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Domingo, 24 de outubro de 2021
Segurança

Polícia Civil trata sobre uso dos bancos de perfis genéticos criminais para solução de crimes sexuais

A identificação de autores de crimes através do DNA já é feita pelo IGP. A técnica foi apresentada e abordada com a Polícia Civil com o objetivo de auxiliar as investigações policiais.

Santa Catarina, 30/09/2021 17h00 | Por: Beatriz Godoy Taveira
Foto: Divulgação/Polícia Civil SC

A Polícia Civil de Santa Catarina e o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina, se reuniram no último dia 17 para discutir sobre o uso do Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina (BPG/SC) e do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), no combate aos crimes sexuais no Estado. No encontro, foram abordadas ações que podem influenciar nas investigações e orientar os policiais civis, a partir do alinhamento do fluxo de processos entre as instituições.

Através de vídeos explicativos, que serão gravados para instruir os policiais sobre o uso dos dados fornecidos pela ferramenta, será possível uma maior efetividade do uso do Banco de Perfis Genéticos para solucionar e amparar as investigações desses casos. “A ideia da reunião foi passar como funciona a ferramenta e o seu potencial na resolução de crimes sexuais, tanto nos casos antigos, como nos recentes, ajustando processos para que a ferramenta seja mais eficiente nas investigações policiais”, explicou o administrador do Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina e Perito Criminal Clineu Julien Seki.

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Segundo o Perito, as análises de perfis genéticos possuem grande influência na solução dos crimes, direcionando as investigações e até mesmo revelando a identidade do criminoso. “Os exames de DNA são comparativos. Comparamos a amostra coletada da vítima com as amostras de suspeitos. A partir disso, podemos obter um perfil genético de amostras criminais e compara-lo com perfis genéticos de condenados que se enquadram no Art. 9º-A da LEP”, explica o administrador do Banco de Perfis.

O Art. 9º-A, diz respeito a obrigatoriedade de o condenado por crime doloso praticado com violência conta a vida, a liberdade sexual e por crime sexual contra vulnerável, se submeter a identificação do perfil genérico, mediante o recolhimento de DNA.

A coordenadora das DPCAMI no Estado e Delegada de Polícia Patrícia Zimmermann, destaca que o banco de perfis genéticos é uma importante ferramenta para as investigações e soluções de crimes sexuais, já que, na maioria das vezes, o mesmo autor pode ser responsável por mais de um crime. “Uma vez que o material genético é extraído de vestígios do crime, que podem ficar no corpo de vítimas em casos de estupro ou no local do acontecimento, essa prova é importantíssima. A Polícia Civil trabalha na investigação com a cadeia de custódia dos vestígios do crime. Se estes vestígios são preservados e é observada a cadeia de custódia, torna-se possível trabalhar com a identificação da autoria de crimes através do perfil genético, prova esta que é muito difícil de se questionar”, afirma a delegada.

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