Sexta-feira, 12 de abril de 2024

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Laura Lidia Rosa

Filosofia solarpunk: explorando um futuro sustentável e otimista

11/03/2024 17h41 | Por: Laura Lidia Rosa
Projeto São Paulo 2050, Protótipo Solarpunk arquiteta e urbanista Laura Lidia Rosa

A "Filosofia do solarpunk" é um movimento cultural e ideológico que busca tecer, explorar e promover um futuro sustentável, equitativo, inclusivo e otimista, através da incorporação de tecnologias eco-friendly, uso de materiais orgânicos, valorização e resgate de nossa ancestralidade, e principalmente, projetando cidades e fazendas inteligentes, com design futurista que trazem layouts de arquitetura biomimética, com práticas de design sustentável,  muito uso de inteligência artificial, automação, tecnologia e inovação, e uma abordagem positiva em relação ao desenvolvimento urbano, rural e ambiental, com fazendas verticais urbanas e cidades mais verdejantes com edifícios certificados com selos de sustentabilidade ESG e Greenbuilding.

Veja essa imagem de Protótipo Projetual sollarpunk da Capital de São Paulo em 2050, esse projeto futurístico utiliza toda teoria do solarpunk, ele valoriza a utilização de energias renováveis, a integração da natureza no ambiente urbano, a resiliência comunitária e a inovação criativa para criar soluções para os desafios ambientais e sociais que enfrentamos atualmente. 

Em contraste com visões distópicas do futuro, o solarpunk propõe uma abordagem esperançosa e inspiradora que incentiva a cooperação, a sustentabilidade, a ancestralidade, a plasticidades culturais e artísticas, o fim das desigualdades e a harmonia com o meio ambiente e todos os ecossistemas.

O solarpunk valoriza e promove ativamente a utilização de energias renováveis como parte fundamental de sua filosofia, as cidades solarpunk, são projetados com muitos recursos tecnológicos da captação de energia solar. 

Isso inclui a implementação de tecnologias solares, eólicas, hidrelétricas e outras fontes de energia limpa e sustentável para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar os impactos ambientais causados pela geração de energia convencional, pelas práticas capitalistas, como a emissão de gases do efeito estufa, e pelo uso desenfreado de combustíveis fósseis, que são recursos naturais finitos, essas são questões urgentes que demandam atenção e ação imediata.

O solarpunk e as cidades inteligentes compartilham alguns princípios e objetivos em comum, o que torna a integração entre esses conceitos bastante promissora:
1.    Sustentabilidade: Tanto o solarpunk quanto as cidades inteligentes têm como foco principal a busca por soluções sustentáveis para os desafios urbanos, promovendo o uso de energias renováveis, práticas de design eco-friendly e a redução do impacto ambiental.

2.    Tecnologia e inovação: As cidades inteligentes se baseiam fortemente no uso de tecnologias avançadas para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e otimizar a gestão urbana. O solarpunk, por sua vez, também valoriza a inovação tecnológica, especialmente quando se trata de soluções que promovem a sustentabilidade e a resiliência ambiental.

3.    Participação comunitária: Ambos os conceitos enfatizam a importância da participação ativa da comunidade no planejamento e na tomada de decisões relacionadas ao desenvolvimento urbano. Tanto o solarpunk quanto as cidades inteligentes buscam promover a colaboração e o engajamento dos cidadãos na construção de cidades mais humanas, inclusivas e sustentáveis.

Ao priorizar as energias renováveis, o solarpunk busca criar um futuro mais sustentável, resiliente e ecologicamente equilibrado, contribuindo para a transição para uma sociedade mais verde e consciente do seu impacto no planeta, adotando práticas como:

-Integração da natureza na cidade: como os mobiliários urbanos do solarpunk podem promover uma maior conexão com o meio ambiente nas áreas urbanas.

-Sustentabilidade e eficiência energética: explorando como os materiais agregadores do agronegócio podem ser utilizados na construção de mobiliários urbanos que promovem a geração de energia limpa e renovável.

-Otimismo e resiliência: como a filosofia do solarpunk pode inspirar uma visão de futuro mais positiva e esperançosa, baseada na ideia de um desenvolvimento urbano sustentável e regenerativo.

-Inovação e criatividade: discutindo as possibilidades de design e arquitetura que surgem da combinação de elementos do solarpunk com materiais provenientes do agronegócio, incentivando a criatividade e a inovação na construção de espaços urbanos mais sustentáveis.

-Educação e conscientização: como a implementação de mobiliários urbanos e materiais sustentáveis pode contribuir para a educação ambiental e a conscientização da população sobre a importância da preservação do meio ambiente e da adoção de práticas mais sustentáveis no cotidiano.

Assim, a integração do solarpunk com o conceito de cidades e fazendas inteligentes pode resultar em abordagens inovadoras e holísticas para o planejamento urbano, que combinam tecnologia, sustentabilidade e participação comunitária para criar ambientes urbanos com espaços públicos mais verdes, cheios de hortas urbanas, parques arborizados, biomas restaurados com suas respectivas plantas nativas, gestão de recursos naturais mais eficientes, ambientes mais resilientes e agradáveis de se viver.
 

Laura Lidia Rosa

Visão além do alcance

Laura Lidia Rosa é arquiteta, urbanista, ecodesigner e xeropaisagista. Desde 2016, é CEO do Escritório de Projetos Coletivos URBAN etc., focando em treinamentos, ecomentorias, cursos e estratégias projetuais solarpunk para reduzir impactos ambientais.

Opiniões do colunista não representam necessariamente o portal SCTODODIA.com.br

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