Segunda-feira, 24 de junho de 2024

COLUNISTAS

Milton Alves

A coluna que eu não queria escrever

24/06/2024 05h37 | Por: Milton Alves
Quando retornei pra Tubarão em 2013, assumindo um programa interativo na FM 103.7 e a coluna “Senadinho”, naturalmente reencontrei muitas pessoas que haviam feito parte do meu passado na cidade, como também descobri outras tantas, que até então nem conhecia. Marco Antônio Luciano foi uma delas. Ouvinte e leitor assíduo dos nossos programas e colunas, “Marcão” como eu o chamava, apesar da sua baixa estatura (era o “Marquinhos” para parentes e amigos mais próximos), foi também um dos nossos primeiros telespectadores, quando a partir de um certo momento, passamos a transmitir o programa em imagens pelo canal do Youtube da Rádio Cidade. Aliás, não um simples telespectador. Ele foi muito mais que isto, pois virou um autêntico divulgador do programa quando, todas as manhãs, após abrir as portas de sua barbearia estilizada na rua São José, a primeira coisa que fazia era ligar a TV para mostrar as nossas imagens pelo Youtube. Interagíamos quase todos os dias pelo Whatsapp e nos encontrávamos praticamente todas as semanas, quando eu virava seu cliente na barbearia. Esse ciclo só se encerrou quatro semanas atrás, quando não recebi mais suas mensagens no programa e muito menos vi a barbearia aberta. Através de amigos comuns, fiquei sabendo que havia se recolhido para se tratar de uma crise depressiva. Cheguei a ligar para ele na semana retrasada. Me atendeu, disse que estava se recuperado, mas pouco falou e eu pouco questionei por saber do seu problema. Desejei felicidades, disse que o estava esperando para fazer minha barba e desliguei. Como moro perto, nas últimas duas semanas ia quase que diariamente na esquina da 27 de Maio com a São José ver se a barbearia estava aberta. Sexta feira ainda fui, e nada. No sábado resolvi ir até Capivari de Baixo tratar do visual com o também ouvinte Glauco Cabelereiro. Ainda conversamos sobre o “Marcão”, pois Glauco o conhecia e queria notícias. Não soube dizer quase nada, mas lembro de ter falado sobre os meus temores. Que pena. Horas depois, aconteceu o que eu temia e por isto, lamentavelmente, estou escrevendo a coluna que não queria. Marco Antonio Luciano foi sepultado ontem, no final da tarde, no cemitério Horto da Saudade, aqui em Tubarãa. Grande pessoa. Querido amigo. Que pena.
Milton Alves

Cidades violentas: os números positivos de Tubarão

20/06/2024 14h15 | Por: Milton Alves

Conforme prometi ontem, volto ao assunto na coluna de hoje para esclarecer as razões que me levaram a escrever, tanto sobre o envolvimento pessoal de ambos, quanto os investimentos feitos nos seis anos de poder pela gestão Joares e Caio na área da Segurança Pública em Tubarão. Como foi mostrado ontem, apesar da atividade ser prioritariamente uma responsabilidade dos governos estaduais, ter o município participando através de convênios ou de apoio logístico com o envolvimento das chamadas “forças vivas”, é importantíssimo e, em certas situações, acaba sendo o principal intermediador que leva à solução dos problemas. No caso de Tubarão, inclusive, o efeito do envolvimento da administração em apoio a Segurança Pública, não se deu apenas pelo fortalecimento e consolidação da Guarda Municipal e pelos convênios e doações direcionadas à Polícia Militar. Vale também lembrar que as ações da municipalidade, a partir de 2017, ações que se mantém até hoje apesar de Joares e Caio terem se afastado, também foram fundamentais para o incremento e fortalecimento da estrutura operacional da Polícia Civil na cidade. Tubarão tem hoje uma das principais centrais de Polícia Judiciária de toda Santa Catarina, reunindo num só espaço, amplo e confortável, todas as delegacias operacionais que atuam na sede da Comarca, bem como o Ciretram e a 05ª - Delegacia Regional de Polícia, a responsável pelo comando administrativo. Não fosse a parceria em convênios e permutas para a execução de obras de adequação do prédio onde hoje funciona a Central, muito provavelmente a Polícia Civil de Tubarão estaria até hoje com suas delegacias em casas alugadas espalhadas por diversos bairros da cidade, dificultando tanto o atendimento dos cidadãos quanto a logística de operação dos policiais.

