Segunda-feira, 15 de abril de 2024

COLUNISTAS

Laura Lidia Rosa

Filosofia solarpunk: explorando um futuro sustentável e otimista

11/03/2024 17h41 | Por: Laura Lidia Rosa
Projeto São Paulo 2050, Protótipo Solarpunk arquiteta e urbanista Laura Lidia Rosa

A "Filosofia do solarpunk" é um movimento cultural e ideológico que busca tecer, explorar e promover um futuro sustentável, equitativo, inclusivo e otimista, através da incorporação de tecnologias eco-friendly, uso de materiais orgânicos, valorização e resgate de nossa ancestralidade, e principalmente, projetando cidades e fazendas inteligentes, com design futurista que trazem layouts de arquitetura biomimética, com práticas de design sustentável,  muito uso de inteligência artificial, automação, tecnologia e inovação, e uma abordagem positiva em relação ao desenvolvimento urbano, rural e ambiental, com fazendas verticais urbanas e cidades mais verdejantes com edifícios certificados com selos de sustentabilidade ESG e Greenbuilding.

Veja essa imagem de Protótipo Projetual sollarpunk da Capital de São Paulo em 2050, esse projeto futurístico utiliza toda teoria do solarpunk, ele valoriza a utilização de energias renováveis, a integração da natureza no ambiente urbano, a resiliência comunitária e a inovação criativa para criar soluções para os desafios ambientais e sociais que enfrentamos atualmente. 

Em contraste com visões distópicas do futuro, o solarpunk propõe uma abordagem esperançosa e inspiradora que incentiva a cooperação, a sustentabilidade, a ancestralidade, a plasticidades culturais e artísticas, o fim das desigualdades e a harmonia com o meio ambiente e todos os ecossistemas.

O solarpunk valoriza e promove ativamente a utilização de energias renováveis como parte fundamental de sua filosofia, as cidades solarpunk, são projetados com muitos recursos tecnológicos da captação de energia solar. 

Isso inclui a implementação de tecnologias solares, eólicas, hidrelétricas e outras fontes de energia limpa e sustentável para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar os impactos ambientais causados pela geração de energia convencional, pelas práticas capitalistas, como a emissão de gases do efeito estufa, e pelo uso desenfreado de combustíveis fósseis, que são recursos naturais finitos, essas são questões urgentes que demandam atenção e ação imediata.

O solarpunk e as cidades inteligentes compartilham alguns princípios e objetivos em comum, o que torna a integração entre esses conceitos bastante promissora:
1.    Sustentabilidade: Tanto o solarpunk quanto as cidades inteligentes têm como foco principal a busca por soluções sustentáveis para os desafios urbanos, promovendo o uso de energias renováveis, práticas de design eco-friendly e a redução do impacto ambiental.

2.    Tecnologia e inovação: As cidades inteligentes se baseiam fortemente no uso de tecnologias avançadas para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e otimizar a gestão urbana. O solarpunk, por sua vez, também valoriza a inovação tecnológica, especialmente quando se trata de soluções que promovem a sustentabilidade e a resiliência ambiental.

3.    Participação comunitária: Ambos os conceitos enfatizam a importância da participação ativa da comunidade no planejamento e na tomada de decisões relacionadas ao desenvolvimento urbano. Tanto o solarpunk quanto as cidades inteligentes buscam promover a colaboração e o engajamento dos cidadãos na construção de cidades mais humanas, inclusivas e sustentáveis.

Ao priorizar as energias renováveis, o solarpunk busca criar um futuro mais sustentável, resiliente e ecologicamente equilibrado, contribuindo para a transição para uma sociedade mais verde e consciente do seu impacto no planeta, adotando práticas como:

-Integração da natureza na cidade: como os mobiliários urbanos do solarpunk podem promover uma maior conexão com o meio ambiente nas áreas urbanas.

-Sustentabilidade e eficiência energética: explorando como os materiais agregadores do agronegócio podem ser utilizados na construção de mobiliários urbanos que promovem a geração de energia limpa e renovável.

-Otimismo e resiliência: como a filosofia do solarpunk pode inspirar uma visão de futuro mais positiva e esperançosa, baseada na ideia de um desenvolvimento urbano sustentável e regenerativo.

-Inovação e criatividade: discutindo as possibilidades de design e arquitetura que surgem da combinação de elementos do solarpunk com materiais provenientes do agronegócio, incentivando a criatividade e a inovação na construção de espaços urbanos mais sustentáveis.

-Educação e conscientização: como a implementação de mobiliários urbanos e materiais sustentáveis pode contribuir para a educação ambiental e a conscientização da população sobre a importância da preservação do meio ambiente e da adoção de práticas mais sustentáveis no cotidiano.

Assim, a integração do solarpunk com o conceito de cidades e fazendas inteligentes pode resultar em abordagens inovadoras e holísticas para o planejamento urbano, que combinam tecnologia, sustentabilidade e participação comunitária para criar ambientes urbanos com espaços públicos mais verdes, cheios de hortas urbanas, parques arborizados, biomas restaurados com suas respectivas plantas nativas, gestão de recursos naturais mais eficientes, ambientes mais resilientes e agradáveis de se viver.
 

Laura Lidia Rosa

Ecodesign: Integrando a natureza e a funcionalidade na Arquitetura Solarpunk na Rede de Escolas Municipais

27/02/2024 08h55 | Por: Laura Lidia Rosa

Olá! Hoje irei apresentar para vocês, caros(as) leitores, um “Protótipo de Projeto Arquitetônico Educional Solarpunk”, para ser implantado em “Rede de Escolas Municipais”, que integram o partido arquitetônico de Ecodesign, que cumprem os 17 ODS da agenda 2030, e que avaliam o programa de necessidades com Inteligência Artificial, Automação, Design Universal e práticas que mitigam impactos ambientais e sociais, através da escolha correta de materiais sustentáveis.


O Ecodesign é uma abordagem que busca integrar a natureza e a funcionalidade na arquitetura moderna e verdejante, permitindo a construção de edifícios sustentáveis solarpunk e resilientes com adoção de design universal e design biofílico e com implantação de materiais ecologicamente responsáveis. 


 Essa prática foi escolhida para o projeto da Rede de Escolas Municipais, pois traz um sistema avançado na produção e no cronograma ágil,  com a técnica de construção civil a partir da Arquitetura Modular, que traz uma proposta de sistema construtivo seco e rápido e envolve a utilização de materiais e técnicas que minimizam o impacto ambiental, promovendo o equilíbrio entre as necessidades humanas e a preservação do meio ambiente, 

               No Ecodesign, são considerados aspectos como eficiência energética, uso de fontes renováveis ​​de energia, reutilização de materiais, conservação da água, redução da poluição, redução do carbono e recuperação do nitrogênio do solo com adoção de jardins com plantas nativas da família das plantas xerófitas. Além disso, o projeto arquitetônico é pensado para promover uma interação harmoniosa entre o ambiente construído mais acessível e o entorno natural.

