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Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Trânsito

“O motorista brasileiro é individualista, é um problema cultural”, afirma policial rodoviário após balanço negativo da Operação Natal

Os quatro dias de fiscalização especial registraram um aumento nos números de acidentes, feridos e mortos em comparação ao ano passado; Adriano Fiamoncini, chefe do núcleo de Comunicação Social da PRF, conversa com a Rádio Cidade.

Santa Catarina, 27/12/2021 10h22 | Atualizada em 27/12/2021 14h58 | Por: Beatriz Godoy Taveira/Lucas Marques | Fonte: Polícia Rodoviária Federal
Foto: Divulgação/PRF

A Operação Natal 2021, da Polícia Rodoviária Federal, foi encerrada à meia-noite deste domingo (26). Totalizando quatro dias de fiscalização, a ação foi iniciada na última quinta-feira (23) e registrou aumento nos três índices, acidentes, feridos e mortos, nas rodovias federais que cortam Santa Catarina, se comparados com o mesmo período em 2020.

Ao todo foram 22,3% a mais de acidentes, 15,6% de feridos e 50% de mortos. Segundo informações, a PRF registrou seis mortes, das quais três aconteceram no mesmo acidente, sendo uma colisão frontal na BR-116 em Gaspar, ocorrido na sexta-feira (24). As outras três mortes aconteceram na quinta-feira (23), em uma saída de pista na BR 116 em Capão Alto, no sábado (25), em outra saída de pista na BR 101 em Balneário Camboriú, e no domingo (26), um atropelamento de pedestre na BR 282 em Águas Mornas.

 

 

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De acordo com a PRF, centenas de condutas perigosas foram flagradas pelas estradas do Estado nestes quatro dias de fiscalização, sendo elas:

- Motoristas dirigindo sob efeito de álcool: 142

- Ultrapassando em local proibido: 139

- Motoristas ou passageiros sem cinto de segurança: 438

- Crianças sendo transportadas sem cadeirinha: 56

- Condutor manuseando o celular: 29. 

Em entrevista a Marcus Vinicius, no Jornal da Rádio Cidade – Edição das 13h desta segunda-feira (27), o chefe do núcleo de Comunicação Social da PRF, Adriano Fiamoncini, falou sobre os números finais da operação.

“Foi um balanço negativo se compararmos com o ano passado, aumentaram os 3 critérios de comparação: acidentes, feridos e mortos. Isso pode ser explicado em partes pela pandemia, em dezembro do ano passado havia um isolamento social mais forte, muitos não viajaram”, analisa Adriano.

“O motorista brasileiro é individualista, pensa só em si e não no coletivo. Muitas vezes ele sai atrasado e quer tirar esse atraso na rodovia, ou bebe e dirige sem qualquer remorso. É um problema cultural que levará décadas para ser resolvido”, conclui o policial rodoviário.
 

 

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