2ª em SC, 4ª no Brasil

Mas então, tudo é mil maravilhas na segurança de Tubarão? Obvio que não. Todavia é possível dizer que contra números não há argumentos, e esta é a notícia que justifica as minhas colunas. O Atlas Anual da Violência, lançado todos os anos pelo IPEA está apresentando a edição de 2024 com dados coletados no período 2022 /2023, com efeito direto das ações de repreensão e investigação por parte das polícias Militar e Civil, que em algumas ocasiões tiveram também o apoio da Guarda Municipal. É difícil dizer qual de fato foi o efeito da cooperação do município nestes números, mas também seria injusto achar que nada foi resultado da política de cooperação desenvolvida pelos então prefeito e vice de Tubarão. E a verdade é que Tubarão aparece no Atlas, entre cidades com mais de 100 mil habitantes na categoria crimes de homicídio, como o 4º menos violento do país, ficando atrás apenas de Jaraguá do Sul e das paulistas Atibaia e Botucatu. Em Santa Catarina somos o 2º menos violento, atrás de Jaraguá e a frente de Brusque, Criciúma, Lages e Blumenau.

Milton Alves

As boas heranças deixadas por Joares e Caio

19/06/2024 15h50 | Por: Milton Alves

Quando assumiram a prefeitura no primeiro mandato, em 2017, além do Funrebom, que é o permanente Fundo Estadual de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros Militar de SC, Joares e Caio só encontraram um outro único convênio de mútua cooperação assinado entre o município e órgãos da Segurança Pública de Santa Catarina: o do serviço de Rádio Patrulha, com a Polícia Militar, e na primeira visita de cortesia que fez, já na condição de chefe do executivo, ao comando do 5º Batalhão, além de ter encontrado o quartel semidestruído por um vendaval que se abateu sobre a cidade meses antes da sua posse, Joares ficou estarrecido com o que viu. Faltava contingente; quase sempre havia uma política de redução de cotas de combustível; boa parte das viaturas estava encostada, com problemas mecânicos, por falta de recursos para manutenção; havia carência de armamento adequado para certos tipos de confronto; cotas reduzidas de munição para o necessário exercício de tiros; vários programas não tinham continuidade e outros problemas mais. Enfim, só não era um caos porque os oficiais e praças seguravam a situação “no osso”, como se diz na gíria.

Os problemas eram em todo o estado

A grande questão é que isso tudo não era um problema exclusivo de Tubarão. A quase totalidade dos quarteis espalhados pelo estado tinham, cada qual a seu modo, suas carências e dificuldades, considerando também que a falta de contingente era um problema estadual crônico por nunca ter sido levada a efeito uma política de reposição dos policiais que deixam a corporação, se aposentam ou falecem. Sendo assim, apesar de sair sensibilizado da visita que fez, Joares sabia de que nada adiantaria criar uma força tarefa de políticos e representantes de entidades e instituições para bater nas portas do governo em Florianópolis. O milagre tinha que ser feito pelo santo da casa. Não havia outro jeito.

O início com a Guarda Municipal

Como a Guarda Municipal tinha sido praticamente abandonada pela gestão anterior, estando desaparelhada e desacreditada, Ponticelli começou por ali a sua política de Segurança Pública. Motivar a corporação com uma ação agressiva de fortalecimento operacional, equipando a tropa com armamentos pesados e modernas viaturas, foi o primeiro passo. Paralelamente a isto criou programas de parceria com as polícias Militar e Civil, tendo o aval e o irrestrito incentivo da Câmara de Vereadores, e, acima de tudo a cooperação de entidades, empresários e comerciantes. Por que resolvi escrever tudo isto? Amanhã eu explico a vocês. É que o resultado veio, e é preciso reconhecer, mais essa boa herança deixada pelos dois.

