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Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021
Saúde

Especialistas alertam que letargia de higiene pós-Covid pode colocar milhões de pessoas em risco de infecções fatais devido à resistência antimicrobiana

Com a ocorrência de surtos de doenças infecciosas mais prováveis até 2030, devemos adotar comportamentos de higiene duradouros para proteger a nós e nossos entes queridos da ameaça de doenças infecciosas emergentes.

19/11/2021 07h30 | Atualizada em 19/11/2021 09h51 | Por: Lucas Marques | Fonte: ESTADÃO Conteúdo
Foto: PxHere

Com mais de cinco milhões de mortes em todo o mundo, a COVID-19 gerou um impacto significativo nas sociedades e sistemas de saúde mundiais. Ao mesmo tempo que continuamos a lidar com esse impacto, há uma ameaça ainda maior à saúde pública que deve ser enfrentada, a AMR. A importância do papel da higiene na ruptura da cadeia de infecção foi demonstrada durante a pandemia da COVID-19, no entanto, especialistas do GHC temem que estejamos vivenciando a letargia de higiene à medida que fazemos a transição para um mundo pós-COVID, exacerbando a ameaça da AMR

No mês passado, a OMS lançou seu relatório sobre o estado da higiene das mãos no mundo, delineando a importância da higiene das mãos na prevenção de infecções e na redução do impacto da AMR à medida que se estende a vida dos antimicrobianos (por exemplo, dos antibióticos). O GHC aprova esse maior enfoque na higiene das mãos e está apoiando a WAAW (Semana Mundial de Conscientização sobre Antibióticos) desse ano, concentrando suas atividades na redução da necessidade de antibióticos por meio do incentivo à melhoria da higiene das mãos para prevenir a disseminação de infecções.

Sabiha Essack, porta-voz do GHC e professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, comentou: "A higiene responsável, como lavar as mãos, é uma intervenção eficaz para prevenir infecções, ajudando a eliminar a necessidade de antimicrobianos (como, por exemplo, antibióticos) Comportamentos como lavar as mãos têm o potencial de reduzir a transmissão de doenças, conforme pudemos vivenciar com a COVID-19, e devem ser incentivados após a pandemia".


 

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O uso desnecessário de antibióticos acelerou o surgimento e a disseminação de bactérias resistentes. Infecções comuns que são tratadas sem sucesso devido a bactérias resistentes a antimicrobianos respondem por mais de 700 mil mortes por ano em todo o mundo, e espera-se que estejam associadas com a morte de dez milhões de pessoas por ano até 2050. A adoção de práticas cotidianas de higiene pode reduzir o risco de infecções comuns em até 50% e oferecer um contexto para a redução da prescrição de antibióticos, minimizando as oportunidades de formação de bactérias resistentes a antibióticos.

Com a ocorrência de surtos de doenças infecciosas mais prováveis até 2030, devemos adotar comportamentos de higiene duradouros para proteger a nós e nossos entes queridos da ameaça de doenças infecciosas emergentes, reduzir o impacto da AMR e de antimicrobianos que perdurem no futuro, como os antibióticos, para os anos que estão por vir.


 

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