              Uma das principais estratégias do Ecodesign é aproveitar ao máximo os recursos naturais disponíveis. Isso inclui o design de edifícios voltados para capturar luz solar adequada para iluminação natural e aquecimento passivo, bem como para promover ventilação cruzada que minimize a necessidade de sistemas artificiais de climatização, ou ventilação subterrânea, ou através da adoção de paredes verticais com três propostas de materiais, entre eles:

- Cobogós com paredes vazadas e elementes estéticos decorativos;
- Brises de controle de insolação e ventilação;
- Paisagismo Vertical com técnica de design biofílico em hortas medicinais e alimentícias.

Além destes três elementos, existem outros materiais sustentáveis ​​que são amplamente utilizados no Ecodesign. A estrutura de uma construção modular geralmente é feita de aço galvanizado, que é resistente, durável e permite a montagem e desmontagem das peças com facilidade, já nos acabamentos internos, isso pode variar, conforme as preferências estéticas e funcionalidades do projeto.

Podem incluir gesso cartonado (drywall) para paredes internas, pintura, papel de parede, azulejos ou placas decorativas, que também incluem madeira certificada proveniente de florestas manejadas de forma sustentável, tintas sustentáveis, uso de concreto com baixo teor de carbono ou até mesmo materiais reciclados como vidro, aço corten e metal, não esquecendo do isolamento, que é importante para garantir o conforto dentro da construção modular, adotando materiais como lã de rocha, lã de vidro ou poliestireno expandido são utilizados para proporcionar isolamento térmico eficiente.

              A integração da natureza também é um elemento-chave do Ecodesign. A criação de espaços verdes em torno dos edifícios com técnicas de Design Biofílico ajudam na regulação térmica e melhoram a qualidade do ar.

Além disso, telhados verdes ou jardins verticais com prados polinizadores, que podem ser incorporados aos projetos arquitetônicos para proporcionar benefícios adicionais à biodiversidade local e a recuperação de biomas nativos.

               Em resumo, o Ecodesign busca criar Edifícios solarpunk na Rede de Escolas Municipais com Design Moderno eficiente e que sejam funcionais e ao mesmo tempo estejam em harmonia com o meio ambiente através do cumprimento da agenda 2030.

Essa abordagem valoriza a utilização consciente dos recursos naturais disponíveis, além da escolha cuidadosa dos materiais utilizados na construção. O resultado são construções mais sustentáveis ​​e ecologicamente responsáveis ​​que contribuem para um futuro mais equilibrado em termos ambientais.
 

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Laura Lidia Rosa

"XEROPAISAGISMO NO BRASIL: HISTÓRIAS INSPIRADORAS"

13/02/2024 00h00 | Por: Laura Lidia Rosa
Foto: Laura Lídia Rosa

Olá! Eu me Laura Lidia Rosa, sou arquiteta urbanista e xeropaisagista, venho convidar todos leitores para lerem o meu primeiro livro, uma obra literária sobre paisagismo sustentável seco e nativo, trazendo reflexões sobre os biomas Brasileiros. O título aborda o tema sobre: “XEROPAISAGISMO NO BRASIL: HISTÓRIAS INSPIRADORAS”, é um livro de não ficção que mergulha no cenário árido e desafiador da paisagem brasileira. A obra trata de forma detalhada, intuitiva e informativa a problemática da seca e da desertificação em todo território nacional, explorando as causas, consequências e possíveis soluções para esse fenômeno preocupante.

Com base em uma extensa pesquisa que realizei durante o período da pandemia do Covid, foi possível estudar, realizar pesquisas in loco e análise de dados, este livro oferece uma visão abrangente sobre o xeropaisagismo ou paisagismo sustentável que será implantado no Brasil, um termo que se refere à prática de adaptação de áreas secas e semiáridas por meio do uso consciente dos recursos naturais. 

Os leitores terão acesso a informações relevantes sobre a importância da preservação ambiental, da gestão sustentável da água e do solo, bem como das iniciativas governamentais e comunitárias voltadas para a mitigação dos impactos da seca.

Explorando temas como a desertificação, a escassez hídrica, a agricultura familiar, a biodiversidade e o papel das comunidades locais na promoção da sustentabilidade, “XEROPAISAGISMO NO BRASIL: HISTÓRIAS INSPIRADORAS”, convida os leitores a refletirem sobre o seu papel na construção de um futuro mais resiliente e equilibrado para as gerações presentes e futuras.

Além disso, o livro apresenta estudos de caso, entrevistas com especialistas renomados no assunto e dicas práticas para aqueles que desejam contribuir ativamente para a conservação do meio ambiente. Com uma linguagem acessível e envolvente, esta obra se destaca por sua abordagem educativa e inspiradora, estimulando o debate e o engajamento em torno de questões ambientais urgentes.

“XEROPAISAGISMO NO BRASIL: HISTÓRIAS INSPIRADORAS”, BRASIL é leitura obrigatória para estudantes, pesquisadores, profissionais das áreas ambientais e todos aqueles interessados em compreender melhor os desafios enfrentados pelas regiões secas do país. Por meio de informações atualizadas e perspectivas inovadoras, este livro se propõe a ser um guia essencial para quem deseja atuar na promoção da sustentabilidade e na preservação dos ecossistemas brasileiros.

Prepare-se para embarcar em uma jornada fascinante pelo universo do paisagismo nativo do Brasil e descubra como pequenas mudanças podem fazer grande diferença na proteção do nosso precioso patrimônio natural. Este livro é um convite à reflexão, à conscientização e à ação em prol de um futuro mais verde e próspero para todos.

Esse é um livro que mergulha no universo da jardinagem sustentável em um dos países mais diversos do mundo. Com uma abordagem inovadora, o autor explora as técnicas, os desafios e as soluções para criar jardins exuberantes em meio ao clima árido característico de algumas regiões brasileiras.

Ao longo das páginas deste livro, os leitores serão guiados por um verdadeiro especialista no assunto, que compartilha dicas valiosas e experiências práticas para transformar espaços áridos em verdadeiros oásis verdes. Desde a escolha das plantas mais adequadas até a implementação de sistemas de irrigação eficientes, Xeropaisagismo no Brasil oferece um guia completo para quem deseja unir beleza e sustentabilidade em seus jardins.

Além disso, o livro destaca a importância da preservação dos recursos naturais e da adaptação às condições climáticas locais. Com exemplos inspiradores e fotos deslumbrantes, os leitores serão motivados a repensar suas práticas de jardinagem e a adotar métodos mais conscientes e eco-friendly.

Com uma linguagem acessível e didática, “XEROPAISAGISMO NO BRASIL: HISTÓRIAS INSPIRADORAS”, é leitura obrigatória para amantes da natureza, paisagistas, arquitetos e todos aqueles interessados em promover a biodiversidade e a sustentabilidade por meio de seus jardins. Seja você um iniciante na jardinagem ou um profissional experiente, este livro irá enriquecer seu conhecimento e inspirar novas práticas para tornar o ambiente ao seu redor mais verde e vibrante.