Milton Alves

O retrato da vergonha

18/06/2024 16h15 | Por: Milton Alves

Se o sujeito que fez isso - alguém que possivelmente se considera um “cidadão” mesmo passando longe de ser - não tem nenhuma vergonha de transformar a frente da casa dos outros, ou espaços públicos, em depósito de lixo ou entulhos, eu tenho, tanto quanto ojeriza de conviver com gente assim, desrespeitosa e sem qualquer espírito de coletividade. É que independentemente de saber que não é de responsabilidade da Prefeitura Municipal, mas sim do próprio morador o descarte do seu entulho - e para tanto existem empresas especializadas na execução do serviço - o autor desta barbaridade mostra que não tem nenhum respeito com aqueles que divide a cidade. Não é uma questão de ter, ou não, capacidade financeira para bancar os serviços de uma coletora de entulhos, mas sim de não ter a mínima decência; sentimento de solidariedade ou respeito pelos demais moradores. As perguntas que faço são as seguintes: se o entulho, que foi produzido na minha propriedade, não me faz bem, por que faria aos outros que acordam se deparando com eles defronte suas casas ou lojas comerciais? Se enquanto não tenho condições para contratar quem o recolha, e já que não quero que fique num espaço dentro da minha propriedade, o que me dá o direito de transformar praças e jardins neste espaço, neste depósito? Portanto, repito: não se trata de ter ou não dinheiro para descartar de forma adequada o entulho, mas sim de caráter. Para que todos entendam minha revolta. Estas fotos foram batidas no final de semana na praça Centenário, a conhecida Praça do Chafariz, na cabeceira das pontes Nereu Ramos e Heriberto Hulse. Quanto às caixas de papelão deixadas ao lado dos containers é normal pois diariamente os catadores passam recolhendo. Já os restos de móveis, que não se sabe se de uma cozinha ou de um escritório, ai não. Isto é rastro de um prepotente, mal educado, um intruso das áreas urbanas que talvez não merecesse nem morar em cavernas.

Milton Alves

Se não fosse a Polícia!

17/06/2024 16h55 | Por: Milton Alves

A situação só não é pior, com aquela sensação de terror que nestas horas toma conta população em geral, porque as Polícias, tanto a Civil quanto Militar – e isso não podemos deixar de reconhecer – tem feito um eficiente trabalho no combate e investigação dos crimes cometidos, com um índice de resolução dos mais altos em toda a história da Segurança Pública em nosso estado. Se não fosse isso estaríamos, sem dúvida alguma, passando por uma situação que poderia ser enquadrada como catastrófica. A verdade é que cada vez mais o crime aumenta com o surgimento de novos agentes e modelos, e aos poucos vai tomando conta também das pequenas cidades. Assaltos à mão armada contra estabelecimentos comerciais e pessoas, crime que o Código Penal define como roubo, deixaram de ser registrados preferencialmente em cidades de porte grande e médio. Não tem mais ninguém livre dos piores crimes, estejam onde estiverem. Repito: a coisa só não é pior porque, pelo menos, estamos vendo as forças policiais baterem de frente com os criminosos. Neste domingo, por exemplo, dois homens roubaram um veículo e agrediram o motorista no início da madrugada em São Ludgero. À Polícia Militar a vítima relatou que estava com o seu carro estacionado, quando um homem chegou ao local informando que o seu Corsa havia estragado e precisava de ajuda. Quando chegaram próximo ao veículo que estaria com problemas, de dentro dele saiu um homem encapuzado e após dominá-lo, levaram seus documentos, objetos pessoais e seu próprio carros.

 

As catástrofes naturais do Brasil

Nos últimos dez anos, mais de cinco milhões de pessoas no Brasil viram suas casas serem destruídas ou danificadas por desastres e tiveram que abandoná-las. As informações são de um estudo técnico da Confederação Nacional de Municípios, CNM. De acordo com o levantamento, mais de 2,5 milhões de moradias foram impactadas entre 2013 e 16 de maio de 2024. O levantamento mostra que a região Sul liderou em registros de moradias afetadas, representando 43,4% do total, seguida pelas regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Apesar de sempre estarmos entre os mais atingidos no que tange a enchentes, neste período e modalidade analisada – casas destruídas - Santa Catarina não figura entre os primeiros. Os estados que tiveram o maior número de casas destruídas entre 2013 e 2023 foram: Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Amazonas e Minas Gerais. Com uma particularidade em relação ao Rio Grande do Sul. O estado, só com as chuvas intensas e enchentes de maio, tem 77% de suas moradias danificadas e cerca de 52% destruídas. É muita coisa para ser reconstruída.

