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Sábado, 02 de julho de 2022

COLUNISTAS

Lara Silva

Sai ano, entra ano, e o presidente continua igual

29/12/2021 09h52 | Atualizada em 04/01/2022 23h44 | Por: Lara Silva
Foto: Alan Santos/Fotos Públicas

O penúltimo ano do governo Bolsonaro está chegando ao fim, e uma das maiores polêmicas compradas pelo presidente é em relação à vacinação contra a Covid-19. Não é preciso muito esforço para lembrar todas as vezes que ele se posicionou contrário à imunização. As últimas discussões giram em torno da liberação da vacina para crianças entre cinco e 11 anos. No entanto, a briga é mais antiga que isso. Antes do início da campanha no Brasil, foram inúmeras as vezes que ele foi contra a obrigatoriedade da vacina, dizendo que não seria vacinado e que não tinha pressa para isso (haja paciência, realmente!). Claro que não posso esquecer de mencionar a insinuação de que vacinados virariam jacarés:

- Se você virar um chi ... virar um jacaré, é problema seu, pô. 

Apesar de tanto negacionismo e resistência do presidente, as vacinas chegaram e a população começou a ser imunizada em uma grande força-tarefa de todos os Estados. Mas, junto com Bolsonaro e seus ministros, existem muitos cidadãos que optaram por não serem vacinados. As justificativas são inúmeras - uma mais descabida que a outra. Ainda assim, o Brasil avançou consideravelmente na vacinação contra a doença e hoje apresenta bons números. Exemplo disso é Santa Catarina, que se tornou destaque pelos resultados positivos: cerca de 94% da população com mais de 12 anos está vacinada com a primeira dose e 83% deste público já com as duas.

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Agora, com a autorização da Anvisa, que envolveu muito estudo, pesquisa, testes e comprovações, mais um grupo poderá ser contemplado e ficar, finalmente, protegido contra a Covid-19. Isso gerou outro auê dentro do Governo Federal. Fala-se de prescrição médica e até consulta pública...

Não lembro disso acontecer com nenhuma outra vacina. O secretário de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol, que tem propriedade para falar sobre o assunto, também não lembra e fez uma comparação perfeita - na minha opinião, claro, afinal essa coluna é para isso. Segundo ele, outras faixas etárias não precisavam apresentar nenhum atestado para receber a vacina. "Não há necessidade de misturar as coisas. Ser contra ou a favor, tudo bem, mas temos que dar importância à vida das pessoas, na parte técnica", pontuou durante balanço de 2021, na Rádio Cidade.

A comparação feita pelo secretário foi a seguinte: a secretaria de Saúde está com obras para a construção de um novo postinho. Para isso, contratam-se, obviamente, técnicos (engenheiros e arquitetos, por exemplo). Depois, com tudo pronto, a pasta abre uma consulta pública para saber se deve ou não construir, e mais: se está tudo certo com o projeto feito por técnicos. Não é a população que tem conhecimento para opinar em uma parte técnica, e sim, quem tem expertise para isso. Por que com a vacina é diferente?

Espero que a política não estrague questões importantes para toda a sociedade. A polarização partidária não deve permitir que entreguemos um assunto de saúde pública nas mãos de um... Capitão reformado.

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