Prepare-se para embarcar em uma jornada rumo à harmonia entre homem e natureza, descobrindo como é possível criar verdadeiras obras de arte paisagísticas mesmo em ambientes desafiadores. 

Xeropaisagismo no Brasil é mais do que um livro sobre jardinagem - é um convite para transformar sua visão sobre o verde e fazer parte de uma mudança positiva no mundo ao seu redor.

Visite o link e faça uma boa leitura!  "XEROPAISAGISMO NO BRASIL: HISTÓRIAS INSPIRADORAS"

Laura Lidia Rosa

A importância do cooperativismo na construção de comunidades sustentáveis

29/01/2024 00h00 | Por: Laura Lidia Rosa
Foto por Laura Lídia Rosa

Caro leitor, hoje eu te convido a refletir sobre como você e eu atuamos em nossa comunidade com responsabilidade social e ambiental? Como Arquiteta Urbanista e Ecodesigner, passei a desenvolver projetos que mitigam impactos ambientais, com expertises de economia criativa, economia colaborativa, logística reversa, adoção de projetos sustentáveis, expansão em projetos culturais e principalmente a adoção de layouts com design universal, para avaliar a importância do cooperativismo na construção de comunidades sustentáveis com uma consciência coletiva, sobre como adotar a agenda 2030 em nosso cotidiano, pois o cooperativismo é uma forma de organização econômica e social que tem como base a cooperação entre os membros de uma comunidade.

As cooperativas são regidas pelos princípios do cooperativismo, que incluem adesão voluntária e aberta, gestão democrática, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação e informação, já a comunidade sustentável adotam práticas e políticas que visam a redução do consumo de recursos naturais, a minimização dos impactos ambientais, o desenvolvimento de uma economia local resiliente e inclusiva, a promoção da equidade social, a preservação da identidade cultural e o fortalecimento da participação cívica.

Separei alguns propósitos projetuais que podem ser usados na construção de comunidades sustentáveis de várias maneiras, incluindo todos os 17 ODS, tais como:

  • 1. Erradicação da pobreza: As cooperativas podem ajudar a reduzir a pobreza, criando oportunidades de emprego e gerando renda para os membros da comunidade.
     
  • 2. Fome zero e agricultura sustentável: As cooperativas agrícolas podem promover práticas agrícolas sustentáveis e garantir a segurança alimentar das comunidades, através do uso de técnicas avançadas de cultivo, como a agricultura de precisão e a utilização de drones para monitoramento das plantações, as cooperativas agrícolas podem aumentar a produtividade e a eficiência, reduzindo o uso de recursos naturais e minimizando os impactos ambientais.
     
  • 3. Saúde e bem-estar: As cooperativas de saúde podem fornecer acesso a serviços de saúde de qualidade e promover o bem-estar das comunidades.
     
  • 4. Educação de qualidade: As cooperativas podem apoiar a educação de qualidade, fornecendo recursos e oportunidades de aprendizado para os membros da comunidade.
     
  • 5. Igualdade de gênero: As cooperativas podem promover a igualdade de gênero, garantindo que as mulheres tenham voz e participação nas decisões e nos benefícios das cooperativas.
     
  • 6. Água limpa e saneamento: As cooperativas podem trabalhar para garantir o acesso a água limpa e saneamento básico nas comunidades em que atuam,  com expertises em projetos de irrigação inteligente e implantação de ecossistema xerófito.
     
  • 7. Energia limpa e acessível: As cooperativas de energia podem promover o acesso a fontes de energia limpa e sustentável para as comunidades, elas podem utilizar a tecnologia para promover a eficiência energética e a gestão inteligente dos recursos, contribuindo para a construção de cidades mais sustentáveis e resilientes.
     
  • 8. Trabalho decente e crescimento econômico: As cooperativas podem criar empregos decentes e promover o crescimento econômico local.
     
  • 9. Indústria, inovação e infraestrutura: As cooperativas podem promover a inovação e o desenvolvimento de infraestrutura nas comunidades em que atuam.
     
  • 10. Redução das desigualdades: As cooperativas podem contribuir para a redução das desigualdades, promovendo a inclusão social e econômica.
     
  • 11. Cidades e comunidades sustentáveis: As cooperativas podem contribuir para o desenvolvimento de comunidades sustentáveis, promovendo o uso eficiente de recursos e a preservação do meio ambiente.
     
  • 12. Consumo e produção responsáveis: As cooperativas podem promover o consumo e a produção responsáveis, adotando práticas sustentáveis em suas operações, elas podem utilizar a tecnologia para aprimorar a logística de distribuição e comercialização dos produtos, reduzindo os custos e ampliando o alcance de mercado. A implantação de sistemas de rastreamento e certificação de produtos também pode agregar valor aos produtos das cooperativas, atendendo a demanda por alimentos mais seguros e sustentáveis. Uma das principais áreas em que o cooperativismo pode se beneficiar da inovação tecnológica é a agricultura.
     
  • 13. Ação contra a mudança global do clima: As cooperativas podem contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a adaptação às mudanças climáticas. Outro campo em que o cooperativismo pode se beneficiar da inovação tecnológica é a geração de energia renovável. Através da implantação de cooperativas de energia solar, eólica ou outras fontes renováveis.
     
  • 14. Vida na água: As cooperativas podem promover a conservação dos recursos marinhos e a pesca sustentável.
     
  • 15. Vida terrestre: As cooperativas podem contribuir para a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas terrestres.
     
  • 16. Paz, justiça e instituições eficazes: As cooperativas podem promover a justiça social e a participação cívica, contribuindo para a construção de comunidades pacíficas e inclusivas. Nesse contexto, as cooperativas podem desempenhar um papel fundamental, atuando como agentes de transformação e promovendo a integração de tecnologias inovadoras nas comunidades.
     
  • 17. Parcerias em prol das metas: As cooperativas podem colaborar com outras organizações e stakeholders para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável. O conceito de smart cities, ou cidades inteligentes, refere-se ao uso de tecnologias inovadoras para melhorar a eficiência dos serviços urbanos, a qualidade de vida dos cidadãos e a sustentabilidade ambiental.
     

No Brasil, o cooperativismo é regulamentado pela Lei nº 5.764/71, que define as regras para a constituição e funcionamento das cooperativas. O nosso país possui um grande número de cooperativas atuantes em diferentes áreas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país, e o objetivo das cooperativas é promover o desenvolvimento econômico e social de seus membros, através da prestação de serviços e do fortalecimento da economia local. Elas buscam garantir melhores condições de trabalho e renda para os cooperados, além de promover a solidariedade e a igualdade entre os membros.

Em resumo, o cooperativismo em comunidades sustentáveis, implantando recursos de inovação tecnológica e smart cities, pode ser uma poderosa ferramenta para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental. Através da cooperação e da integração de tecnologias inovadoras, as cooperativas podem contribuir para a construção de comunidades mais prósperas, inclusivas e sustentáveis.