Milton Alves

O feudo político em Tubarão

12/06/2024 05h50 | Por: Milton Alves

Cruzei ontem pelas ruas da cidade com um dos líderes antigos do “manda brasa” tubaronense, um daqueles que não nominei, mas me referi na coluna de ontem quando afirmei que entre os principais erros que fizeram o MDB minguar em Tubarão, estava a desconsideração e até, em alguns casos, o desrespeito por parte de membros das Executivas mais recentes, a estes nomes que no passado fizeram o partido forte o suficiente para eleger deputados estaduais e federais, comandar a cidade em mais de dois mandatos e sempre fazer robustas bancadas na Câmara de Vereadores. A conversa foi rápida, ele disse concordar com o que escrevi e ainda meio que me desafiou, afirmando que só faltou dizer quem promoveu este desmantelamento histórico do partido. E caso eu tivesse alguma dificuldade era só pesquisar. Nas entrelinhas deixou a mensagem de que – pelo menos na sua ótica – em vários momentos teve alguém que transformou o partido em um feudo pessoal, protegido por amigos que se encarregavam de ocupar espaços para evitar o surgimento de novas lideranças. Na verdade eu já sei quem se enquadrou neste perfil dentro do MDB, mas prefiro – por enquanto – deixar prá lá. Um dia, quem sabe. 

Quase todos atrasados

Sinceramente: você já comprou o presente de dia dos namorados? Não? Pois então, você se enquadra naquele universo de cerca de 12 milhões de brasileiros que deixou para comprar o presente em cima da hora. Não à toa a expectativa é de que nesta quarta-feira tanto as lojas do comércio de rua, quanto as dos shoppings, que vendem produtos presenteáveis, tenham um bom movimento. Os dados são de uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. O levantamento também indica que cosméticos, roupas e calçados estão entre artigos preferidos, tanto para dar quanto para ganhar. Na sequência vem os que preferem investir num jantar ao invés de um presente, e na lista também aparecem chocolates e acessórios.

Para fazer uma fézinha

Junho é o mês para aproveitar as festas juninas, mas também pode ser o mês de ficar milionário. A Caixa Econômica Federal já liberou as apostas para a Quina de São João, com prêmio no valor de 220 milhões de reais, e que não acumula, tipo a Mega da Virada, ou seja, ganha quem acertar a maior quantidade de números. Por falar em números: 14, 15, 55 e 79 são os que mais foram sorteados nas últimas 13 edições da Quina. Num bolão ou em aposta simples o negócio é arriscar e para isto o leitor tem até o dia 22 para jogar na Quina de São João, o que pode ser feito numa lotérica ou pelo aplicativo Loterias Caixa.

Milton Alves

O desmonte do MDB tubaronense

11/06/2024 16h20 | Por: Milton Alves

Procuro sempre ter o maior respeito pelos partidos políticos da nossa região, sejam eles pequenos ou grandes, primordialmente por reconhecer a luta empreendida pelos dirigentes no sentido de manter a sigla ativa, integrada socialmente, e sendo competente naquela que é a sua principal função: organizar as candidaturas e mobilizar a militância para sensibilizar eleitores a eleger seus representantes para o Executivo ou Legislativo. Todavia, só ter uma sede bonita, ser organizado nas eleições e treinar a militância para fazer barulho, não adianta. É preciso trabalhar os nomes certos para eleger seus candidatos. Mesmo porque quando isto não acontece, o partido acaba entrando uma espiral de decadência cujo final é o ostracismo. Não adianta ter dinheiro, milhares de filiados e renome nacional, pois em qualquer recanto deste país, quem manda, quem tem poder, são aqueles que ocupam os cargos no momento presente. Nenhum partido consegue sobreviver sem ocupar cargos. Digo isto, porque há bastante tempo alerto sobre os rumos equivocados que o MDB tubaronense resolveu seguir, não aceitando críticas, tapando os ouvidos aos conselhos das antigas lideranças, se distanciando e até mesmo fechando às portas a algumas delas, abrindo espaço pra gente que nunca se identificou com a sigla, bancando campanhas “suicidas” apenas para ocupar espaço no poste, e, o que é pior, permitindo que se criasse grupos internos de poder que transformaram a sigla numa colcha de retalhos. Houve um tempo em Tubarão que era comum se ouvir “…o MDB do fulano, o MDB do ciclano, o MDB do beltrano…”. Qual o MDB que se posiciona na atualidade, acho que já ninguém sabe.

