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Segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Segurança

Assassino de mulher transexual é condenado por feminicídio em Florianópolis

Sentença é proferida pouco mais de três anos após o crime; réu já respondia a outras quatro ações penais

Florianópolis, 13/10/2021 01h20 | Por: Fabricio Correia | Fonte: TJSC
Arquivo Pessoal

O Tribunal do Júri da comarca de Florianópolis condenou Junior Everton Menegildo, de 32 anos de idade, a uma pena de 14 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado pelo crime de feminicídio, cometido na capital em 07 de Junho de 2018.

De acordo com a Polícia, Junior matou sua namorada, a transexual Kamylla Roberta, natural de São José dos Campos, interior de São Paulo, aos 26 anos de idade, com golpes de barra de ferro.

O crime ocorreu no apartamento que ela vivia, no bairro Canasvieiras, Norte da Ilha, onde costumava circular em busca de programas com clientes. O julgamento também levou em consideração o crime de furto realizado pelo suspeito após o assassinato.

Segundo a polícia, numa noite, Junior esperou Kamylla dormir para atacá-la com a barra. Depois disso, ele fugiu do local com o carro da vítima para Chapecó, mas acabou preso um mês depois, em Itapema, quando circulava pela Rua 902 com o Ford Ka furtado. A vítima e o réu mantinham uma relação íntima e a motivação pode ter sido provocada por ciúmes ou desentendimento, de acordo com denúncia do Ministério Público (MPSC),

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A Polícia também descobriu que Junior possuía outras 60 passagens por crimes de roubo, furto, tráfico e receptação. O réu responde, segundo a justiça, a outras quatro ações penais e por isso, foi negado o direito de recorrer em liberdade.Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). 

Segundo o órgão, esta foi uma das primeiras vezes que jurados reconheceram que o crime contra uma mulher transexual foi cometido em razão da condição do sexo feminino.

“As circunstâncias do crime escapam à normalidade, tendo em conta que o réu se aproveitou das relações afetivas que mantinha com a vítima, atacando-a no interior de sua própria moradia, em horário de repouso noturno, impossibilitando-a de esboçar qualquer reação, pois surpreendida com a ação desmedida e inesperada do acusado”, afirmou o juízo da Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Em 2012, Junior Everton, então com 23 anos, virou notícia após encontrar um bebê de apenas dois dias, abandonado numa rua de Chapecó. O recém-nascido estava enrolado com uma manta e dentro de uma sacola jogada num terreno baldio, na Avenida Coronel Licínio de Córdova, no bairro São Cristóvão. Na época, a polícia foi acionada e o caso repassado ao conselho tutelar da cidade.

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