Laura Lidia Rosa

Arquitetura Solarpunk: práticas inovadoras para reduzir o impacto ambiental

15/01/2024 16h59 | Por: Laura Lidia Rosa

Olá! Atualmente, existem vários projetos internacionais que buscam promover a Arquitetura Sustentável Solarpunk, que são inspirados por práticas inovadoras para reduzir o impacto ambiental, e também o impacto social e criar total integração do homem com a natureza, promovendo um a mundo mais acessível e equitativo. Analisando essa filosofia futurística, elaborei protótipos com minha equipe, que hoje são os norteadores de projetos arquitetônicos e urbanos com layouts de Design Solarpunk. 

Essa filosofia, busca criar um futuro sustentável e otimista, baseado em tecnologias e práticas eco-friendly, inspiradas na natureza e na resiliência das comunidades. Essa abordagem procura combinar elementos de ficção científica, arquitetura sustentável, design universal, cooperativismo, emprego da arte personalizada e inovação tecnológica, para imaginar um mundo onde a humanidade coexiste em harmonia com o meio ambiente sem agredi-lo.

Para projetar com excelência pesquisei a “A agenda 2030”, que foi estabelecida pelas Nações Unidas, e que influenciam diretamente as práticas inovadoras de meus Projetos Urbanos e de Ecodesign, para reduzir o impacto ambiental, desenvolvi pesquisas sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e estabeleci um roteiro projetual para compilar com os desafios ambientais, sociais e econômicos. Esses objetivos incluem a promoção de cidades e comunidades sustentáveis, energia limpa e acessível, ação climática, consumo e produção responsáveis, entre outros.

Um dos Escritórios de Arquitetura que influenciaram minhas pesquisas para as novas tendências projetuais futurísticas, é o Escritório do Arquiteto belga, “Vincent Callebaut”, ele é um renomado arquiteto conhecido por seu trabalho inovador que combina Design Biomimético e Arquitetura Sustentável Solarpunk, reconhecido por suas propostas arquitetônicas que se inspiram na natureza, incorporando elementos e padrões encontrados em organismos vivos para criar edifícios e estruturas altamente eficientes e sustentáveis. Ele atua como palestrante, especialista em Protótipos de Cidades Verdejantes.

Principais expertises projetuais de arquitetura solarpunk, Callebaut busca criar projetos que imitam os processos naturais, como:

  • A fotossíntese;
  • A regeneração;
  • E a adaptação.

A fim de reduzir o impacto ambiental e promover a harmonia entre a arquitetura e o meio ambiente. Suas obras frequentemente integram tecnologias verdes, como energia solar, sistemas de reciclagem de água, e materiais sustentáveis, visando a eficiência energética e a minimização do desperdício. Além disso, suas propostas frequentemente apresentam uma estética futurista e inspiradora, combinando elementos de ficção científica com soluções práticas para os desafios ambientais contemporâneos. 

Seu trabalho é um exemplo de como a arquitetura sustentável solarpunk pode ser uma fonte de inovação e inspiração para a criação de espaços urbanos mais ecológicos e resilientes, e a Filosofia Solarpunk valoriza a descentralização, a autonomia e a resiliência, promovendo a utilização de energias renováveis, materiais sustentáveis e práticas de permacultura. Busca-se criar espaços urbanos mais verdes, adaptáveis e inclusivos, priorizando o bem-estar das comunidades e a preservação do meio ambiente.

Além disso, o design da Arquitetura Solarpunk enfatiza a importância da estética e da narrativa, buscando inspirar as pessoas a visualizar um futuro onde a tecnologia e a natureza coexistem em equilíbrio. Essa filosofia encoraja a criatividade, a colaboração e a inovação, promovendo uma visão positiva e inspiradora do futuro, onde a sustentabilidade e a justiça social são valores fundamentais.
 

Laura Lidia Rosa

O direito à cidade e a participação popular na ordenação da cidade

02/01/2024 08h56 | Por: Laura Lidia Rosa
Fonte: google

Como Arquiteta Urbanista especialista em Gestão de Projetos Sustentáveis e intimamente ligada ao Ecodesign, estou projetando Estratégias que mitiguem impactos ambientais e sociais, dentro do Ecossistema de Cidades Inteligentes (Smart Cities) e fazendas inteligentes (Smart Farming), que implantam energias mais limpas e sustentáveis, e produzem layouts com “design universal”, obedecendo a norma ABNT NBR 9050, que trata da inclusão social para todos os tipos de parâmetros corpóreos.

Ressalvo que, precisamos tratar sobre o direito à cidade! Para isso trago em meus projetos a espinha dorsal do funcionamento dos ecossistemas que estão inseridos na agenda 2030, através dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável, uma maneira de educar a população para o uso comum de espaços públicos, com olhar mais empata e sensível, em total equilíbrio e realizando uma simbiose com a natureza. 

A batalha pelo desenvolvimento sustentável será vencida ou perdida nas cidades? Nesse contexto, o ODS 11, busca tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis, pensaremos o conjunto de objetivos que se desdobra em dez metas que englobam a garantia de que todos tenham acesso à moradia segura e adequada até 2030, incluindo acesso a serviços básicos e urbanização de favelas.

Em conjunto com a necessidade de moradia digna, outros ODS 11 estão relacionados à vida urbana. Sendo assim, a mobilidade entra em pauta e instiga as cidades a fornecerem acesso a sistemas de locomoção seguros e sustentáveis para todos. 

Nesse instante, também te convido a ser um agente fiscal de seu bairro e da cidade, pois temos esse poder em nossas mãos. 
Hoje dia 01 de janeiro, te convido a realizar reflexões, uma delas é o direito à cidade, segundo o autor Henri Lefebvre, Filósofo e sociólogo, ele cunhou o termo "Direito à cidade" com o qual defendeu que a população deveria ter acesso à vida urbana e que foi desenvolvido no livro de mesmo nome publicado em 1968 em francês: “Le droit à la ville”.

Em seus livros sobre o espaço urbano, como o Direito à cidade (1968) e A revolução urbana, em (1970), nas quais analisa a influência do sistema econômico capitalista no espaço urbano, com base na necessidade do poder industrial de "modelar" a cidade de acordo com os seus interesses, mas sem excluir a influência de outros agentes sociais.

Qual a ideia fundamental desenvolvida por Lefebvre em relação ao conceito direito à cidade? O direito à cidade então é visto por Lefebvre (1991) como um direito inalienável à vida, pela valorização da obra e do uso, isto só é exeqüível através da construção de uma análise da cidade mais voltada para um novo humanismo.

 O direito à cidade trata da produção de cidades que valorizem o uso do espaço urbano em detrimento de valores comerciais. Para Lefebvre, esse é um bem supremo, tendo em vista que, na cidade, o ser humano encontra aquilo que necessita para se realizar em sua prática sensível.