Não tem como ser protagonista

Hoje, depois de se falar em Zé Tancredo, Joma e, até mesmo Deka May, que voltaria ao berço onde nasceu para a política nos anos 80, escolher o delegado aposentado Jair Tártari para ser o nome do partido incumbido a encabeçar uma chapa pura ou integrar uma composição, me parece meio que assinar, de vez, a renúncia ao protagonismo que o partido tanto persegue desde o final dos anos 90. Pessoalmente não tenho nada contra o Jair Tártari. Nem pessoalmente e nem profissionalmente. É um querido. Gente boa, educado, respeitador, sempre nos demos bem. Mas, cá prá nós. Ser ele candidato o candidato a prefeito num momento em que o partido precisa ressurgir das cinzas é complicado. Sei que é triste dizer isto, mas já que ninguém quer falar, eu falo. Jair não tem qualquer condição de resgatar o MDB do buraco que lhe enfiaram. Se for mesmo o candidato, vai para o sacrifício. Uma pena, pois é em decorrência de decisões equivocadas com esta que o MDB de Tubarão vem se desintegrando a cada eleição que disputa. Vocês estão ligados que o partido está desde 2000 sem ter qualquer espaço na prefeitura de Tubarão? E que na última eleição fez apenas um vereador com pouco mais de 600 votos? Não estranhem se em outubro perder até essa cadeira.

Milton Alves

É possível isolar nossas pontes

10/06/2024 14h50 | Por: Milton Alves

Cabe aos técnicos dizer como e qual a melhor forma de se fazer, mas os exemplos estão espalhados e nem é preciso ir ao exterior. Brasil afora existem modelos, e como copiar o que dá certo não é nenhum demérito, por que não fazê-lo. O próprio Dr. Jean Abreu Machado, que na semana passada levantou o assunto com este colunista, foi pesquisar e encontrou casos de pontes e viadutos urbanos brasileiros equipados com estruturas de proteção para dificultar ou mesmo evitar que pessoas tirem suas próprias vidas se projetando dos mesmos. Ou seja: pessoas se atirando de pontes não é um problema exclusivo da nossa Tubarão. São tantos os casos que muitas prefeituras já partiram para esta adaptação. Se não impede, pelo menos dificulta.

É só definir o que se quer

E como já antecipei na coluna do final de semana, a questão é saber o que se pode gastar e se a proteção será suportada pela estrutura da ponte ou viaduto em questão. O Dr. Jean nos enviou, por exemplo, estes dois modelos que ele encontrou numa rápida pesquisa que fez pela internet. O primeiro é mais barato, feito de canos e telas como um alambrado de campo de futebol. Foi implantado na Ponte do Reginaldo, na Avenida Leste Oeste, no bairro do Feitosa, em Maceió. O segundo bem mais avançado é feito com estruturas em aço e tela metálica. Está instalado ao longo do viaduto do Antônio Bezerra, uma conhecida passagem de Fortaleza onde os incidentes eram comuns. Em ambas as cidades, pelo menos nestes locais, o índice de ocorrências praticamente zerou.

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Milton Alves

PSDB tem pré-candidato a prefeito em Tubarão

06/06/2024 07h55 | Por: Milton Alves

Com a decisão tomada ontem, de solicitar em ofício, ao presidente Mauro de Nadal, sua exoneração do cargo de coordenador de Orçamento Estadual da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o ex-prefeito Carlos Stüpp cumpri o prazo legal de desincompatibilização e ratifica definitivamente sua pré-candidatura a prefeito de Tubarão pelo PSDB.

O seu PSDB, partido do qual nunca saiu, que nunca abandonou, e pelo qual, sempre que chamado – até nos piores momentos - colocou sua cara no poste, quando não à tapa. A verdade é que, absorvendo críticas, denúncias infundadas, processos descabidos e um amontoado de traição, a maior parte delas, inclusive, oriundas do próprio ninho tucano, “Carlinhos” como era conhecido nos tempos em que brincávamos quando crianças pelas ruas da nossa Itapirubá, é um guerreiro sobrevivente da tradicional política tubaronense.

Sem dúvidas o mais resiliente de todos. Aliás, diante do iminente referendo de seu nome por parte da convenção, dá até para dizer que “se precisávamos de alguém descolado, suficientemente preparado, para equilibrar as forças nesta eleição de 2024, este alguém se chama Carlos Stüpp”. Lapidado, como o diamante das “vitórias”, pelo disco de ferro que foi forjado pelo fogo das “derrotas”. O homem que levantou o nível da régua usada para analisar, tanto a competência, quanto a produção de obras na administração tubaronense. E muito provavelmente quer voltar para levantar mais um pouquinho.   

