientação para cada caso.

 
Proteção solar e areia quente 

Assim como para os humanos, o sol pode ser extremamente prejudicial para os animais. Segundo a médica veterinária, “para cães de pelagem clara os horários de exposição solar devem ser obrigatoriamente antes das 10h e depois das 16h. Uso de protetor solar adequado nas regiões sem pelo, com reaplicação no mínimo a cada duas horas”. A exposição solar inadequada pode causar lesões actínicas, ou seja dermatite solar.

Independentemente da cor dos pelos ou da raça, o horário de sol muito quente deve ser evitado e o uso de protetor solar indispensável. 

Outro ponto que deve ser observado é a temperatura da areia. Se queima o seu pé, queima o dele também. “Para não queimar os coxins, que são as almofadinhas, é bom sempre verificar a temperatura da areia. Se precisar, molhar o local onde o cão vai pisar para diminuir a temperatura. Como ele deve ficar na guia e não solto, dá pra controlar onde ele pisa”, explica a especialista.
 
 

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Hidratação

Manter a hidratação é fundamental. Os tutores devem sempre levar água mineral. Uma boa dica da médica veterinária Alexandra é levar picolé de água de coco ou de frutas, se o animal goste e possa comer. 


Controle de temperatura

Os cães regulam a temperatura corporal por meio da respiração. Com certeza você já viu um cão ofegante e com a língua para fora. É assim que eles transpiram. Mas em ambientes muito quentes eles podem ter dificuldades em manter a temperatura ideal e comecem a desenvolver hipertermia, ou seja o aumento da temperatura do organismo. Nos casos mais graves ele pode precisar até de atendimento médico veterinário urgente e internação.

Segundo a médica veterinária, “as altas temperaturas causam uma resposta inflamatória sistêmica e alguns até convulsionam, desmaiam, tem desorientação e até óbito”.

Como já falamos no início da reportagem, se for um cão braquicefálico, ou seja o focinho achatado, os cuidados devem ser redobrados; não apenas na praia, mas em casa, nos dias mais quentes do verão também.

 
Segurança

Por mais que o cão seja dócil e brincalhão, a praia é um local público onde vão estar muitas pessoas e, se permitido, outros animais. É preciso respeitar o espaço do outro. Por isso o ideal é que o animal esteja sempre com a guia. Além disso, a guia é um recurso de segurança para evitar que o cão se afogue ao entrar no mar. “Tem umas guias longas ou com fio retrátil, essa seriam ideias. Além disso é preciso prestar atenção ao comportamento do cão. Ele tem que ser sociável e idealmente adestrado”, orienta Alexandra.

  
Na piscina 

Se o seu pet prefere piscina, os cuidados de proteção, prevenção e saúde devem ser os mesmos acima, a diferença é que na piscina o animal precisa estar o tempo todo acompanhado, devido ao risco de afogamento. Nem todos os cães tem habilidades para natação, e mesmo que tenha, ele pode não conseguir sair, se cansar e se afogar. Em rios ou lagos é bom também estar sempre de olho.

No caso do Joaquim, nosso personagem, a tutora prefere uma piscina rasinha, bem segura. 

 

 

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