Lefebvre conceitua cidade, partindo da definição de que “a cidade é uma obra” (Lefebvre, 1991, p. 12), ou seja, local privilegiado de criação, de estabelecimento de centralidades, de combinação e transformação de relações sociais, Lefebvre vai desenvolver sua crítica ao processo de urbanização atual sob o modo de produção capitalista.

Nos últimos anos, inúmeros documentos e convenções sem força de lei procuraram estabelecer alguns princípios fundamentais do Direito à Cidade, vetores que devem orientar a elaboração de leis e políticas públicas urbanas. 

Dentre as manifestações, podem ser citadas as seguintes: 

“Por Cidades, Vilas e Povoados Justos, Democráticos e Sustentáveis” (1992); 

“Carta Europeia de Garantia dos Direitos Humanos na Cidade” (2000); 

“Carta Mundial pelo Direito à Cidade” (2005); 

“Carta Agenda Mundial dos Direitos do Homem na Cidade” (2011); 

“Plataforma Global do Direito à Cidade” (2014); e, finalmente, a “Carta da Cidade do México pelo Direito à Cidade” (2014). 
Os princípios mais pertinentes para o desenvolvimento teórico foram selecionados e estão descritos a seguir (CARVALHO; RODRIGUES, 2016): 

a) autodeterminação: tendo em vista que a cidade é um bem pertencente a todos os seus habitantes, os caminhos a serem tomados durante o planejamento urbano devem ser definidos por todos. As pessoas que habitam as cidades devem, por conseguinte, estabelecer livremente a sua condição política e o modelo de desenvolvimento social que sejam mais capazes de atender às suas expectativas; 

b) igualdade: os benefícios do desenvolvimento urbano devem ser destinados igualmente a todas as pessoas. A igualdade ainda deve abranger a possibilidade de todos, em igual proporção, interferirem no delineamento do futuro de suas cidades; 

c) participação: a participação cidadã deve se sobrepor a qualquer regime que restrinja os espaços de decisão pública. O princípio da participação inspira a criação de mecanismos que se proponham a permitir que a população participe das diversas etapas das políticas públicas, seja durante a fase decisória, seja nas fases de implantação e acompanhamento; 

d) não discriminação: a cidade deve ser gerida de modo a respeitar os direitos de todas as pessoas, sem desigualdade de gênero, nacionalidade, cor, escolaridade, religião, condição socioeconômica, Vidas urbanas e a vida nas cidades: regramentos urbanos, ambientais, seletividade e violências 87 orientação sexual, ocupação ou qualquer outra. A discriminação acaba se transformando em segregação socioespacial, situação que está na raiz de muitas mazelas sociais. Reconhecer que a discriminação molda o espaço urbano é um primeiro passo para produzir cidades mais amparadas pela justiça social; 

e) transparência na gestão: os agentes públicos devem se responsabilizar por divulgar as informações relativas à gestão da cidade, sejam referentes a projetos estratégicos, sejam relativas às finanças. O acesso à informação deve ser garantido, permitindo que cada um dos cidadãos se torne um fiscalizador da gestão de sua cidade; 

f) corresponsabilidade: os diferentes atores da dinâmica urbana devem se responsabilizar por seus destinos. Governo, cidadãos, ONGs e empresas devem assumir parcelas de responsabilidade pelos rumos do desenvolvimento urbano, tanto para planejar os modelos de desenvolvimento, como para colher os benefícios ou arcar com o ônus advindo de suas decisões. Sabe-se que, no modelo neoliberal vigente, os benefícios costumam ser absorvidos por uma minoria, enquanto o ônus das más decisões é distribuído a toda a coletividade; 
g) atenção prioritária às pessoas em situação de vulnerabilidade social: princípio que se liga à noção de justiça distributiva. Por essa concepção, o Poder Público deve realizar programas sociais e de desenvolvimento econômico focados na redução das desigualdades, priorizando os grupos em situação de pobreza e marginalidade.

Em meus projetos como arquiteta urbanista e ecodesigner, sempre surgem desafios de pensar cidades mais inclusivas e equitativas, com a opinião da população, e aqui eu desejo convidar você leitor para refletir, em como iremos garantir o direito à cidade?

Já que somos os principais agentes que utilizam a cidade, precisamos tomar decisões coletivas mais harmônicas, a uma outra forma de proteção do direito à cidade é através de participação direta dos habitantes nos processos de tomadas de decisões importantes mecanismos das cidades, que tratem sobre orçamentos, licitações, realização de obras públicas, elaboração de planos urbanísticos, e maior fiscalização na aprovação de empreendimentos que vão gerar impactos negativos urbanos e ambientais. 

O Direito à Cidade é um direito humano e coletivo, que diz respeito tanto a quem nela vive hoje quanto às futuras gerações. É um compromisso ético e político de defesa de um bem comum essencial a uma vida plena e digna em oposição à mercantilização dos territórios, da natureza e das pessoas.

Desse modo, cabe aos governos proporcionarem o acesso universal a espaços públicos seguros, inclusivos, acessíveis e verdes. Neste cenário, também deve-se fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural e natural do mundo.

01 de janeiro de 2024


 

Laura Lidia Rosa

O prado polinizador no xeropaisagismo irá equilibrar o planeta

20/11/2023 11h00 | Por: Laura Lidia Rosa

Eu, Laura Lidia Rosa, CEO do Escritório de Projetos Coletivos Globais URBAN etc..., sou uma profissional visionária e comprometida com a promoção de soluções sustentáveis tecnológicas e inovadoras na arquitetura, urbanismo e ecodesign. Como uma das pioneiras do xeropaisagismo no Brasil, compreendo a conexão de todos os seres vivos e hoje trago em minha coluna a solução para um grande problema de sobrevivência.

Minha atuação tem sido fundamental para a promoção de ações globais de correção do solo, realizando parcerias com Escritórios, Universidades e laboratórios de Protótipos dentro da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia-SC). Estas parcerias estão voltadas a pesquisas de elementos químicos essenciais para nossa sobrevivência e materiais sustentáveis, utilizando dados tecnológicos e ferramentas de geoprocessamento e análise de espaços. O objetivo é incentivar a adoção de práticas mais conscientes e ecológicas na construção de espaços urbanos e rurais.

Em minhas palestras e treinamentos, questiono de forma simples: "Quais são os 4 elementos químicos básicos da vida humana na terra?" Os quatro principais elementos encontrados no corpo humano são oxigênio, hidrogênio, carbono e nitrogênio. E para analisar nossa sobrevivência, é essencial saber os 5 principais fatores que permitem a vida na Terra: Zona Habitável, Condições de vida, Alimentação, Atmosfera e Água.

Atuando em projetos urbanos e rurais com uma visão sustentável e inovadora, tenho trabalhado para promover ações globais de correção do solo e incentivar práticas mais conscientes e ecológicas na arquitetura e no urbanismo, abordando o óbvio para nossa sobrevivência.

Entre os elementos químicos essenciais para a vida na Terra, destaco carbono, oxigênio, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e fósforo, participando com um total de 99% da massa da maioria das células.