A liberdade econômica 

Ao celebrar ontem os cinco anos da Lei de Liberdade Econômica, a Confederação Nacional das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) propôs um pacto nacional pela simplificação do ambiente de negócios e pela geração de empregos. Segundo Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, a lei ajudou a diminuir a interferência política e a burocracia no ambiente de negócios, contribuindo para a abertura de empresas.

Por isso, ele sugere que a norma seja adotada por cada município brasileiro. A campanha da confederação visa sensibilizar toda a sociedade civil, parlamento, instituições públicas e agentes governamentais por um pacto nacional, de aspecto abrangente e apartidário, fazendo com que haja a implantação completa da Lei da Liberdade Econômica em cada uma das nossas cidades, pois ela simplifica processos, transformando o ambiente de negócios no Brasil.  Joinville adotou a lei de Liberdade Econômica e os efeitos positivos para a sua economia são bem aparentes.

As diretrizes da referida lei integram um conjunto de metas que a municipalidade nomeou de Código de Defesa do Empreendedor, instrumento que garante direitos aos empresários locais. O principal objetivo da lei é desburocratizar mesmo. Ao todo, em Joinville, 600 atividades estão autorizadas a funcionar sem nenhum tipo de licença prévia da prefeitura. Tomara que essa campanha dê certo.

Milton Alves

Vereador promete pegar pesado sobre pouca verba destinada ao sul de SC

05/06/2024 08h31 | Por: Milton Alves

O vereador Maurício da Silva, atuante membro do Comitê de gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, está indignado – e com razão – com a destinação a ser dada aos recursos oriundos de emendas parlamentares federais para o governo de Santa Catarina executar obras que minimizem os efeitos das cheias em nosso estado.

Ao descobrir que todo o montante de R$ 95 milhões, vindo dos deputados e senadores via emendas, serão destinados somente ao “melhoramento fluvial e à construção de diques em cidades da região do Alto Vale e do Médio Vale do Itajaí”, sem que nada venha para as bacias hidrográficas do Sul, o vereador ficou tiririca da vida. E não é para ficar?

A cobrança por explicações está sendo direta ao governador Jorginho Mello e aos deputados Soratto, Pepe e Volnei Weber. Mesmo que a verba não tenha sido destinada pelos referidos parlamentares, que são estaduais, Mauricio quer saber porque não se mobilizam para que parte dos recursos sejam aplicados por aqui.

Enfim! O vereador promete pegar pesado e seria muito bom que alguns saíssem de cima do muro. Eu sempre digo: não dá pra servir a dois patrões. Ou serve ao povo, ou serve ao governador. 

Fábrica de falências

Não é nada demais quando a gente busca descobrir qual a chave que levou um amigo, ou, uma empresa conhecida, ao sucesso. Eu todavia, neste momento, gostaria era de saber qual a chave que os dirigentes do PT usam para serem tão letais na sina de levar as estatais ao fracasso. As lambanças petistas no comando das empresas públicas é algo que supera o conceito de má gestão ou incompetência.

Não é normal o que essa gente consegue fazer. As vezes desconfio que eles fazem meio que de propósito. Esse mais recente episódio, relativo aos Correios, é algo assustador. Em setembro de 2022, no último ano do mandato de Jair Bolsonaro, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos divulgou um lucro recorde de R$ 3,7 bilhões, promovendo inclusive a distribuição de parte desse lucro entre seus milhares de empregados. Com a eleição, todavia, o namoro com o sucesso tinha hora marcada para terminar.

Aliás, não foi por falta de aviso. Só não enxergou que o noivo era um conhecido salafrário, quem não quis. Tanto que foi só ele colocar seus asseclas no comando da empresa que a coisa degringolou. No ano passado os Correios, agora casados com o “Lulinha” nariz de Pinóquio, já tiveram um prejuízo de R$ 597 milhões. Neste ano, só no primeiro trimestre; atentem bem, só no primeiro trimestre, o rombo chega aos R$ 800 milhões, devendo ultrapassar os R$ 3 bilhões até o final do ano. Que decadência. Este partido, sem dúvidas, é uma máquina de destruição da causa pública!

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