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Sexta-feira, 01 de março de 2024
Saúde

Alerta: duas mortes por influenza em Santa Catarina, um caso por H3N2

Uma menina de 12 anos e uma idosa de 96 anos morreram por consequências da doença. Estado mantém monitoramento dos casos e alerta para etiqueta da tosse.

Florianópolis - SC, 31/12/2021 08h10 | Atualizada em 31/12/2021 08h17 | Por: Redação | Fonte: DIVE/SC
Foto: Ilustrativa / Freepik

A Dive - da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina confirmou nesta quinta-feira (30) a morte de uma menina de 12 anos, moradora de Brusque, por consequência do vírus H3N2. Uma idosa de 96 anos, de Joinville, também morreu por consequência da influenza, mas os tipo do vírus não foi identificado. 

Até o mês de dezembro de 2021 foram registrados 55 casos de influenza no Estado, sendo um caso de influenza A (H1N1) pdm09; dois casos de influenza B; 47 casos de influenza H3N2 e cinco casos de influenza A (não subtipado ou inconclusivo).

Como é feito o monitoramento

Em Santa Catarina, a vigilância do vírus influenza ocorre através das coletas realizadas semanalmente nas Unidades Sentinelas para Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), além da análise de todos os casos de SRAG internados em UTI e óbitos. 

Segundo a Dive, o objetivo da vigilância é identificar a circulação do vírus, dessa forma, e orientar as unidades e profissionais de saúde sobre a importância de considerarem o vírus influenza como agente etiológico de casos de SG e SRAG, principalmente na população de maior risco, como crianças, idosos e portadores de comorbidades.

O fato é que os casos testados são apenas os de pacientes que estão em internação, por isso a realidade da circulação do vírus pode ser muito maior do que o demonstrado nos relatórios. 

Na avaliação do diretor da DIVE/SC, João Augusto Brancher Fuck, embora os resultados ainda não tenham sido divulgados, é provável que o vírus circulante no Estado seja o H3N2, considerando as informações sobre a doença nos outros estados do país. “A prevenção é uma das formas da população ficar protegida. A ventilação natural dos ambientes é uma das principais medidas de prevenção da gripe e de diversas outras doenças de transmissão respiratória, como COVID-19, resfriado, meningite, entre outras”. O diretor completa que a chamada Etiqueta da Tosse é fundamental para a prevenção. Isso porque as gotículas infecciosas expelidas em tosses ou espirros podem alcançar até 1,5 metro de distância, atingindo pessoas e toda a região próxima.


 

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Importância do tratamento

O início do tratamento não exige confirmação por exame de laboratório, ficando a critério do médico. Destaca-se a importância da prescrição do fosfato de oseltamivir para todos os casos que tenham condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal, mesmo em atendimento ambulatorial. O medicamento está disponível em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), em todos os municípios catarinenses.

Campanha de vacinação

Para a realização da 23ª Campanha Nacional de Vacinação, realizada entre os dias 14 de abril a 09 de julho de 2021, o estado distribuiu 2.757.310 doses da vacina - que nesta temporada era composta pelos vírus inativados A/Victoria/2570/2019 (H1N1) pdm09, A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2) e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

Com o final da campanha, o Ministério da Saúde (MS) recomendou a continuidade da aplicação da vacina, para toda a população a partir dos 6 meses de idade, além dos grupos elencados como prioritários, mas a cobertura vacinal alcançada foi de 67,5%.

Influenza

O vírus influenza é uma doença infecciosa febril aguda com maior risco de complicações em alguns grupos vulneráveis. A doença pode evoluir para formas mais graves, como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e até óbito.

“Espaços fechados retêm umidade e calor, fazendo com que vários micro-organismos de transmissão respiratória permaneçam viáveis por mais tempo no ambiente e, com a aglomeração de pessoas, favorecem a transmissão dos mesmos”, explica o médico infectologista Fábio Gaudenzi. “É importante, ainda, que objetos de uso pessoal não sejam compartilhados e que as mãos sejam lavadas várias vezes ao dia, com água e sabão, ou higienizadas com álcool gel, pois as superfícies tocadas podem estar contaminadas”, acrescenta.

Medidas de prevenção

• Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel;

• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

• Cobrir o nariz e boca com o antebraço ao espirrar ou tossir;

• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

• Manter o uso da máscara, especialmente nos locais pouco ventilados ou em que não é possível manter o distanciamento social;

• Manter os ambientes bem ventilados;

• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

• Evitar sair de casa em período de transmissão da doença;

• Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);

• Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

 

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