Minhas capacidades incluem a habilidade de integrar a natureza ao ambiente construído, criando espaços harmoniosos e sustentáveis que valorizam a biodiversidade e a beleza natural, como já afirmava Einstein: "Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência."

Como arquiteta urbanista, sou também especialista em técnicas de xeropaisagismo, utilizando plantas adaptadas às condições climáticas de cada região para reduzir o consumo de água e promover a conservação do solo.

Ao falar sobre os prados polinizadores no xeropaisagismo, destaco a importância de criar um ambiente sustentável e amigável para os polinizadores, como abelhas, besouros, borboletas e beija-flores. Os benefícios incluem a promoção da conservação da água, a eliminação do uso de pesticidas e herbicidas, a redução das ilhas de calor e a preservação da biodiversidade.

Com minha vasta experiência em projetos urbanos e rurais, tenho sido uma referência para arquitetos, urbanistas e paisagistas que buscam soluções inovadoras e sustentáveis. Meu trabalho tem sido reconhecido internacionalmente, participando de eventos e iniciativas globais voltadas para a promoção da sustentabilidade e da preservação ambiental.

Incorporando os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU em meus projetos, busco abordar questões socioeconômicas, ambientais e de desenvolvimento em escala mundial. Desde a erradicação da pobreza até parcerias e meios de implementação, integro cada objetivo em meus projetos, contribuindo para um futuro mais sustentável e equitativo.

Em resumo, minha missão é promover soluções inovadoras e sustentáveis em arquitetura, urbanismo, moda, cultura e arte, alinhando-me a uma maior qualidade de vida para todos os ecossistemas do planeta Terra. Meu trabalho visa contribuir para a construção de um futuro mais sustentável e equitativo, integrando práticas que respeitem o meio ambiente e promovam o bem-estar das comunidades locais.

Figura 1. Grupo de polinizadores e porcentagem de cultivos polinizados por cada grupo polinizador. Fonte: Elevagro, adaptado de BPBES (2018).
Imagem: Grupo de polinizadores e porcentagem de cultivos polinizados por cada grupo polinizador. Fonte: Elevagro, adaptado de BPBES (2018).

 

Laura Lidia Rosa

Conservação da água na paisagem adotando o xeropaisagismo

06/11/2023 19h50 | Por: Laura Lidia Rosa

Comprometa-se com a conservação da água  em sua região, é bem fácil e simples, começamos implantando o ODS 6 ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO E ODS 14 VIDA NA ÁGUA. A água deve ser uma preocupação vital para todos no BRASIL porque é um problema limitado e recurso frágil.  Muitas pessoas acreditam que regar paisagens é um luxo não essencial.  A cidade de Dallas, no Texas, terá o maior parque urbano natural dos Estados Unidos. Chamado de Trinity River Park, o local abrangerá um total de 10 mil acres – sua extensão é quase 10 vezes maior do Central Park, New York. Idealizado pelo escritório de arquitetura Michael Van Walkenburgh, o projeto de revitalização se dividiu em duas frentes: espaços cívicos e paisagem natural, foto capa.

Em tempos de seca severa, o racionamento pode limitar a quantidade de água que podemos usar em utilização de projetos em micro/escala, como nossos gramados, jardins e os recursos hídricos utilizados em projetos de macro/escala, que envolvem loteamentos, parques urbanos, sítios, chácaras e fazendas. 

Portanto, os brasileiros têm uma responsabilidade especial de conservar a água e proteger a sua qualidade, e o que irá nos salvar são escolhas de paisagens, adotando o XEROPAISAGISMO, que é conhecido como paisagismo sustentável ou paisagismo de baixa manutenção, ele é um método de jardinagem que utiliza plantas adaptadas à escassez de água, plantas que são resistentes ao calor. Essa técnica influencia positivamente nos recursos hídricos, uma vez que reduz o consumo de água para irrigação e contribui para a conservação desse recurso natural alinhando com ODS 11 CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS.

Existem 7 princípios que são adotados em jardins sustentáveis xerófitos. Combinando todos os sete em um programa abrangente de água paisagística a conservação. São eles:
1.    Planejamento e design; 
2.    Análise e preparação do solo; 
3.    Áreas de relva práticas; 
4.    Seleção apropriada de plantas;
5.    Irrigação eficiente; 
6.    Uso de cobertura morta; 
7.    Manutenção adequada; 

PAISAGISMO SUSTENTÁVEL XERÓFITO:
>>> NO BRASIL TEMOS OS SEGUINTES DADOS: Em 2017, o consumo total de água, que corresponde à água utilizada menos a água que retorna para o meio ambiente, foi de 329,8 mil hm3 (329,8 trilhões de litros). A principal atividade responsável pelo consumo de água foi Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (97,4%) que está intimamente relacionada ao ODS 2 FOME ZERO E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL. Se você mora em uma região árida ou semiárida, pode estar familiarizado com o conceito de xeriscape, aqui no Brasil temos o cerrado e a caatinga.

O xeropaisagismo é uma técnica de paisagismo que se adapta a regiões áridas e semiáridas, como a caatinga, cerrado e os desertos. Essas regiões possuem características específicas, como baixa disponibilidade de água, altas temperaturas e solos pobres em nutrientes. Na caatinga e no cerrado, por exemplo, o xeropaisagismo busca utilizar plantas nativas da região, que são adaptadas às condições climáticas e ao solo local. Espécies como cactos, bromélias e plantas suculentas são comumente utilizadas, pois possuem mecanismos de armazenamento de água.

Nos desertos, a técnica de xeropaisagismo é essencial para criar espaços verdes em meio às condições adversas. Nesse caso, são utilizadas plantas como agaves, yuccas e palmeiras resistentes à seca. Além disso, a utilização de pedras e outros elementos decorativos também é comum, para criar um ambiente visualmente agradável.

Já nos prados verdejantes, os jardins sustentáveis xerófitos podem ser utilizados para criar áreas verdes em regiões onde a água é escassa ou onde é necessário economizar recursos hídricos. Nesse caso, são utilizadas plantas nativas de clima seco, como gramíneas resistentes à seca e plantas perenes de baixa necessidade hídrica, relacionados com ODS 12- CONSUMO E PRODUÇÃO RESPONSÁVEIS.

Em todas essas regiões, o paisagismo xerófito busca criar paisagens sustentáveis, além de promover o Design biofílico que aborda o amor a vida, ODS 3 – SAÚDE E BEM ESTAR. Porém o maior objetivo está intimamente ligado com ODS 13_ AÇÃO CONTRA A MUDANÇA GLOBAL DO CLIMA, um estudo técnico sobre as plantas nativas que se adaptem às condições climáticas e reduzam a necessidade de recursos naturais, como água. Além disso, também contribui para a preservação da biodiversidade local, ao utilizar plantas nativas e adaptadas às condições específicas de cada região.


