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Domingo, 25 de fevereiro de 2024
Segurança

Fotógrafo é condenado por abusar de mulheres durante ensaios na Grande Florianópolis

Durante as sessões fotográficas, o acusado começava a chamar as vítimas de "gostosa" e passava a mão em seus corpos

Florianópolis - SC, 29/11/2021 18h00 | Atualizada em 04/12/2021 15h39 | Por: Redação
Foto: Divulgação

A 4ª Vara Criminal da comarca da Capital sentenciou um fotógrafo que praticava atos libidinosos contra mulheres durante as sessões de fotografia, na Grande Florianópolis. Pelo crime de violação sexual mediante fraude, o homem foi condenado à pena de cinco anos e seis meses de reclusão, em regime semiaberto. No decorrer dos ensaios, o fotógrafo passava a mão nos seios e glúteos das vítimas e, ainda, batia uma foto.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homem se utilizava da profissão de fotógrafo para abusar sexualmente das suas clientes. Em maio de 2019, ele foi denunciado em duas ocorrências distintas. A estratégia era convidar uma mulher para fazer um ensaio sensual mas, às vezes, mesmo contratado para o serviço, ele assediava a cliente. Durante o ensaio, ele começava a chamar as vítimas de "gostosa" e passava a mão em seus corpos.

Depois da sessão, ele convidava as mulheres para jantar e algo mais. Em um dos casos, chegou a chamar a cliente para se prostituir. Passada uma semana, mesmo com a negativa da vítima, ela começou a receber ofertas de homens de São Paulo e de Goiás. As ofertas chegaram ao patamar de R$ 5 mil. O fotógrafo chegou a gravar um vídeo em rede social onde pedia desculpas e reconhecia em parte seus erros, mas apagou a publicação posteriormente.

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A defesa do homem requereu absolvição porque não haveria prova válida e crível suficiente para a condenação. Defendeu que não há evidência de fraude. Sobre o contato físico com as mulheres, argumentou que se tratava de um ensaio sensual e todas estavam cientes conforme contrato assinado.

“Diante desse cenário, não há espaço para a absolvição do acusado, pois aquele que simula a necessidade de tocar nas partes íntimas da vítima, sob o pretexto de fotografá-la (ou melhorar a pose da foto) e, supostamente, obtém o consentimento (viciado) da mesma para praticar o ato libidinoso com intenção sexual (o que foi o caso), comete a fraude inerente ao tipo previsto no art. 215 do Código Penal”, anotou o magistrado Rafael Bruning em sua sentença.​

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