 
>>> OBJETIVO PROJETUAL XEROPAISAGISMO® 
O objetivo do planejamento é projetar um paisagismo sustentável que tenha a aparência e função de mitigar impactos ambientais e promover o melhor qualidade de vida para todos os seres vivos, ODS 15 - VIDA TERRESTRE, enquanto estamos conservando água.  Arquitetos paisagistas locais, designers, jardineiros, ambientalistas, viveiristas e representantes do território nacional, são agentes de extensão e podem ajudar nesta decisão. Você pode implementar em sua paisagem, um projeto ecoeficiente e ecossistêmico,  e aguardar as respostas poisitivas da natureza, gradualmente, ao longo de vários anos.  Existem várias formas de implantação do xeropaisagismo, e cada uma delas pode trazer benefícios específicos para os recursos hídricos urbanos e rurais. 

MELHORIAS DO SOLO URBANO E RURAL 
A capacidade de retenção de água de a maior parte do solo do BRASIL é melhorada com o adição de matéria orgânica. Se você está fazendo paisagismo com plantas nativas, no entanto, os corretivos do solo podem não seja necessário. Algumas plantas xéricas são bem adaptadas, e é muito importante conhecer os processos agroflorestais, com técnicas de agricultura sintrópica. Para essas plantas, fazer tão pouco quanto soltar o solo em uma área ampla é todo o preparo do solo que você precisa. Ondas de calor em áreas de grama apropriadas e ações para mitigar os impactos ambientais. A média de precipitação em todo o país é de 13 polegadas por ano. O SOLO requer 40 centímetros ou mais de chuva por estação de cultivo para permanecer verde e saudável. Se você plantar no BRASIL, esteja preparado para regar bastante, pois a precipitação média não será suficiente e a diferença de umidade deve vir da irrigação por gotejamento. 

>>> PROJETOS E SISTEMAS INTELIGENTES PARA CONSERVAÇÃO DA ÁGUA E MELHORES DESTINOS DE RECURSOS HÍDRICOS SUSTENTÁVEIS:
A água tornou-se uma questão crítica para a prosperidade futura do BRASIL. Populações em expansão aumentaram a demanda no já limitado fornecimento de água de alta qualidade do estado.  Além disso, as flutuações sazonais nas chuvas e nas secas periódicas criam um ciclo da festa à fome no Brasil. Pensando na escassez, os projetos que mitigam os impactos ambientais, estão intimamente relacionados ao estudo e correção de solo, como serão adotados os recursos hídricos em ambientes rurais e urbanas, e principalmente, como iremos implantar de energias renováveis, ODS 7- ENERGIA LIMPA E ACESSÍVEL.
 
>>> DADOS E PESQUISAS COMPROVAM: Nas áreas urbanas, cerca de 25 por cento da população abastecimento de água é usado para regar paisagens e jardins. Dados Técnicos coletados do site da ANA. No verão, até 60 por cento da água que a família média os usos podem ser para manutenção da paisagem Muitas paisagens tradicionais requerem grandes quantidades de água, e grande parte desta água é aplicado de forma ineficiente. 
Dados técnicos coletados do site trata ÁGUA: >>> Dados por região
•    O Norte perde 51,2% da água potável¹.
•    As perdas de água são de 46,2% no Nordeste¹.
•    Antes de chegar as residências, 38,0% da água é perdida na região Sudeste¹.
•    O índice de perdas na região Sul é de 36,9%¹.
•    O Centro Oeste perde 36,2% da água potável antes de chegar as residências¹.

Este conceito conserva a água e protege o meio ambiente. As paisagens Xeriscape não precisam ser cactos e jardins de pedras. Eles podem ser legais, paisagens verdes cheias de lindas plantas mantido com práticas de eficiência hídrica.  "Uma paisagem bem desenhada que utiliza os princípios do paisagismo sustentável xerófito, podem reduzir a manutenção em até 50% através de corte reduzido, cobertura morta uma vez por ano, o eliminação de plantas não adaptadas que requerem muita água e irrigação eficiente."

Em resumo, o xeropaisagismo influencia positivamente nos recursos hídricos ao reduzir o consumo de água para irrigação, utilizar plantas adaptadas à escassez de água, implementar sistemas de captação de água da chuva e adotar técnicas de manejo da água. Essas práticas ajudam a preservar a água e promovem a sustentabilidade ambiental.

 

 

 

Laura Lidia Rosa

A ancestralidade é o futuro

23/10/2023 16h35 | Por: Laura Lidia Rosa
Imagens: Natura/SCTodoDia

No atual cenário de preocupações ambientais e a necessidade urgente de preservar o planeta, uma abordagem que tem se destacado é a do "futuro ancestral". Essa ideia propõe uma visão de futuro em que as práticas e saberes ancestrais são resgatados e combinados com tecnologias sustentáveis, visando criar uma sociedade mais equilibrada e em harmonia com a natureza, ODS 14 VIDA NA ÁGUA e ODS 15- VIDA TERRESTRE, avaliar como serão construídas as novas cidades inteligentes e fazendas inteligentes, que trazem a comida em abundância, nos tirando do cenário de escassez e promovendo o ODS 2_ FOME ZERO E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL com muitas técnicas de restauração de biomas nativos e agroflorestas.

Mas fica a pergunta: Qual é a importância dos povos indígenas nesse processo? No Brasil existiam tribos que habitavam o nosso território em momentos anteriores à chegada dos colonizadores europeus, eram chamados de "Os verdadeiros donos da terra", sendo reconhecidos como os povos originários do Brasil. Apesar de possuírem raízes semelhantes, esses povos partilham de diferenças entre si, que variam de acordo com suas regiões, origens, línguas e culturas, aonde vemos suas linguagens e dialetos, sabedoria de conhecimento sobre curas das plantas, além das trocas energéticas com as mesmas, suas lindas vestias com penas, sementes e materiais naturais, seu canto e instrumentos musicais, além da influência de suas estampas e desenhos rupestres, a belíssima arte das pinturas corporais, a ancestralidade na utilização de artigos decorativos como vasos, potes, cumbucas, feitos de barro, trazendo lindos padrões de desenhos que expressam suas vivências em seu próprio corpo, em tecidos e em suas moradias. 

Uma das correntes que se alinha ao conceito de futuro ancestral é a filosofia solarpunk. O solarpunk é um movimento que busca imaginar um futuro utópico, onde as energias renováveis ODS 7_ ENERGIA LIMPA E ACESSÍVEL são a principal fonte de energia, a natureza é valorizada e protegida, e a tecnologia é concebida para ajudar a humanidade a viver de forma sustentável, reinvidicando uma moda sustentável com tecidos inteligentes intimamente relacionado com ODS-8 INDÚSTRIA, INOVAÇÃO E INFRAESTRUTURA, com inovação de design em tecidos orgânicos, que realizem fotossíntese, auxiliem na transpiração, no conforto corpóreo, protejam contra raios UV e também produzam energia e inteligência artificial, mas com adoção de layouts étnicos e valorização das culturas indígenas. Essa filosofia propõe uma visão de mundo que combina elementos da cultura DIY (Do It Yourself), permacultura, ecossocialismo e ecofeminismo.

Uma das bases do solarpunk é a adesão aos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem alcançados até 2030. Esses objetivos incluem ODS 1 - ERRADICAÇÃO DA POBREZA, ODS 13 - AÇÃO CONTRA A MUDANÇA GLOBAL DO CLIMA e preservação dos recursos naturais, entre outros objetivos. O solarpunk busca inspiração nessas metas para propor soluções inovadoras e sustentáveis para os problemas contemporâneos.

Um dos aspectos fundamentais do solarpunk é a valorização das tecnologias limpas e renováveis ODS 11- CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS, como a energia solar, eólica e a bioenergia. A filosofia solarpunk também enfatiza a importância de práticas sustentáveis de agricultura e alimentação, como a permacultura e a agricultura urbana. Além disso, o movimento valoriza a resiliência das comunidades locais, a conservação da biodiversidade, a construção de ambientes urbanos verdes e a inclusão social, ODS 10 –REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES, tema abordado na coluna anterior, sobre acessibilidade ABNT NBR 9050 e design universal.

 
Fonte: Pinterest arquitetura e filosofia solarpunk

O solarpunk é um convite para repensarmos nossa relação com o meio ambiente e para encontrarmos novos caminhos para construir um futuro melhor. Ao incorporar os saberes ancestrais, o solarpunk resgata a conexão com a natureza e propõe um estilo de vida mais consciente e em harmonia com o ambiente ao nosso redor. Ao adotarmos essa conduta, capacitamos as gerações presentes e futuras para que enfrentem os desafios ambientais de forma mais consciente e responsável. Essa conexão com a sabedoria ancestral indígena representa uma ação transformadora que nos capacita a construir um futuro sustentável com adoção do 0DS 8 - TRABALHO DESCENTE E CRESCIMENTO ECONÔMICO.

Em suma, o futuro ancestral aliado à filosofia solarpunk são visões de mundo e formas de viver que buscam promover a sustentabilidade e o bem-estar em nosso planeta ODS 16-PAZ, JUSTICAÇÃO E INSTITUIÇÕES EFICAZES. Inspirados pelos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável, esses movimentos nos encorajam a repensar nosso estilo de vida e práticas diárias, em busca de um futuro onde a natureza é valorizada e a humanidade vive em harmonia com o meio ambiente.

Unir o conhecimento científico, criarmos laboratórios de projetos e protótipos junto com as Instituições, promover equipes de Universidades e Órgãos representantes, e com os saberes tradicionais abrir portas para soluções inovadoras e colaborativas diante dos problemas ambientais atuais. Essa união de conhecimentos é uma poderosa ferramenta para alcançar um equilíbrio no futuro e garantir a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.

 

Laura Lidia Rosa

Acessibilidade na arquitetura e urbanismo: Compromisso com a inclusão

09/10/2023 18h01 | Por: Laura Lidia Rosa

Como arquiteta e urbanista especializada em sustentabilidade, reconheço a importância vital da acessibilidade na construção de um mundo mais inclusivo e equitativo. Mas o que é um mundo mais acessível? Devemos projetar cidades para todo cego ver e surdo escutar!

Mas como podemos projetar cidades assim? 
A acessibilidade vai além de um simples cumprimento de normas e regulamentos; é uma busca constante para garantir que todos, independentemente de suas habilidades físicas, sensoriais ou cognitivas, possam viver, trabalhar e desfrutar plenamente dos espaços e serviços que projetamos.

A pergunta que precisamos avaliar perante a inclusão é, as cidades estão sendo projetadas para pessoas, na escala de parâmetros humanos? 

O design universal emerge como um aporte na configuração de Projetos Arquitetônicos e Urbanísticos, direcionando correções em espaços de convívio e lazer. 

Desenhando cidades mais inteligentes, acessíveis e inclusivas, com calçadas padronizadas, uso de rampas de acesso e instalações de pisos táteis, mobilidade para público PCD ( pessoa com deficiência) e reforçando olhares para nossa futura condição física com a nossa mobilidade reduzida. A partir dos 80 anos já necessitamos de orientações e cuidados de saúde.

Ampliando nosso olhar, precisamos lembrar de pessoas obesas, mães com carrinho de bebê, mulheres grávidas, anões e diversas outras dificuldades de mobilidade dos seres humanos.

Acessibilidade: além da lei, um direito de todos
A legislação e as normas técnicas, como a Lei de Acessibilidade (Decreto nº 5296/2004) e a ABNT NBR 9050, são guias essenciais que nos ajudam a concretizar a acessibilidade em nossos projetos. Entretanto, nossa responsabilidade vai além de meros cumprimentos legais. Acessibilidade é um direito de cidadania, um compromisso ético e social para garantir que ninguém seja deixado para trás.

Construindo para todos: desafios e oportunidades
Adaptar edificações antigas para torná-las acessíveis é um desafio complexo, incomoda órgãos de defesa de arquitetura patrimonial e proprietários de imóveis. Então aonde devemos buscar soluções inovadoras e viáveis sem comprometer a integridade estrutural? Por outro lado, ao projetar novas edificações acessíveis, temos a oportunidade de incorporar princípios de design universal, garantindo que cada espaço seja inclusivo e acolhedor desde sua concepção.

Tecnologia: uma aliada fundamental
A tecnologia tem se tornado uma aliada poderosa na promoção da acessibilidade, realizando projetos com soluções tecnológicas como a robótica e a nanotecnologia, elas promovem a tecnologia assistiva e estão abrindo novos horizontes e quebrando paradigmas, permitindo a inclusão digital e a participação ativa de pessoas com determinadas deficiências, com uso de inteligência artificial e robôs com articulações humanóides, além de diversos aplicativos de navegação acessíveis a leitores de tela, a tecnologia está se tornando um pilar central para a inclusão de todos na sociedade digital.

Conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Ao abraçar a acessibilidade na arquitetura e urbanismo, podemos contribuir diretamente para o ODS 10 - Redução das Desigualdades. Este objetivo visa assegurar a igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades de resultado, incluindo a eliminação das barreiras arquitetônicas e promovendo a acessibilidade.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável proclama "Não deixar ninguém para trás". Olhar para a acessibilidade, como preconizado pela Agenda, é essencial para garantir que todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência, possam desfrutar plenamente dos benefícios do desenvolvimento sustentável. É nosso dever como arquitetos e urbanistas liderar este caminho, criando ambientes verdadeiramente inclusivos e abrindo portas para um futuro mais igualitário e acessível a todos.

Siga o perfil @uban_etc para conversar comigo sobre esse ou outros temas relacionados ao urbanismo sustentável.

 

Laura Lidia Rosa

Visão além do alcance

Laura Lidia Rosa é arquiteta, urbanista, ecodesigner e xeropaisagista. Desde 2016, é CEO do Escritório de Projetos Coletivos URBAN etc., focando em treinamentos, ecomentorias, cursos e estratégias projetuais solarpunk para reduzir impactos ambientais.

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

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